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Vale-refeição cobre apenas 9 dias úteis em 2026, trabalhador já precisa gastar mais do que recebe para comer, refeição sobe 4,3%, benefício aumenta só 1,5% e pesquisa da Pluxee revela a maior perda de poder de compra dos últimos anos
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 29/07/2026 às 22:27
Economia
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Levantamento da Pluxee mostra que o vale-refeição perdeu poder de compra no primeiro semestre de 2026. Enquanto o preço médio das refeições avançou, o reajuste concedido pelas empresas ficou abaixo desse ritmo, reduzindo a cobertura do benefício e aumentando os gastos dos trabalhadores com alimentação.
O vale-refeição continua perdendo capacidade de compra no Brasil. Dados divulgados na quarta-feira (29 de julho de 2026) pela Pluxee, empresa especializada em benefícios corporativos, mostram que o benefício passou a cobrir, em média, apenas nove dias úteis por mês durante o primeiro semestre deste ano.
Na prática, isso representa uma redução de 4,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando o benefício era suficiente para aproximadamente dez dias úteis. Como consequência, milhares de trabalhadores precisaram aumentar os gastos com recursos próprios para manter as despesas com alimentação.
Preço das refeições sobe acima do reajuste do vale-refeição
Enquanto a cobertura do benefício diminuiu, o custo das refeições continuou aumentando.
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Segundo a Pluxee, o valor médio da refeição registrou alta de 4,3% no primeiro semestre de 2026 e atingiu R$ 44,69.
Ao mesmo tempo, o valor médio creditado pelas empresas cresceu apenas 1,5%, chegando a R$ 583,75.
Dessa forma, o reajuste concedido pelas empresas não acompanhou a evolução do preço da alimentação.
Consequentemente, a diferença entre o benefício recebido e o gasto real dos trabalhadores voltou a crescer.
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Uma situação comum entre famílias brasileiras, no entanto, passou a chamar atenção…
Caio Aviz
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Complementação do benefício supera 100% do valor recebido
Além da redução do poder de compra, o levantamento mostra que os trabalhadores passaram a desembolsar valores cada vez maiores para completar as despesas com alimentação.
Segundo o estudo, atualmente é necessário complementar, em média, 101% do valor recebido no vale-refeição.
Na prática, isso representa um desembolso adicional de aproximadamente R$ 589,00, além do crédito mensal disponibilizado pelas empresas.
Assim, o benefício deixou de cobrir uma parcela significativa das refeições realizadas ao longo do mês.
Cobertura do vale-refeição caiu pela metade desde 2019
A pesquisa também revela que a redução da cobertura vem ocorrendo de forma contínua.
Conforme a Pluxee, o levantamento é realizado com base em dados internos desde 2019. Entretanto, os estudos referentes a 2020 e 2021 não foram publicados em razão da pandemia de Covid-19.
A evolução histórica demonstra a perda gradual do benefício:
- 2019: cobertura média de 18 dias úteis;
- 2022: 13 dias úteis;
- 2023: 11 dias úteis;
- 2024: 10 dias úteis;
- 2025: 10 dias úteis;
- 2026: 9 dias úteis.
Em comparação com 2019, o tempo de cobertura do vale-refeição foi reduzido praticamente pela metade.
Diferença entre as regiões brasileiras chama atenção
O levantamento também identificou diferenças importantes entre os estados brasileiros.
Nas regiões Norte e Nordeste, o benefício apresentou a menor duração média.
Os menores índices foram registrados em:
- Roraima: 6 dias úteis;
- Maranhão: 7 dias úteis;
- Acre: 8 dias úteis;
- Rondônia: 8 dias úteis.
Por outro lado, a região Sudeste concentrou os melhores resultados.
Nesse cenário, os destaques foram:
- Minas Gerais: 13 dias úteis;
- Rio de Janeiro: 12 dias úteis;
- São Paulo: 12 dias úteis.
Os dados evidenciam diferenças regionais na duração do benefício ao longo do país.
Pluxee faz alerta sobre segurança alimentar dos trabalhadores
Para Antônio Alberto Aguiar, diretor-executivo de Estabelecimentos da Pluxee, os números acendem um alerta sobre a segurança alimentar dos trabalhadores brasileiros.
Segundo o executivo, a diferença entre a inflação dos alimentos e o reajuste do benefício demonstra que o vale-refeição vem perdendo efetividade ao longo dos últimos anos.
Além disso, Aguiar destacou que os trabalhadores precisam complementar, em média, 101% do valor recebido, o equivalente a aproximadamente R$ 589,00, para conseguir custear a alimentação.
Na avaliação do diretor, essas informações podem auxiliar as empresas na revisão de suas políticas de benefícios.
O objetivo, segundo ele, é garantir que o vale-refeição continue cumprindo sua principal função: contribuir para o bem-estar e assegurar uma alimentação adequada aos colaboradores.
Perda do poder de compra reforça debate sobre atualização dos benefícios
Os dados divulgados pela Pluxee mostram que o vale-refeição perdeu capacidade de cobertura ao longo dos últimos anos.
Enquanto o custo médio das refeições continuou avançando, o reajuste concedido pelas empresas ficou abaixo desse crescimento.
Como resultado, os trabalhadores passaram a utilizar cada vez mais recursos próprios para complementar o benefício, cenário que evidencia a redução do seu poder de compra entre 2019 e 2026.
E você, acredita que o valor do vale-refeição ainda acompanha o custo das refeições na sua rotina ou também precisa complementar o benefício com dinheiro do próprio bolso?
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

