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Após meses procurando no Rio uma casa cercada de verde, Alexandre Nero encarou sete meses de reforma, preservou a madeira, transformou o terceiro andar em estúdio, criou um ateliê para Karen Brusttolin e converteu o imóvel de 734 m² na ‘casa de campo no meio da cidade’ onde vive com a família
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 06/08/2026 às 13:30
Atualizado em 06/08/2026 às 13:31
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Meses de busca levaram Alexandre Nero e Karen Brusttolin a uma residência cercada de verde no Rio, onde sete meses de reforma preservaram a madeira, reorganizaram ambientes e criaram espaços profissionais, transformando o imóvel urbano em um refúgio familiar com atmosfera de casa de campo.
Alexandre Nero e a figurinista Karen Brusttolin encontraram na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, uma residência capaz de reunir duas prioridades do casal: proximidade com os compromissos profissionais e contato constante com áreas verdes, sem abrir mão da rotina urbana.
Depois de visitar diferentes imóveis, a família escolheu uma casa com 734 metros quadrados de área construída e iniciou uma reforma completa, planejada para atualizar os ambientes sem eliminar o estilo rústico que havia chamado atenção desde o primeiro contato.
Segundo reportagem da revista Casa e Jardim, a procura durou meses e contou com o trabalho do designer de interiores Flávio Assumpção, do arquiteto Luiz Felipe Nogueira e da gestora de projeto Jackie Britto, envolvidos em todas as etapas da transformação.
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Reforma de sete meses preservou a madeira original
Durante sete meses de obras, os ambientes foram integrados, materiais originais receberam tratamento e áreas específicas ganharam novas funções, permitindo que a residência combinasse espaços de convivência, trabalho criativo e descanso dentro de uma proposta arquitetônica única.
A reforma buscou atualizar a casa sem retirar a atmosfera de serra existente na construção, razão pela qual a madeira permaneceu como elemento central em diferentes pontos da arquitetura e continuou sustentando a aparência acolhedora desejada pelos moradores.
Logo no hall de entrada, peças originais foram preservadas e revitalizadas, enquanto as áreas sociais passaram a reunir estrutura rústica, móveis contemporâneos, objetos de arte e elementos relacionados à trajetória da família, criando continuidade entre passado e presente.
Estúdio de música e ateliê ganharam espaços separados
No terceiro pavimento, Alexandre ganhou um estúdio voltado à música, atividade que também integra sua carreira, enquanto a localização mais reservada manteve o espaço profissional separado das principais áreas destinadas ao convívio cotidiano dos moradores.
Já em um anexo da residência, Karen recebeu um ateliê próprio para o desenvolvimento de figurinos, solução que distribuiu as atividades profissionais do casal por setores diferentes sem comprometer os ambientes compartilhados com os filhos Noá e Inã.
Piscina revestida de pedra se integra ao jardim
Entre as mudanças mais visíveis, a piscina deixou de ter o antigo revestimento de pastilhas e passou a receber quartzito maestro, pedra marcada por veios naturais e tonalidade esverdeada que altera a percepção da água e aproxima a área de lazer do jardim.
Também reformulada, a antiga jacuzzi de fibra deu lugar a uma pequena piscina de alvenaria com acabamento semelhante ao da estrutura principal, enquanto a borda do conjunto recebeu mármore bege Bahia levigado para manter unidade entre os materiais externos.
Escolhidos para valorizar o paisagismo, os materiais e as tonalidades transformaram o jardim em protagonista da área externa, fazendo com que piscina, varanda e salas deixassem de funcionar como setores isolados e passassem a formar uma sequência visual contínua.
Ao envolver os ambientes sociais, a varanda estabelece a passagem entre interior e quintal, mantém o verde visível a partir de diferentes pontos da residência e amplia a sensação de integração procurada durante toda a reforma.
Essa organização também respondeu ao desejo de oferecer aos filhos espaço para brincar, já que a busca do casal considerava não apenas a metragem, mas a possibilidade de acompanhar as crianças no quintal e na piscina a partir da sala.
Silêncio e proximidade com a cidade orientaram a escolha
Mesmo com dimensões amplas, o conforto do endereço foi associado por Alexandre principalmente ao silêncio e à sensação de pertencimento, características que permitem à família descansar nos fins de semana sem se afastar dos compromissos profissionais mantidos no Rio.
Como Alexandre e Karen não gostam de dirigir, a escolha precisava equilibrar tranquilidade, vegetação e acesso à cidade, condição que transformou o imóvel em uma alternativa de refúgio sem exigir mudanças radicais na rotina profissional do casal.
Decoração afetiva reúne memórias e materiais reaproveitados
Com participação direta dos moradores, a decoração passou a reunir peças reaproveitadas, objetos garimpados e itens ligados à memória familiar, evitando uma composição impessoal e incorporando referências construídas ao longo da vida do casal e dos filhos.
Na sala de jantar, uma parede recebeu peças de ferro escolhidas individualmente em um ferro-velho, recurso que transformou elementos de origem industrial em parte permanente do ambiente e ampliou o contraste entre superfícies rústicas e soluções contemporâneas.
Transferido da residência anterior, um painel de madeira com três metros de largura por dois metros e meio de altura voltou a ocupar posição de destaque, preservando na nova casa partes da antiga escadaria e lembranças associadas à mudança.
Pintadas por Alexandre, Karen e os filhos, as peças desse painel funcionam como registro material da trajetória familiar, já que o objeto foi mantido durante a mudança e reincorporado à decoração em vez de ser substituído por uma peça nova.
Cozinha combina travertino, cores e objetos de sucata
Na cozinha, o piso de travertino avança pela ilha central, enquanto a marcenaria colorida escolhida pelos moradores divide espaço com uma luminária produzida a partir de sucata, repetindo o uso de materiais reaproveitados observado em outros cômodos.
Frequentado diariamente pela família, o ambiente acompanha a linguagem informal do restante da residência ao reunir superfícies naturais, cores e objetos criados pelos próprios moradores, mantendo a funcionalidade necessária para a rotina sem abandonar a identidade visual do projeto.
Áreas íntimas permanecem separadas dos espaços compartilhados
No segundo andar, um hall organiza o acesso à sala íntima e aos quartos, criando uma área mais reservada, enquanto salas, cozinha, varanda e quintal permanecem voltados à convivência e ao uso compartilhado pelos moradores e visitantes.
Ao separar estúdio, ateliê e áreas de descanso, a reforma definiu funções claras para cada setor da casa, evitando que as atividades profissionais ocupassem os mesmos espaços destinados à intimidade familiar e aos momentos cotidianos de lazer.
Casa de campo permanece dentro da dinâmica do Rio
Do lado de fora, o jardim acompanha a varanda e contorna a piscina revestida de pedra, mantendo a vegetação próxima dos ambientes internos e reforçando, por meio da madeira e das superfícies naturais, a imagem de casa de campo no meio da cidade.
Você trocaria a praticidade de um endereço convencional por uma residência cercada de verde, integrada ao jardim e preparada para reunir trabalho, lazer e convivência familiar, mesmo permanecendo dentro da dinâmica de uma das maiores cidades do Brasil?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

