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Adeus gasolina: LiveWire inova e surge com primeira moto elétrica sport standard da marca, que entrega 85 cv, 263 Nm, vai de 0 a 96,6 km/h em 3 segundos e alcança 193 km de autonomia
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 17/08/2026 às 17:39
Atualizado em 17/08/2026 às 17:40
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Primeira sport standard da LiveWire, a S2 Alpinista reúne alto desempenho, bateria de alta tensão, recursos eletrônicos avançados e proposta voltada ao uso urbano e rodoviário, enquanto números oficiais de potência, torque, aceleração, autonomia e recarga revelam como a marca amplia sua presença entre motocicletas elétricas.
Dentro da linha da fabricante, a LiveWire S2 Alpinista ocupa um espaço inédito ao ser apresentada como a primeira sport standard da marca, combinando desempenho elevado, proposta voltada ao asfalto e um conjunto totalmente elétrico desenvolvido sobre a plataforma modular S2.
Sobre essa arquitetura, o modelo entrega 84 hp, equivalentes a 85 cv, torque de 194 lb-ft, cerca de 263 Nm, acelera de 0 a 60 mph, ou 96,6 km/h, em 3 segundos e alcança 120 milhas, cerca de 193 quilômetros, em uso urbano.
Segundo a própria LiveWire, a Alpinista foi posicionada entre a agilidade de uma supermoto e a versatilidade de uma motocicleta voltada a deslocamentos diários e viagens curtas, mantendo rodas de 17 polegadas, pneus Dunlop RoadSmart IV e posição de pilotagem ereta.
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Ao diferenciar a Alpinista das demais integrantes da plataforma S2, essa configuração reforça uma proposta predominantemente rodoviária e urbana, sem abandonar o caráter esportivo que a fabricante associa ao modelo desde o lançamento comercial na América do Norte e na Europa.
LiveWire S2 Alpinista amplia a família elétrica da marca
Lançada originalmente como a terceira motocicleta baseada na arquitetura S2, a Alpinista chegou às concessionárias desses mercados depois da S2 Del Mar e da S2 Mulholland, compartilhando a mesma base elétrica, porém com configuração própria de rodas, ergonomia e ciclística.
No comunicado de apresentação, a empresa destacou justamente essa combinação para explicar o papel da nova moto dentro da gama, classificando-a como uma sport standard e preservando a lógica modular da plataforma usada nos outros dois modelos elétricos da família S2.
Motor elétrico entrega 85 cv e 263 Nm de torque
Entre os números de maior destaque aparece a potência de 84 hp, ou 63 kW, valor que corresponde a aproximadamente 85 cv, enquanto o torque máximo declarado alcança 194 lb-ft, perto de 263 Nm.
Sem depender de um câmbio convencional com trocas de marcha, o motor elétrico entrega resposta imediata ao acelerador, característica que contribui para a aceleração de 0 a 60 mph em 3 segundos e ajuda a definir o comportamento mais esportivo da motocicleta.
Além da arrancada rápida, a velocidade máxima declarada chega a 99 mph, aproximadamente 159 km/h, faixa compatível com deslocamentos rodoviários, embora o alcance varie de forma significativa conforme a velocidade média e as condições encontradas durante o trajeto.
Para deixar essa diferença mais clara, a fabricante divulga referências separadas de autonomia, evitando que o alcance urbano seja interpretado como uma distância garantida em qualquer cenário de uso, especialmente em viagens com velocidade sustentada por longos períodos.
Autonomia urbana chega a 193 quilômetros
Nas medições divulgadas pela LiveWire, a autonomia urbana chega a 120 milhas, aproximadamente 193 quilômetros, enquanto o uso combinado medido a 55 mph, pouco menos de 89 km/h, reduz a referência para 89 milhas, ou cerca de 143 quilômetros.
Já em velocidade de estrada mantida a 55 mph, o alcance oficial cai para 71 milhas, aproximadamente 114 quilômetros, diferença associada ao comportamento típico dos veículos elétricos e ao aumento da resistência aerodinâmica em velocidades mais elevadas.
No ambiente urbano, velocidades menores, paradas frequentes e oportunidades de regeneração de energia tendem a favorecer o consumo, enquanto trechos rodoviários prolongados exigem mais energia do conjunto e reduzem a distância disponível antes de uma nova recarga.
Além da velocidade, a própria fabricante ressalta que fatores como tráfego, relevo, clima, carga transportada e estilo de pilotagem interferem no resultado real, motivo pelo qual as referências oficiais funcionam como parâmetros e não como garantia absoluta de alcance.
Bateria de 10,5 kWh e recarga em diferentes níveis
Responsável por alimentar o conjunto, a bateria de alta tensão possui capacidade de 10,5 kWh, enquanto o sistema de recarga aceita carregamento Level 1 em tomada residencial de 110 V e Level 2 em 240 V na configuração norte-americana.
Com conector J1772 Type 1, essa configuração permite levar a bateria de 20% a 80% em cerca de 5,9 horas no Level 1 ou 78 minutos no Level 2, segundo os tempos informados na ficha técnica oficial.
Quando a recarga parte de 0% e segue até 100%, os tempos declarados aumentam para 8,4 horas no Level 1 e 142 minutos no Level 2, diferença que torna o carregamento mais potente especialmente relevante para quem utiliza a motocicleta com frequência.
Peso, suspensão e conjunto ciclístico
Mesmo com bateria e conjunto elétrico integrados, o peso declarado fica em 434 libras, aproximadamente 197 quilos, valor que inclui o sistema de propulsão e se combina a um powertrain de alumínio fundido com função estrutural dentro do chassi modular.
Na suspensão dianteira, a Alpinista utiliza garfo invertido Showa totalmente ajustável de 43 mm, enquanto a traseira recebe monoamortecedor Showa com link progressivo, além de ajustes de pré-carga e retorno para adaptar o comportamento da motocicleta a diferentes condições.
Freios Brembo e eletrônica voltada à segurança
O conjunto de freios acompanha essa proposta ao adotar pinça Brembo monobloco de quatro pistões na dianteira e pinça flutuante de um pistão na traseira, combinadas a ABS com atuação aprimorada em curvas e controle de tração sensível à inclinação.
Esses recursos trabalham com dados de uma unidade de medição inercial de seis eixos, permitindo que os sistemas eletrônicos considerem a posição da motocicleta e ajustem sua intervenção durante acelerações, frenagens e situações em que a aderência se aproxima do limite.
Durante as desacelerações, outro sistema controla o torque regenerativo para reduzir o risco de escorregamento ou travamento da roda traseira quando a retenção elétrica é elevada, trabalhando em conjunto com o ABS e contribuindo para uma resposta mais previsível.
Também é possível aumentar a regeneração ao girar o acelerador para frente além da posição neutra, recurso que intensifica a desaceleração e recupera parte da energia durante a redução de velocidade, ampliando as possibilidades de gerenciamento do conjunto elétrico pelo condutor.
Modos de pilotagem e recursos conectados
Para adaptar a resposta da moto a diferentes cenários, a Alpinista oferece modos Sport, Road, Range e Rain, além de configuração personalizada, alterando parâmetros como potência disponível, resposta do acelerador, regeneração e nível de intervenção dos controles eletrônicos.
Com essas opções, o motociclista pode priorizar desempenho, equilíbrio, alcance ou uma entrega mais progressiva em pisos com menor aderência, mantendo a possibilidade de ajustar o comportamento da moto sem alterar mecanicamente o conjunto de propulsão.
Nas manobras em baixa velocidade, a LiveWire acrescentou uma função de ré comandada pelo próprio acelerador, recurso útil para movimentar uma motocicleta de quase 200 quilos em vagas apertadas, rampas ou situações nas quais empurrar o veículo seria menos prático.
O pacote eletrônico inclui ainda atualizações de software pela internet, conexão com aplicativo, monitoramento da pressão dos pneus pelo celular, navegação baseada em aplicativo e painel TFT colorido redondo de quatro polegadas, ampliando a integração digital oferecida ao motociclista.
Desempenho elétrico aproxima a Alpinista das motos convencionais
Ao reunir alta potência, torque instantâneo, eletrônica avançada e recursos conectados, a Alpinista assume uma proposta diferente de scooters elétricas voltadas apenas a trajetos curtos, aproximando sua experiência de uso daquela encontrada em motocicletas convencionais de maior desempenho.
Ainda assim, os números de autonomia mostram que o tipo de utilização continua determinante, porque os 193 quilômetros anunciados correspondem ao ciclo urbano, enquanto viagens com velocidade sustentada exigem planejamento mais cuidadoso das paradas necessárias para recarga.
Com 85 cv, cerca de 263 Nm, aceleração de esportiva e autonomia urbana próxima de 193 quilômetros, a primeira sport standard elétrica da LiveWire oferece desempenho suficiente para convencer motociclistas acostumados a modelos a gasolina a trocar o posto de combustível pela tomada?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

