Um jovem que cresce em uma família de classe média no Acre tem barreiras significativamente maiores para alcançar o topo da pirâmide financeira quando comparado à média nacional. É o que revela o Atlas da Mobilidade Social 2026, estudo elaborado pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) em parceria com o Prospera Lab.
De acordo com o levantamento, apenas 8,32% dos acreanos vindos de famílias de classe média conseguem ingressar no grupo dos 25% mais ricos do país ao atingir a idade adulta. O número coloca o Acre na segunda pior posição do Brasil, superando apenas o Amazonas (7,99%) e ficando logo atrás de Amapá (8,35%) e Pará (9,40%).
Abismo em Relação ao Sul e à Média Nacional
A disparidade regional fica evidente quando se compara os números locais com o cenário nacional e de outros estados:
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Média Nacional: 17,57% dos jovens de classe média alcançam o quarto mais rico da população (mais que o dobro do índice do Acre).
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Líder do Ranking: Em Santa Catarina, o índice chega a 27,15%, demonstrando maior fluidez na ascensão socioeconômica.
Critério da Pesquisa: O estudo considerou como classe média as famílias situadas entre os percentis 26 e 75 da distribuição de renda durante a infância dos participantes — o equivalente a uma renda domiciliar mensal entre R$ 2.183,41 e R$ 7.266,03 (em valores atualizados para 2019).
Topo da Pirâmide Ainda Mais Distante
A dificuldade de ascensão é ainda mais severa quando o recorte analisa a chegada ao topo de 10% mais ricos do Brasil. Nesse indicador, o Acre permanece estagnado nas últimas colocações do país, dividindo a lanterna com outros estados do Norte, como Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia.
Como a Pesquisa Foi Realizada
Para mapear a mobilidade intergeracional, os pesquisadores acompanharam cerca de 7 milhões de brasileiros nascidos entre 1983 e 1990. O estudo cruzou dados administrativos e estatísticos de diversas fontes públicas, incluindo:
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Receita Federal;
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Relação Anual de Informações Sociais (RAIS);
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Cadastro Único e Programa Bolsa Família;
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Pesquisas de Amostragem do IBGE.
Ao comparar a renda da família na infância com os ganhos obtidos pelos indivíduos na faixa dos 25 aos 29 anos, o Atlas traçou um diagnóstico sobre como a origem socioeconômica e a localização geográfica ainda delimitam o teto de renda dos adultos no Brasil.
*Com informações do site ac24horas
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

