SC
5 min de leitura
A primeira Havan fora de shopping a fugir da fachada inspirada na Casa Branca funciona dentro de um castelo histórico em Blumenau, réplica de uma prefeitura alemã do século XV construída em 1978 e revitalizada antes de virar loja da rede
Escrito por Carla Teles
Publicado em 26/08/2026 às 17:03
Atualizado em 26/08/2026 às 17:04
Construção
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
A Havan ocupa desde maio de 2007 o Castelinho da XV, em Blumenau, edifício erguido em 1978 como réplica da prefeitura de Michelstadt, na Alemanha. Antes de virar loja da rede, o imóvel abrigou a Comercial Moellmann, órgãos municipais de turismo e passou por revitalização que preservou suas características originais.
A Havan funciona desde maio de 2007 dentro de uma das construções mais reconhecidas de Blumenau, em Santa Catarina. Localizado na Rua XV de Novembro, no centro da cidade, o Castelinho da XV foi construído em 1978 como uma réplica da prefeitura de Michelstadt, município situado no sul da Alemanha.
Antes de receber a loja, o prédio passou por diferentes fases de ocupação. Foi sede da Comercial Moellmann até 1999, recebeu órgãos municipais de turismo entre 2002 e 2007 e, depois de uma revitalização que preservou suas características arquitetônicas, foi reinaugurado como unidade da rede varejista.
Castelo nasceu como sede de uma empresa em 1978
A história do prédio começou décadas antes da chegada da Havan. O imóvel foi construído em 1978 para receber a Loja Moellmann, uma tradicional empresa que atuou no estado de Santa Catarina.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A concepção partiu do empresário Udo Schadrack, enquanto o projeto arquitetônico ficou sob responsabilidade de Heinrich Herwig. Desde o início, a intenção era criar uma construção que reproduzisse visualmente uma edificação europeia muito mais antiga.
Projeto reproduziu prefeitura alemã com aparência medieval
A referência utilizada no projeto foi a prefeitura de Michelstadt, cidade alemã localizada ao sul do país. O edifício de Blumenau reproduziu elementos que remetem à arquitetura associada ao século XV.
Esse contraste ajudou a tornar o Castelinho facilmente reconhecível no centro urbano. Embora tenha sido construído apenas em 1978, sua aparência remete a uma edificação europeia de vários séculos atrás, criando uma presença bastante diferente das construções comerciais convencionais ao redor.
Comercial Moellmann permaneceu no imóvel até 1999
Durante aproximadamente duas décadas, o Castelinho esteve diretamente associado à Comercial Moellmann. A empresa utilizou o prédio como sede até encerrar suas atividades em 1999.
Com a saída da companhia, a construção não perdeu sua relevância urbana. A arquitetura peculiar havia transformado o imóvel em um marco visual de Blumenau, fazendo com que seu valor ultrapassasse a função originalmente comercial.
Prédio passou anos ligado ao turismo de Blumenau
Entre 2002 e 2007, o edifício ganhou uma função diferente. Nesse período, passou a abrigar a Secretaria Municipal de Turismo de Blumenau e também o Conselho Municipal de Turismo.
A escolha tinha relação direta com a força simbólica do imóvel dentro da cidade. O Castelinho já era tratado como uma referência turística local, destacando-se pela arquitetura inspirada na tradição germânica que marca parte da identidade de Blumenau.
Revitalização preservou características antes da chegada da Havan
Antes de receber a Havan, o prédio passou por um processo de revitalização. A intervenção buscou conservar suas características originais, evitando que a mudança de uso descaracterizasse a construção.
Depois dessa etapa, o imóvel foi reinaugurado em maio de 2007 como sede de uma loja da rede. A atividade comercial voltou, portanto, a ocupar o espaço sem eliminar a arquitetura que havia transformado o prédio em um símbolo local.
Havan passou a operar dentro de um patrimônio urbano
A instalação da Havan criou uma combinação pouco comum entre varejo e patrimônio arquitetônico. Em vez de substituir o edifício por uma estrutura comercial nova, a operação passou a funcionar dentro do próprio Castelinho.
Com isso, o prédio continuou exercendo duas funções simultâneas. É um espaço comercial em atividade e, ao mesmo tempo, uma construção reconhecida como referência histórica e turística de Blumenau.
Prédio também possui proteção patrimonial
A relevância do Castelinho não se limita à aparência ou à popularidade entre visitantes. O imóvel é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina, o Iphan-SC.
Esse reconhecimento acrescenta uma camada institucional à preservação da construção. O prédio reúne valor arquitetônico, memória comercial e relação direta com a paisagem urbana do centro de Blumenau.
Localização ajudou Castelinho a virar referência da cidade
O imóvel está na Rua XV de Novembro, uma das áreas centrais de Blumenau. Sua posição urbana e a arquitetura incomum contribuíram para que o prédio se tornasse um ponto reconhecível para moradores e visitantes.
A construção também está próxima de outros locais conhecidos da cidade e fica a cerca de três quilômetros do Parque Vila Germânica. Sua presença no coração da área urbana ajuda a explicar por que o Castelinho ultrapassou a função de simples endereço comercial.
Arquitetura mantém viva uma referência alemã no centro catarinense
Décadas depois de sua construção, a réplica da prefeitura de Michelstadt continua marcando a paisagem de Blumenau. O edifício preservou a estética inspirada no século XV mesmo depois de passar por diferentes usos e mudanças de ocupação.
A Havan, instalada no imóvel desde 2007, tornou-se mais um capítulo dessa trajetória. O prédio que começou como sede da Comercial Moellmann, passou pelo turismo municipal e voltou ao varejo segue funcionando como um dos exemplos mais singulares de reaproveitamento de uma construção emblemática da cidade.
De loja dos anos 1970 a castelo comercial no centro de Blumenau
O Castelinho atravessou diferentes fases sem perder a aparência que o tornou conhecido. Construído em 1978, inspirado em uma prefeitura alemã, utilizado por uma tradicional empresa catarinense, ocupado por órgãos de turismo e posteriormente revitalizado, o imóvel hoje abriga uma Havan mantendo sua identidade arquitetônica.
A combinação entre comércio e preservação faz do endereço um caso incomum no varejo brasileiro. Você acha mais interessante quando grandes lojas ocupam e preservam construções antigas ou quando adotam prédios modernos feitos especialmente para a operação? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

