A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg traz más notícias para Flávio Bolsonaro.
Ele não apenas perderia para Lula no segundo turno da eleição presidencial, como seria derrotado por Fernando Haddad e por Geraldo Alckmin, caso eles fossem os candidatos da esquerda.
Abro parêntese. Eu continuo a achar surpreendente que Geraldo Alckmin tenha se filiado ao partido socialista e seja vice de Lula, mas sempre foi ingenuidade minha acreditar em convicções firmes de políticos brasileiros. Fecho parêntese.
Ou seja, senhoras e senhores, a julgar pela pesquisa, Flávio tomaria uma sova do chefão petista, do poste do chefão petista e do chuchu do chefão petista.
Já estou ouvindo que intenção de voto não é eleição, que estamos a três meses do jogo de verdade — e os bolsonaristas desqualificam a AtlasIntel, acusada pelo PL de induzir respostas por meio da apresentação do áudio de Flávio com Daniel Vorcaro e de usar metodologia tendenciosa na pesquisa do mês passado, a primeira a medir o impacto do cão Dark Horse na candidatura bolsonarista.
O partido acionou o TSE, e o presidente do tribunal, o expedito Kássio Nunes Marques, suspendeu a continuidade da divulgação da pesquisa.
De qualquer forma, a má notícia trazida pelo novo levantamento está aí, e ela aponta, se não para um desfecho certo, para um fato incontestável: Flávio é um mau candidato para enfrentar um mau presidente nas urnas, como já dito aqui.
Não fosse a teimosia de Jair Bolsonaro, que vê na eleição do filho a única chance de ser anistiado, o candidato seria Tarcísio de Freitas, e dificilmente a direita perderia a eleição, dado o grau de rejeição de Lula.
Com Flávio, porém, as dificuldades se avolumam tanto, que até poste e chuchu podem tripudiar a partir de agora.
A família Bolsonaro apropriou-se da direita brasileira, o seu único projeto é ela própria, e o seu egoísmo e a sua tacanhez deram fôlego extra ao petismo e ao seu chefão.

