4 min de leitura
Eclipse lunar vai deixar 93% da Lua mergulhada na sombra da Terra na madrugada de 28 de agosto, poderá ser visto de todo o Brasil sem telescópio ou óculos especiais e terá seu auge à 1h12, desde que o céu esteja sem nuvens
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 19/08/2026 às 16:27
Atualizado em 19/08/2026 às 16:28
Ciência e Tecnologia
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
O eclipse lunar parcial de 27 para 28 de agosto poderá ser acompanhado de todo o Brasil, se o céu estiver limpo. No auge, às 1h12, 93% da Lua ficará dentro da sombra da Terra. O fenômeno dispensa telescópio e óculos especiais e termina sua fase penumbral às 4h01 sexta-feira.
O eclipse lunar parcial de agosto poderá ser visto de todas as regiões do Brasil entre a noite de quinta-feira, 27, e a madrugada de sexta-feira, 28. No momento de maior cobertura, previsto para 1h12 pelo horário de Brasília, 93% da Lua ficará mergulhada na sombra da Terra, segundo a NASA.
Segundo reportagem publicada pelo SóNotíciaBoa em 19 de agosto de 2026, assinada por Rinaldo de Oliveira, o fenômeno poderá ser acompanhado sem telescópio e sem óculos especiais. A principal condição para enxergá-lo será ter o céu livre de nuvens ou chuva durante o período do eclipse.
Eclipse começa às 22h23 com uma fase ainda discreta
A primeira etapa está prevista para 22h23 de 27 de agosto, quando começa a fase penumbral. Nesse momento, a alteração no brilho da Lua ainda será discreta.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A mudança ficará muito mais perceptível pouco depois. Às 23h33, começa a fase parcial, quando a sombra terrestre passa a avançar claramente sobre o satélite.
Auge acontecerá à 1h12 com 93% da Lua na sombra
O ponto máximo do eclipse está previsto para 1h12 da madrugada de 28 de agosto. Nesse instante, a NASA informa que 93% da Lua estará mergulhada na sombra da Terra.
O fenômeno continuará depois do auge. A fase parcial terminará por volta das 2h51, enquanto a fase penumbral seguirá até 4h01.
Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul poderão acompanhar
O eclipse não terá uma região privilegiada dentro do território brasileiro. Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul poderão observar o fenômeno, desde que as condições meteorológicas permitam.
Roberto D. Dias da Costa, professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, afirmou que não existem regiões preferenciais no Brasil para a observação. O principal obstáculo será a presença de nuvens ou chuva.
Lua estará alta no céu durante boa parte do fenômeno
A posição da Lua também deverá favorecer quem pretende acompanhar o eclipse. Durante boa parte do evento, o satélite estará alto no céu, facilitando a visualização.
Essa condição ajuda principalmente em áreas urbanas. Prédios e outras construções costumam dificultar a observação de objetos próximos ao horizonte, problema reduzido quando a Lua aparece mais elevada.
Telescópio não será necessário para observar o eclipse
O fenômeno poderá ser visto a olho nu, sem necessidade de telescópios ou outros instrumentos ópticos. Também não será preciso usar óculos especiais.
Roberto D. Dias da Costa explicou que eclipses lunares não exigem nenhum equipamento específico para observação. Segundo o professor, basta que a pessoa consiga enxergar a Lua durante o fenômeno.
Eclipse acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua
O eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua e sua sombra é projetada sobre o satélite natural.
O evento de agosto será classificado como eclipse lunar parcial porque a Lua não ficará completamente encoberta. Mesmo no momento máximo, uma pequena parcela permanecerá fora da área principal de sombra.
Parte da Lua poderá ganhar tons avermelhados e alaranjados
A região da Lua atingida pela sombra terrestre poderá apresentar tons avermelhados, alaranjados ou acobreados durante a madrugada.
A NASA explica que a mudança de cor pode ficar mais evidente especialmente na parte coberta pela sombra mais escura. O efeito está relacionado à maneira como a luz solar atravessa a atmosfera da Terra antes de alcançar a superfície lunar.
Atmosfera terrestre filtra a luz que chega ao satélite
Os tons azulados da luz são espalhados com maior facilidade quando atravessam a atmosfera terrestre. Comprimentos de onda mais avermelhados conseguem seguir adiante e alcançar a Lua, contribuindo para a alteração de cor observada durante o eclipse.
O resultado pode produzir uma tonalidade diferente justamente na parte do satélite coberta pela sombra. A intensidade visual dependerá das condições durante o fenômeno.
Eclipse também será visto em partes das Américas, Europa e África
A visibilidade não ficará restrita ao Brasil. De acordo com a NASA, o eclipse de 27 e 28 de agosto também poderá ser observado em grande parte das Américas do Sul e do Norte.
Regiões da Europa e da África também estarão dentro da área de visibilidade. No território brasileiro, porém, todas as regiões terão possibilidade de acompanhar o evento se o tempo colaborar.
Fase parcial termina às 2h51 e evento acaba às 4h01
O cronograma pelo horário de Brasília começa às 22h23, com a fase penumbral, e avança para a fase parcial às 23h33. O momento máximo acontece às 1h12 de sexta-feira, 28 de agosto.
A sombra mais evidente deixará a Lua às 2h51, quando termina a fase parcial. A etapa penumbral prosseguirá até 4h01, encerrando o eclipse.
Para você, a possibilidade de acompanhar um eclipse com 93% da Lua coberta pela sombra da Terra sem nenhum equipamento torna o fenômeno ainda mais interessante? Deixe sua opinião nos comentários.
Tags
Eclipse lunar
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

