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Mãe que perdeu três filhos para a mesma doença atravessa mais de 4 mil km, de Manaus a Curitiba, para salvar o caçula de 2 anos desenganado pelos médicos e a irmã de 1 ano fecha a travessia doando a medula
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 25/08/2026 às 22:24
Atualizado em 25/08/2026 às 22:25
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Davi, de 2 anos, saiu de Manaus com a família e percorreu mais de 4 mil quilômetros até Curitiba para tratar a Síndrome de Wiskott-Aldrich. Após a mãe perder três filhos para a doença, a irmã Zoe, de 1 ano, foi compatível e doou a medula em transplante bem-sucedido realizado.
Raíssa Farias saiu de Manaus, no Amazonas, com o filho Davi, de 2 anos, e percorreu mais de 4 mil quilômetros até Curitiba, no Paraná, em busca do tratamento capaz de salvar o menino. A mãe já havia perdido três filhos para a mesma doença rara e ouviu de uma médica, após intercorrências nas internações, que não havia mais o que fazer por ele naquele local.
Segundo reportagem publicada pelo g1 Paraná em 7 de dezembro de 2025, Davi tem Síndrome de Wiskott-Aldrich (WAS), condição que afeta o sistema imunológico. A família encontrou no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, a possibilidade do transplante de medula óssea, realizado no começo de novembro com material doado pela irmã Zoe, de 1 ano.
Síndrome de Wiskott-Aldrich compromete o sistema imunológico
Davi foi diagnosticado com Síndrome de Wiskott-Aldrich, doença que interfere diretamente nas defesas do organismo.
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A condição pode provocar eczema, infecções frequentes e graves e baixa contagem de plaquetas. Sem tratamento, segundo a reportagem, pode levar à morte.
Raíssa já havia perdido três filhos para a mesma doença
A busca por tratamento carregava um histórico familiar especialmente grave.
Raíssa Farias perdeu três filhos para a Síndrome de Wiskott-Aldrich, doença ligada ao cromossomo X e que acomete principalmente pessoas do sexo masculino.
Diante do quadro de Davi, a mãe decidiu continuar procurando uma alternativa mesmo após sucessivas internações.
Médica disse que não havia mais o que fazer por Davi naquele local
Raíssa contou que o filho apresentava pioras importantes em decorrência das intercorrências durante as internações.
“A gente foi correndo atrás, até o que eu não podia fazer eu meti a cara para fazer, em busca de salvar a vida dele. Por intercorrências das internações, ele ficava muito ruim, até então, a doutora falou que não tinha mais nada a ser feito pela vida dele lá”, afirmou.
A mãe relatou que a família chegou a ficar sem esperança, mas decidiu continuar buscando tratamento.
Exame genético ajudou a explicar mortes anteriores na família
Ainda em Manaus, a família realizou um Sequenciamento do Exoma.
O exame genético mapeia variantes que podem estar relacionadas a doenças e ajudou a esclarecer o motivo das mortes das outras crianças.
A partir dessa investigação, os médicos também conseguiram direcionar o tratamento necessário para Davi.
Transplante de medula era o único tratamento possível para salvar o menino
Raíssa recebeu dos médicos em Manaus a informação de que o transplante de medula óssea era o único tratamento possível para salvar Davi.
A necessidade levou a família a procurar um centro capaz de realizar o procedimento.
A possibilidade apareceu a mais de 4 mil quilômetros de distância, em Curitiba.
Mãe enviou e-mail por conta própria ao Hospital Pequeno Príncipe
A busca pelo tratamento chegou ao Hospital Pequeno Príncipe, na capital paranaense.
“Como mãe desesperada pelo tratamento dele, eu fui em busca, mandei um e-mail para o hospital por minha conta mesmo”, contou Raíssa.
A iniciativa abriu caminho para que a família deixasse Manaus e seguisse até Curitiba.
Família percorreu mais de 4 mil quilômetros entre Manaus e Curitiba
Davi tinha apenas 2 anos quando enfrentou a viagem até o Paraná.
A família percorreu mais de 4 mil quilômetros, saindo de Manaus para chegar a Curitiba, onde encontrou o atendimento necessário para o transplante.
O deslocamento marcou a etapa decisiva de uma busca iniciada depois do diagnóstico e das complicações do menino.
Toda a família fez teste de compatibilidade para doar medula
Com a indicação do transplante, os familiares passaram por testes para identificar um possível doador compatível.
Todos fizeram o exame de compatibilidade.
O resultado apontou justamente a irmã mais nova de Davi como a pessoa capaz de fornecer a medula necessária ao procedimento.
Zoe tinha 1 ano quando foi identificada como doadora compatível
A doadora escolhida pelos testes foi Zoe, irmã de Davi, de apenas 1 ano.
A compatibilidade permitiu que o transplante fosse realizado no Hospital Pequeno Príncipe.
A menina tornou-se, assim, parte central do tratamento buscado pela família depois da longa viagem desde o Amazonas.
Transplante foi realizado no começo de novembro e teve sucesso
O procedimento ocorreu no início de novembro de 2025.
Segundo a reportagem, o transplante de medula óssea foi um sucesso.
A operação representou a conclusão da etapa mais importante do tratamento que havia levado Davi e a família de Manaus até Curitiba.
Procedimento de Davi foi o transplante número 600 do hospital
O caso também marcou um número importante na história do Hospital Pequeno Príncipe.
O transplante de Davi foi o 600º transplante de medula óssea realizado pela instituição.
Segundo o hospital, 53% de todos os transplantes de medula feitos no local são de pacientes vindos de outros estados brasileiros.
Maior parte dos transplantes de pacientes de fora é feita pelo SUS
O Hospital Pequeno Príncipe informou ainda que grande parte desses procedimentos envolvendo pacientes de outros estados ocorre pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Davi integra esse grupo de crianças que precisaram viajar para encontrar atendimento especializado fora do estado de origem.
No caso dele, a distância ultrapassou 4 mil quilômetros.
Davi segue história após transplante bem-sucedido em Curitiba
A família de Raíssa Farias saiu de Manaus depois de perder três crianças para a mesma doença e de enfrentar o agravamento do quadro de Davi.
Em Curitiba, Zoe, de 1 ano, foi identificada como doadora compatível, e o transplante realizado no começo de novembro teve sucesso. O procedimento também se tornou o de número 600 do Hospital Pequeno Príncipe.
Para você, o que mais chama atenção nessa história: a busca da mãe por tratamento a mais de 4 mil quilômetros de casa ou a irmã de 1 ano ter sido a doadora compatível que tornou o transplante possível? Deixe sua opinião nos comentários.
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transplante de medula de Davi
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

