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Arqueólogos encontram sinais de grandes pedras escondidas sob montes funerários de até 80 metros na Bretanha, e hipótese aponta para estruturas em formato humano enterradas há milhares de anos
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 03/08/2026 às 11:37
Atualizado em 03/08/2026 às 11:48
Curiosidades
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Levantamento geofísico encontrou possíveis blocos de granito sob dois enormes monumentos neolíticos de Coëby, no oeste da França, sem necessidade de grandes escavações.
Uma investigação arqueológica realizada na Bretanha revelou fortes indícios de estruturas de pedra escondidas dentro de dois enormes montes funerários neolíticos.
Os monumentos ficam no sítio arqueológico de Coëby, próximo à cidade de Trédion, no oeste da França.
A pesquisa foi publicada em 19 de julho de 2026, na revista científica Archaeological Prospection, e analisou principalmente os montes conhecidos como TRED30 e TRED31.
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Os resultados levantam uma possibilidade especialmente curiosa.
Segundo os pesquisadores, algumas das estruturas enterradas podem incluir pedras verticais trabalhadas de maneira rudimentar para representar figuras humanas.
Investigação revela estruturas escondidas sob os montes
Os monumentos TRED30 e TRED31 foram descobertos em 1986.
As estruturas possuem entre 50 e 80 metros de comprimento e chegam a aproximadamente 1,8 metro de altura.
A fragilidade dos sítios arqueológicos, porém, impediu a realização de grandes escavações ao longo dos anos.
Os pesquisadores recorreram, por isso, ao mapeamento por resistividade elétrica.
A técnica permite investigar elementos enterrados sem remover grandes quantidades de solo.
Sondas metálicas são inseridas no terreno e recebem uma corrente elétrica de baixa intensidade.
A terra conduz eletricidade com maior facilidade do que as pedras.
Dessa forma, blocos rochosos enterrados aparecem como áreas de maior resistência elétrica, permitindo que possíveis estruturas sejam mapeadas.
Sinais de granito aparecem no centro dos monumentos
As análises identificaram fortes sinais de resistência próximos ao centro dos dois montes.
Segundo os pesquisadores, os padrões correspondem a características semelhantes às de blocos de granito encontrados em outros túmulos megalíticos da região.
Os resultados sugerem, portanto, que concentrações de pedras podem permanecer enterradas dentro dos monumentos.
O TRED30 apresentou os sinais mais intensos em áreas profundas.
Esse padrão indica a possível existência de grandes estruturas rochosas posicionadas perto do centro do monte.
O TRED31 apresentou uma configuração diferente.
As principais anomalias apareceram muito próximas da superfície.
A erosão já havia revelado parcialmente a parte superior de uma pedra erguida, embora sua relação com outras estruturas subterrâneas ainda não estivesse determinada.
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Viviane Alves
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Pedras podem representar figuras humanas
O levantamento geofísico não permite definir exatamente o formato das estruturas.
Pesquisas anteriores realizadas em Coëby, contudo, oferecem pistas sobre o que pode estar escondido no local.
Os cientistas consideram possível a presença de pedras verticais esculpidas de maneira rudimentar para representar figuras humanas.
Câmaras funerárias formadas por grandes lajes de pedra também podem estar presentes.
A maioria das concentrações rochosas aparece ao longo da linha central dos montes.
Essa organização reforça a interpretação de que TRED30 e TRED31 foram planejados como monumentos funerários.
Monumentos seguem tradição do Neolítico Médio
Os túmulos de Coëby apresentam características semelhantes às de antigos monumentos funerários do tipo Passy.
Essa tradição surgiu durante o Neolítico Médio, aproximadamente na metade do quinto milênio antes de Cristo.
Estruturas desse tipo já foram identificadas desde a Normandia até a região de Yonne.
Esses monumentos normalmente cobriam pedras erguidas ou outras estruturas funerárias sob grandes volumes de terra.
A própria região de Coëby possui túmulos de corredor construídos entre 4400 e 4200 a.C.
Essas estruturas voltaram a ser utilizadas entre 1800 e 1300 a.C.
Os monumentos TRED30 e TRED31, entretanto, ainda não possuem uma datação definitiva.
Pequenas escavações exploratórias representam, até agora, as únicas intervenções realizadas nos dois montes.
Erosão dificulta reconstrução dos monumentos
A investigação também encontrou indícios de intensa erosão nos sítios arqueológicos.
Os pesquisadores relacionam parte desse desgaste a séculos de crescimento de florestas e atividades de exploração madeireira.
O próprio sedimento usado para construir os montes também pode ter escondido outros elementos.
Valas e antigas áreas utilizadas para retirada de terra podem permanecer sob o terreno.
Essas alterações dificultam a compreensão de como os enormes monumentos neolíticos apareciam originalmente na paisagem da Bretanha.
As evidências encontradas por resistividade elétrica, portanto, oferecem novas pistas sobre o interior dos montes.
A confirmação da forma e da função de cada estrutura, porém, ainda depende de investigações arqueológicas mais detalhadas.
Você acredita que novas investigações poderão confirmar a existência de pedras em formato humano escondidas sob os montes funerários neolíticos da Bretanha?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

