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Urso mantido sozinho em gaiola na Pensilvânia passa 10 anos sem espaço adequado, fica com obesidade mórbida, doença dentária e balança o corpo repetidamente, até ser levado para um santuário no Colorado, onde emagrece, para de se balançar e finalmente começa a conviver com outros ursos e a brincar na água
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 28/08/2026 às 16:48
Atualizado em 28/08/2026 às 17:45
Curiosidades
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Relatórios ligados às inspeções do USDA já registravam problemas de saúde e comportamento antes da transferência. No santuário, Dillan recebeu tratamento veterinário, dieta adequada e acesso a um habitat amplo, onde passou a nadar, explorar o terreno e interagir com outros ursos.
Durante cerca de uma década, Dillan, um urso-negro-asiático, viveu sozinho em um pequeno recinto com piso de concreto no Union County Sportsmen’s Club, em Millmont, na Pensilvânia. Quando deixou o local, apresentava obesidade mórbida, mobilidade limitada, doença dentária grave e um movimento repetitivo de balanço do corpo.
A transferência para o The Wild Animal Sanctuary, em Keenesburg, no Colorado, mudou as condições de vida do animal. Com atendimento veterinário, alimentação ajustada e mais espaço para se movimentar, ele perdeu peso, deixou de apresentar o balanço constante e passou a explorar um ambiente muito maior.
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A PETA, organização que participou da campanha pela retirada de Dillan, afirma que o urso ficou aproximadamente dez anos no clube, em uma estrutura localizada ao lado de uma área de tiro e com poucas oportunidades para exercício ou estímulos compatíveis com comportamentos naturais da espécie.
Problemas já apareciam nas inspeções
A documentação reunida pela PETA a partir de inspeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registra que os problemas de Dillan não surgiram apenas na época da transferência. A condição dentária e o comportamento repetitivo haviam sido observados em anos anteriores.
Em uma inspeção de novembro de 2019, o USDA registrou dentes ausentes, retração da gengiva, um canino inferior quebrado e sinais compatíveis com um abscesso dentário. O relatório também descreveu Dillan como morbidamente obeso e com mobilidade limitada.
Os inspetores observaram que o urso se sentava sobre as patas traseiras e balançava repetidamente o corpo para a frente e para trás, usando as patas dianteiras para se apoiar na parede e recuando contra uma pedra dentro do recinto.
O documento apontou que um comportamento repetitivo anormal dessa natureza pode indicar dor, sofrimento psicológico ou ambos. O movimento havia sido documentado pela primeira vez em 2017 e continuou sendo observado posteriormente, sem que medidas para avaliar ou minimizar suas causas fossem colocadas em prática.
As inspeções também relacionaram a condição física de Dillan ao ambiente em que vivia. O recinto tinha superfície predominantemente de concreto, e o relatório observou que idade avançada, obesidade e ausência das garras provavelmente contribuíam para o impacto da mobilidade reduzida e de possíveis dores articulares.
Em janeiro de 2020, poucos dias depois de uma nova citação do USDA relacionada à falta de atendimento veterinário adequado, Dillan deixou a Pensilvânia e foi levado para o santuário no Colorado, após meses de campanha por sua transferência.
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Mudança de comportamento apareceu rapidamente
A alteração comportamental foi uma das primeiras diferenças registradas após a saída. A PETA informou que, depois de apenas um dia fora do antigo recinto, Dillan havia parado de executar continuamente o movimento de balanço que fazia parte de sua rotina.
Nos registros iniciais divulgados pela organização, o urso aparece comendo frutas frescas, entrando em uma pequena piscina, descansando ao sol e explorando novos estímulos enquanto ainda permanecia em uma área destinada aos cuidados veterinários do santuário.
A condição da boca exigiu tratamento, e Dillan passou por cirurgia dentária. Ao mesmo tempo, recebeu uma dieta considerada mais adequada e começou a ter oportunidades para caminhar, cavar, nadar, descansar e explorar, atividades que não faziam parte de sua rotina anterior.
A organização informou posteriormente que o urso perdeu o excesso de peso considerado perigoso. A mudança ocorreu junto com o aumento da atividade física e a transferência para um habitat naturalístico de vários acres, com terreno disponível para deslocamento e áreas de água.
Convívio com outros ursos e hibernação
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A mudança também encerrou o isolamento em relação a outros ursos. Dillan foi apresentado a Lily, outra ursa-negra-asiática resgatada, e passou a dividir o habitat com ela; registros posteriores também o mostraram convivendo com outros animais da mesma espécie.
O balanço repetitivo não voltou a ser relatado pela PETA nas atualizações posteriores. Em vez disso, vídeos divulgados pela organização mostraram Dillan entrando na água, mergulhando, tomando sol, movimentando-se pelo terreno e permanecendo próximo de outros ursos.
A água tornou-se um dos elementos mais visíveis dessa nova rotina. Com acesso às áreas aquáticas do habitat, Dillan passou a brincar e se refrescar, enquanto o espaço aberto também permitia farejar, cavar e escolher diferentes pontos para repousar.
Outra mudança registrada foi a possibilidade de hibernar. A PETA informou que Dillan passou a entrar nesse ciclo no santuário, comportamento que, segundo a organização, não podia exercer quando era mantido em exposição ao longo do ano no clube da Pensilvânia.
Nas atualizações posteriores disponíveis, a organização continuou mostrando Dillan no habitat do The Wild Animal Sanctuary, com peso menor e sem o balanço repetitivo que marcava os registros anteriores, além de dividir espaço e atividades com outros ursos resgatados.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

