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Centralia virou cidade fantasma após incêndio atingir minas de carvão em 1962, expulsar moradores e continuar queimando sob as ruas dos Estados Unidos
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 24/07/2026 às 00:19
Curiosidades
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Incêndio subterrâneo atravessa antigas galerias de carvão há mais de seis décadas e mantém poucas pessoas na cidade da Pensilvânia.
Uma pequena comunidade mineradora dos Estados Unidos foi praticamente apagada do mapa após um incêndio alcançar uma extensa rede subterrânea de carvão.
Localizada na Pensilvânia, Centralia já teve cerca de 2.500 habitantes e 14 minas em funcionamento durante seu período de maior prosperidade.
O cenário mudou completamente em maio de 1962, quando uma queima realizada em um aterro sanitário permitiu que as chamas chegassem às antigas galerias de mineração.
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Desde então, o fogo permanece ativo sob a cidade, provocando fumaça, gases tóxicos, rachaduras e afundamentos no terreno.
Centralia cresceu sobre uma extensa reserva de carvão
A história de Centralia está diretamente ligada à mineração.
Durante as primeiras décadas do século 20, a cidade viveu seu auge econômico graças à exploração das reservas de carvão existentes no subsolo.
A atividade sustentava empregos, comércios e milhares de moradores.
O declínio da mineração começou gradualmente, enquanto diversas minas foram fechadas.
Cerca de mil pessoas ainda permaneciam na cidade no início da década de 1960, conforme informações do portal All That’s Interesting.
Nenhum desses moradores imaginava que um incêndio subterrâneo mudaria definitivamente o futuro da comunidade.
Incêndio começou durante limpeza de aterro em 1962
Autoridades municipais discutiram, em maio de 1962, como limpar o aterro local antes das celebrações do Memorial Day.
A solução escolhida consistia em incendiar os resíduos para reduzir o volume de lixo acumulado.
Bombeiros prepararam a área e iniciaram a queima na noite de 27 de maio de 1962.
As brasas foram apagadas com água após a conclusão do serviço.
O fogo reapareceu poucos dias depois, obrigando os bombeiros a retornarem diversas vezes ao local.
Uma abertura escondida sob o lixo foi encontrada durante as inspeções.
O buraco conectava o aterro à extensa rede de túneis escavados durante décadas de mineração.
As chamas alcançaram uma camada de carvão e encontraram combustível suficiente para continuar avançando pelo subsolo.
Fumaça e gases tóxicos começaram a atingir as casas
Um forte cheiro passou a invadir residências e estabelecimentos comerciais.
Fumaça também começou a escapar por rachaduras abertas no solo.
Inspeções posteriores identificaram níveis elevados de monóxido de carbono, confirmando que o incêndio avançava pelas antigas galerias.
As minas da região foram fechadas por segurança.
O risco continuou aumentando mesmo após a interrupção das atividades mineradoras.
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Viviane Alves
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Tentativas para apagar o fogo terminaram sem sucesso
Autoridades estaduais tentaram controlar o incêndio por meio de grandes escavações.
Um dos projetos previa abrir trincheiras profundas para alcançar diretamente as chamas.
Engenheiros calcularam incorretamente o volume de terra que precisaria ser removido.
Os recursos terminaram antes que a obra pudesse ser concluída.
Outra tentativa utilizou uma mistura de água e pedra triturada para preencher os túneis e sufocar o fogo.
Baixas temperaturas congelaram equipamentos e tubulações durante os trabalhos.
A quantidade de material disponível também não era suficiente para preencher todo o labirinto subterrâneo.
Apenas parte das galerias foi ocupada, permitindo que as chamas continuassem avançando.
Moradores resistiram mesmo diante dos riscos
Parte da população decidiu permanecer em Centralia durante muitos anos.
Alguns moradores encontravam até vantagens curiosas no calor vindo do subsolo.
Tomates cresciam durante o inverno, enquanto certas calçadas acumulavam menos neve.
O vínculo das famílias com a cidade dificultava qualquer decisão de mudança.
Abandonar o local onde nasceram e construíram suas vidas não parecia uma alternativa aceitável para muitos residentes.
Cratera quase engoliu menino de 12 anos
Os efeitos do incêndio ficaram mais graves durante a década de 1980.
Moradores sofreram intoxicações por monóxido de carbono dentro das próprias casas.
Árvores morreram, ruas racharam e diferentes áreas do terreno começaram a afundar.
O episódio mais conhecido ocorreu em 14 de fevereiro de 1981.
Todd Domboski, então com 12 anos, caminhava pela cidade quando o solo se abriu sob seus pés.
O menino caiu parcialmente em uma enorme cratera.
Uma raiz impediu que Todd desaparecesse completamente no buraco.
O primo conseguiu resgatá-lo pouco depois.
Governo destinou US$ 42 milhões para retirar famílias
O acidente deixou evidente que a permanência da população representava um risco crescente.
O governo federal destinou US$ 42 milhões, em 1984, para comprar propriedades, demolir imóveis e transferir moradores.
Entre 1985 e 1991, centenas de residências e estabelecimentos foram adquiridos.
Algumas famílias recusaram as propostas e iniciaram disputas judiciais contra o Estado.
O governo utilizou o instrumento de domínio eminente em 1993 para assumir as propriedades restantes.
Lamar Mervine, ex-prefeito de Centralia, permaneceu em sua casa até morrer em 2010, aos 93 anos.
Acordo garantiu permanência dos últimos moradores
Um acordo definitivo foi firmado em 2013 entre o Estado e os residentes que ainda viviam na cidade.
Os moradores receberam indenizações e conquistaram o direito de permanecer nas casas até o fim da vida.
As propriedades passarão definitivamente ao Estado após a morte de seus proprietários.
Centralia permanece como uma das cidades fantasmas mais conhecidas dos Estados Unidos.
Poucas residências continuam de pé, enquanto o incêndio iniciado em 1962 segue queimando sob o solo da Pensilvânia.
Você teria coragem de permanecer em uma cidade onde um incêndio subterrâneo continua ativo há mais de seis décadas? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

