Assim como acontece na Copa do Mundo, quando as principais seleções acabam reunidas no chamado “grupo da morte”, a política também tem seus grupos considerados extremamente competitivos. É o que pode acontecer nas eleições proporcionais de 2026, especialmente na disputa por uma vaga na Câmara Federal.
No Acre, uma das chapas que mais chama atenção é a formada por nomes de grande peso eleitoral. A nominata reúne parlamentares com mandato e candidatos que chegam à disputa dispostos a conquistar uma das oito cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados.
Entre os nomes estão Zezinho Barbary, Socorro Neri, José Adriano e Coronel Ulysses, além de candidatos que prometem entrar forte na disputa, como o médico Fábio Rueda e o ex-prefeito de Sena Madureira Mazinho Serafim, que passa a ocupar o espaço eleitoral anteriormente trabalhado por sua esposa, Meire Serafim.
É, sem dúvida, uma das nominatas mais fortes e também uma das mais difíceis de se enfrentar dentro da própria chapa.
A expectativa nos bastidores é de que a composição tenha condições de conquistar três cadeiras, podendo até sonhar com uma quarta vaga, dependendo do desempenho eleitoral do grupo.
E é justamente nesse cenário que Coronel Ulysses aparece como um dos candidatos com maiores chances de sobreviver ao “grupo da morte”.
Ulysses chega fortalecido para a reeleição
O principal trunfo de Coronel Ulysses é o mandato que construiu nos últimos quatro anos.
Ao contrário de candidatos que começam agora a percorrer o estado em busca de votos, Ulysses teve, durante o primeiro mandato, a oportunidade de construir uma relação política nos 22 municípios do Acre.
O deputado transformou o mandato em uma espécie de extensão de sua campanha permanente, mantendo presença em diferentes regiões do estado, visitando municípios, dialogando com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e produtores e destinando recursos para diversas áreas.
Essa capilaridade pode fazer diferença em uma eleição proporcional extremamente disputada.
Em uma disputa como essa, não basta ter uma votação concentrada em uma determinada cidade. É fundamental possuir votos espalhados pelo estado. E esse é justamente um dos ativos que favorecem Coronel Ulysses.
O mandato como principal cabo eleitoral
A avaliação de aliados é que o próprio mandato de Coronel Ulysses será um dos principais cabos eleitorais de sua campanha.
Recursos destinados para municípios, investimentos em infraestrutura, saúde, segurança, agricultura, educação e outras áreas formam um patrimônio político que agora será colocado à prova nas urnas.
A lógica é simples: quem conseguiu entregar resultados durante quatro anos chega à eleição com algo concreto para apresentar ao eleitor.
E Ulysses chega justamente com esse discurso.
Sua atuação não ficou restrita à capital. A estratégia de percorrer o interior e estabelecer uma presença política nos 22 municípios criou uma rede de apoio que poderá ser fundamental na hora de transformar popularidade em votos.
O desafio é sobreviver à própria chapa
O curioso dessa eleição é que o principal desafio de Coronel Ulysses não será apenas conquistar votos contra candidatos de outras chapas.
Ele terá que enfrentar, dentro da própria nominata, políticos experientes e com bases eleitorais consolidadas.
Zezinho Barbary possui forte presença no Vale do Juruá. Socorro Neri tem uma trajetória política consolidada e uma base importante em Rio Branco. José Adriano possui sua própria estrutura eleitoral. Fábio Rueda entra com potencial de crescimento e Mazinho Serafim carrega a força política construída em Sena Madureira e no interior.
É por isso que a comparação com o “grupo da morte” faz sentido.
Todos entram no mesmo campo, todos precisam somar votos para ajudar a chapa, mas, individualmente, cada candidato precisa garantir sua própria sobrevivência eleitoral.
Ulysses larga entre os favoritos
Nesse cenário, Coronel Ulysses não chega como um azarão.
Ele chega como deputado federal, com quatro anos de mandato, estrutura política, presença estadual e uma rede de relações construída ao longo do período.
Além disso, levantamentos eleitorais divulgados ao longo de 2026 já colocaram o parlamentar entre os nomes mais competitivos da disputa para deputado federal no Acre.
A eleição, naturalmente, será decidida pelos votos. Mas, considerando a força da nominata, a experiência adquirida no primeiro mandato e a presença construída nos 22 municípios, Coronel Ulysses reúne hoje características de quem pode atravessar o “grupo da morte” e sair dele com mais quatro anos de mandato em Brasília.
No futebol, os grandes grupos costumam eliminar favoritos.
Na política, porém, existe uma diferença: quem chega preparado, tem estrutura, presença no campo e apresenta resultado pode sobreviver à disputa.
E é justamente nessa condição que Coronel Ulysses entra na eleição de 2026: como um dos principais nomes para sobreviver ao grupo da morte e garantir a reeleição para a Câmara Federal.

