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Ela deixou a Austrália e voltou para uma fazenda mineira, aos 28 anos, arquiteta decidiu ajudar os pais e usar inglês, turismo e criatividade para fortalecer a vida na Canastra, onde hoje concilia arquitetura, turismo rural e a Canastra Nativa
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 12/08/2026 às 16:15
Atualizado em 12/08/2026 às 16:19
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Leatrice Ribeiro Guimarães cresceu no Vale da Babilônia, estudou Arquitetura em Franca, passou uma temporada na Austrália para aperfeiçoar o inglês e retornou à fazenda dos pais em Delfinópolis. Hoje, a arquiteta combina trabalho remoto, turismo rural, recepção de visitantes e a Canastra Nativa para valorizar a identidade regional mineira.
A arquiteta Leatrice Ribeiro Guimarães voltou à Serra da Canastra depois de uma trajetória que passou por Passos, Franca, planos de trabalhar em São Paulo e uma temporada na Austrália. Aos 28 anos, ela aparece novamente na fazenda da família, no Vale da Babilônia, em Delfinópolis, mas o retorno não significou abandonar a profissão. Leatrice passou a combinar arquitetura, trabalho remoto, turismo rural e iniciativas ligadas à identidade da região.
O movimento também não aconteceu de uma só vez. Antes da viagem internacional, a pandemia de 2020 já havia levado a arquiteta de volta à propriedade dos pais. Em 2021, nasceu a Canastra Nativa. Mais tarde, a Austrália entrou no caminho com um objetivo específico: melhorar o inglês e voltar preparada para lidar com visitantes estrangeiros. A decisão central não foi simplesmente trocar o exterior pela roça, mas reorganizar conhecimentos adquiridos fora para continuar vivendo e trabalhando na Serra da Canastra.
Leatrice segue na Serra da Canastra e mantém projetos ligados à região
Em 2026, a história de Leatrice não está parada no episódio da volta da Austrália. O site da Canastra Nativa permanece ativo e identifica Leatrice Ribeiro Guimarães como responsável pela iniciativa criada em torno da identidade da Serra da Canastra. A arquiteta também é descrita em relatos recentes como alguém que divide o tempo entre trabalho remoto, apoio aos pais, recepção de visitantes e atividades ligadas ao turismo rural.
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Essa continuidade muda o ângulo da história. A experiência no exterior virou uma etapa, não o ponto final. Hoje, a arquiteta mantém o vínculo profissional com a arquitetura enquanto usa a Canastra Nativa e o turismo rural para permanecer conectada ao lugar onde cresceu. O retorno, portanto, não foi uma retirada da vida profissional, mas uma reorganização da forma de trabalhar.
Vale da Babilônia foi o ponto de partida da arquiteta
Leatrice cresceu no Vale da Babilônia, zona rural de Delfinópolis, no sudoeste de Minas Gerais. A Serra da Canastra fazia parte da rotina familiar muito antes de turismo rural, redes sociais ou marca própria entrarem nos planos da arquiteta. A propriedade dos pais ficava no centro dessa experiência, com produção de leite, queijo artesanal, doces e recepção de pessoas que chegavam à região.
Ainda adolescente, Leatrice deixou a fazenda para continuar os estudos. Primeiro foi para Passos, onde contou com o apoio dos avós. A saída criou uma rotina de idas e voltas que duraria anos. A Serra da Canastra permaneceu como referência familiar enquanto a arquiteta construía formação e experiência fora do Vale da Babilônia.
Arquitetura levou Leatrice a Franca por cinco anos
Depois de Passos, Leatrice seguiu para Franca, no interior de São Paulo, para cursar Arquitetura. O período de graduação durou cinco anos, segundo o relato recuperado sobre sua trajetória. Mesmo longe, ela continuava retornando à fazenda dos pais em fins de semana e férias, preservando o vínculo com a Serra da Canastra enquanto avançava na formação.
A arquiteta também concluiu uma pós-graduação e, em 2020, cogitava iniciar uma etapa profissional em São Paulo. Ela participou de entrevistas de emprego na capital paulista, sinal de que o caminho naquele momento apontava para uma carreira urbana. Antes de a roça voltar ao centro dos planos, a arquiteta estava se preparando para seguir uma trajetória convencional da profissão fora de Delfinópolis.
Pandemia de 2020 colocou a fazenda novamente no centro da rotina
A pandemia interrompeu os planos de mudança para São Paulo e levou Leatrice de volta à propriedade familiar. O retorno antecedeu a viagem à Austrália e é essencial para entender a cronologia. Foi durante o período de isolamento, vivendo novamente ao lado dos pais, que a arquiteta passou a observar com outros olhos o que existia ao redor da fazenda e na Serra da Canastra.
Ela voltou a acompanhar o trabalho dos pais, a produção artesanal e a chegada de visitantes interessados na região. A experiência também aproximou arquitetura, comunicação e turismo rural. O ponto de virada ocorreu em Minas Gerais antes da Austrália: a arquiteta percebeu que poderia construir projetos profissionais sem necessariamente deixar a Serra da Canastra para trás.
Canastra Nativa nasceu em 2021 a partir da identidade regional
Em 2021, Leatrice criou a Canastra Nativa. A própria página institucional da iniciativa apresenta a marca como ligada à experiência de quem foi criada no Vale da Babilônia e à intenção de traduzir elementos da Serra da Canastra em um projeto próprio. A arquiteta usou referências da região para construir identidade visual, comunicação e produtos vinculados ao território.
O projeto começou pequeno e ganhou espaço entre visitantes e pessoas interessadas na Canastra. Para esta matéria, o aspecto relevante não é comercial, mas estratégico: Leatrice encontrou uma maneira de transformar repertório criativo em atividade ligada à própria região. A Canastra Nativa virou uma ponte entre o trabalho da arquiteta, o turismo rural e a valorização cultural do lugar onde sua família vive.
Austrália entrou no caminho para aperfeiçoar o inglês
Mesmo depois de decidir permanecer ligada a Minas Gerais, Leatrice ainda queria realizar um plano antigo: estudar inglês fora do país. A Austrália foi escolhida para essa etapa. A arquiteta relatou que o interesse pelo idioma vinha de antes e também ganhou sentido prático por causa do contato com estrangeiros que visitavam a Serra da Canastra.
Esse detalhe corrige uma interpretação fácil de fazer a partir do título da história. Leatrice não descreveu a viagem como tentativa frustrada de emigrar definitivamente. Seu plano era estudar e retornar. A Austrália funcionou como etapa de qualificação para a arquiteta, e o inglês seria usado depois em um ambiente onde turistas internacionais já apareciam.
Inglês passou a ter função prática no turismo rural
Na região da Serra da Canastra, Leatrice observava visitantes estrangeiros que precisavam de orientação e nem sempre encontravam atendimento em inglês. Ao voltar da Austrália, a arquiteta passou a ter uma ferramenta adicional para conversar com esse público, explicar a região e ajudar na recepção de quem chega para conhecer o interior mineiro.
O idioma, portanto, não ficou separado da vida na fazenda. Ele passou a complementar o turismo rural, assim como a formação em arquitetura ajudava na parte criativa e o conhecimento local ajudava na orientação aos visitantes. A arquiteta reuniu competências que normalmente aparecem em carreiras distintas e passou a aplicá-las no mesmo território.
Casa dos pais recebe visitantes desde os anos 1990
A recepção de turistas na propriedade familiar não começou com Leatrice. Segundo o relato da família, viajantes já procuravam a casa dos pais desde os anos 1990 para explorar trilhas, cachoeiras e paisagens da Serra da Canastra. Com o tempo, alguns visitantes mantiveram relações próximas com a família, mostrando que a hospitalidade rural antecede a Canastra Nativa e a volta da arquiteta.
Quando Leatrice retornou, encontrou uma atividade que já existia e poderia ser organizada com novas ferramentas. Ela passou a ajudar na recepção, oferecer informações sobre atrações e usar o inglês quando necessário. O turismo rural não foi inventado pela arquiteta na propriedade; o que mudou foi a capacidade de integrar hospitalidade antiga, comunicação atual e conhecimento profissional.
Pai tira leite e mãe mantém queijo e doces na rotina familiar
Enquanto Leatrice atua em várias frentes, os pais preservam atividades rurais que ajudam a definir a experiência da fazenda. O pai continua ligado à ordenha manual, e a mãe mantém a produção artesanal de queijo e doces, segundo os relatos publicados sobre a família. Essas tarefas colocam o visitante em contato direto com práticas que fazem parte da rotina local.
A presença da arquiteta não substituiu esse modo de vida. Ao contrário, sua atuação passou a se apoiar nele. A Serra da Canastra reúne propriedades rurais, alimentos artesanais, paisagens e experiências associadas ao campo, elementos também reconhecidos nos planos oficiais de visitação da região. O projeto de Leatrice ganha sentido porque turismo rural e criatividade se conectam a uma rotina familiar que já existia muito antes de sua viagem à Austrália.
Delfinópolis ampliou a projeção turística em 2026
O momento também favorece a leitura da história pelo presente. Em julho de 2026, o Ministério do Turismo destacou Delfinópolis entre os destinos brasileiros selecionados para disputar reconhecimento no programa Best Tourism Villages, da ONU Turismo. A divulgação oficial ressaltou natureza, cachoeiras, tradições e atividades turísticas como elementos do município.
Para uma arquiteta que decidiu usar inglês, comunicação e turismo rural na Serra da Canastra, esse contexto é relevante. A escolha de Leatrice aconteceu antes desse reconhecimento recente, mas hoje se insere em um destino que recebe atenção institucional crescente. A fazenda familiar não está isolada de uma transformação maior: Delfinópolis tenta converter patrimônio natural e cultura rural em desenvolvimento turístico com identidade local.
Rotina atual combina arquitetura, família, visitantes e marca própria
Os relatos mais recentes descrevem Leatrice dividindo o tempo entre arquitetura, trabalho remoto, Canastra Nativa e apoio aos pais na recepção de visitantes. Esse arranjo é menos simples do que a ideia de alguém que apenas abandonou a cidade para morar na roça. A arquiteta continua exercendo atividades profissionais enquanto mantém presença na fazenda e na Serra da Canastra.
Também há uma dimensão pessoal. Leatrice saiu cedo de casa para estudar e passou anos entre outras cidades e países. Voltar significou recuperar convivência com os pais numa fase adulta, sem abandonar completamente as experiências acumuladas fora. A arquiteta transformou o retorno em uma forma de aproximar carreira, turismo rural, Canastra Nativa e família dentro da mesma rotina.
Retorno à Canastra virou escolha de permanência e não simples recuo
Assista o vídeo
A trajetória começa na roça, passa por faculdade, pós-graduação, planos de São Paulo e estudo de inglês na Austrália, mas volta ao Vale da Babilônia com outro repertório. Em vez de tentar reproduzir no campo uma carreira urbana, Leatrice passou a combinar arquitetura, Canastra Nativa e turismo rural em torno da Serra da Canastra.
Essa escolha não prova que voltar ao interior seja a melhor solução para todo profissional. Ela mostra, porém, como conhecimentos adquiridos fora podem ser aplicados numa economia local que já possui turismo, cultura e produção rural. No caso da arquiteta, sair ajudou a ampliar as ferramentas usadas depois no lugar de origem. Para você, o que pesa mais numa decisão assim: oportunidade profissional, proximidade da família, qualidade de vida ou a chance de construir algo no lugar onde nasceu? Conte nos comentários qual fator teria mais força na sua escolha.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

