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R$ 55 mil mais barata que um Chevrolet Tracker 0 km: Tiguan 2014 entrega motor 2.0 turbo de 200 cv, tração integral 4Motion, 0 a 100 km/h em 8,5 segundos e porte de SUV alemão por cerca de R$ 64,7 mil
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 31/08/2026 às 13:41
Atualizado em 31/08/2026 às 13:45
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Tiguan 2014 custa cerca de R$ 64,7 mil na FIPE e traz 200 cv, tração integral 4Motion, câmbio automático e desempenho forte.
Por R$ 64.689 na Tabela Fipe de agosto de 2026, o Volkswagen Tiguan 2.0 TSI 2014 ocupa uma posição incomum no mercado brasileiro de usados. O SUV importado possui motor 2.0 turbo de 200 cv, torque de 28,5 kgfm, câmbio automático de seis marchas e sistema de tração integral 4Motion. Enquanto isso, o Chevrolet Tracker 2026 mais acessível é anunciado pela própria Chevrolet a partir de R$ 119.990, diferença superior a R$ 55 mil entre dois SUVs separados por pouco mais de uma década.
A comparação não significa que um Tiguan de 12 anos seja equivalente a um Tracker 0 km em garantia, manutenção, tecnologia ou custos de propriedade. Ela mostra outro fenômeno: a forte desvalorização permite comprar hoje, pelo preço de um compacto usado, um SUV que nasceu equipado com recursos mecânicos sofisticados.
Tiguan 2014 custa cerca de R$ 64,7 mil na Tabela Fipe
A referência da Webmotors para agosto de 2026 coloca o Volkswagen Tiguan 2.0 TSI 2014 em R$ 64.689 na Tabela Fipe.
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A média de preços observada pela própria plataforma estava ligeiramente acima, em aproximadamente R$ 66,6 mil, enquanto anúncios variavam consideravelmente conforme quilometragem, estado de conservação, opcionais e histórico de manutenção.
O contraste com um SUV compacto novo é imediato.
A Chevrolet informa preço inicial de R$ 119.990 para o Tracker 2026. Isso coloca aproximadamente R$ 55.301 entre o valor de referência da Tiguan usada e o preço anunciado para a versão de entrada do Chevrolet.
Não são concorrentes diretos atualmente, mas a diferença ajuda a mostrar quanto equipamentos e engenharia originalmente caros podem depreciar com o tempo.
Motor 2.0 TSI entrega 200 cv e torque forte em baixa rotação
A principal atração mecânica está sob o capô. O Tiguan 2014 utiliza o 2.0 TSI EA888, quatro cilindros, turboalimentado e com injeção direta de combustível.
São 200 cv a 5.100 rpm e 28,5 kgfm de torque, disponíveis já em aproximadamente 1.700 rpm.
Essa entrega precoce de torque faz diferença no uso cotidiano.
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O motorista não precisa levar constantemente o motor às rotações mais altas para conseguir acelerações fortes. Ao pressionar o acelerador, o turbocompressor ajuda a disponibilizar grande parte da força rapidamente.
É uma característica que aproximava o comportamento do SUV daquele encontrado em automóveis mais esportivos da própria Volkswagen.
O mesmo motor EA888 ajudou a criar a fama do primeiro Tiguan
A família EA888 tornou-se conhecida por equipar diversos modelos do Grupo Volkswagen. No caso do Tiguan de primeira geração vendido no Brasil, o conjunto de 200 cv era uma das principais justificativas para o posicionamento superior do carro.
A Quatro Rodas descreveu o modelo usado como uma espécie de “SUV do Golf”, destacando a resposta rápida ao acelerador e o torque de 28,5 kgfm entregue em baixas rotações.
O resultado era um utilitário esportivo relativamente compacto externamente, mas com desempenho bastante superior ao encontrado em muitos SUVs aspirados da época.
Essa característica continua sendo um dos principais argumentos para quem procura o modelo no mercado de usados.
De 0 a 100 km/h em apenas 8,5 segundos
Os números de desempenho mostram por que o Tiguan ainda chama atenção. A Volkswagen divulgava 0 a 100 km/h em 8,5 segundos e velocidade máxima de aproximadamente 207 km/h para o conjunto 2.0 TSI.
Para um SUV lançado em uma época anterior à atual proliferação de motores turbo, o desempenho era particularmente elevado.
Mesmo hoje, 8,5 segundos continua sendo uma aceleração suficiente para ultrapassagens rápidas e viagens rodoviárias com grande reserva de potência.
O desempenho também ganha relevância quando se considera que o carro pesa aproximadamente 1,6 tonelada.
Tração 4Motion distribui força entre as quatro rodas
A potência não vai apenas para o eixo dianteiro. O Tiguan 2.0 TSI utiliza tração integral 4Motion, sistema capaz de distribuir força para o eixo traseiro conforme as condições de aderência exigem.
A tecnologia oferece vantagem principalmente em situações de piso molhado, baixa aderência e condução mais exigente.
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A Quatro Rodas destaca justamente a combinação entre motor turbo, transmissão automática e 4Motion como uma das características que diferenciam o Tiguan de SUVs mais simples.
É importante não confundir isso com um veículo concebido para enfrentar trilhas extremas.
O foco principal continua sendo segurança dinâmica, estabilidade e capacidade de distribuir melhor a potência sobre diferentes superfícies.
Câmbio automático de seis marchas completa o conjunto
A transmissão é automática de seis velocidades Tiptronic, com conversor de torque. O conjunto permite trocas automáticas e também seleção manual quando o motorista deseja maior controle.
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A combinação do câmbio com o forte torque do motor produz uma condução bastante diferente daquela de muitos SUVs compactos aspirados da mesma época.
A força aparece cedo e a transmissão pode manter o motor em faixas eficientes de rotação sem exigir trocas constantes.
A ficha técnica originalmente disponibilizada pela Volkswagen do Brasil confirma a transmissão automática de seis velocidades utilizada pelo modelo.
Suspensão independente nas quatro rodas melhora comportamento dinâmico
Outro detalhe pouco visível está debaixo da carroceria. Na dianteira, a Tiguan utiliza suspensão independente do tipo McPherson.
Na traseira, emprega sistema multibraço independente, arquitetura mais sofisticada que um eixo de torção tradicional.
Essa combinação ajuda a explicar o comportamento dinâmico elogiado desde quando o modelo era novo.
A suspensão consegue controlar individualmente os movimentos das rodas com maior liberdade, favorecendo estabilidade, conforto e aderência em curvas.
Somada à tração integral e ao controle eletrônico de estabilidade, ajudava o Tiguan a entregar comportamento mais próximo de automóvel do que de utilitário pesado.
Carroceria mede 4,43 metros e entre-eixos chega a 2,60 metros
O Tiguan 2014 não é gigantesco. São aproximadamente 4,43 metros de comprimento, 1,81 metro de largura e 2,60 metros de distância entre os eixos.
Essas dimensões ajudam a explicar por que o modelo conseguia conciliar utilização urbana com espaço interno adequado para cinco ocupantes.
O banco traseiro possui ainda possibilidade de ajustes que aumentam a flexibilidade entre espaço para passageiros e bagagens.
Documentação técnica europeia da Volkswagen informa que a segunda fileira pode deslocar-se longitudinalmente em aproximadamente 16 centímetros, além de permitir ajuste de inclinação do encosto.
É uma solução útil em viagens, especialmente quando passageiros e carga exigem diferentes configurações.
Porta-malas possui configuração variável
Há divergências entre bases brasileiras sobre a capacidade nominal do compartimento de bagagens, em parte relacionada à metodologia e à posição do banco traseiro.
Material técnico internacional da Volkswagen registra 470 litros, podendo chegar a 1.510 litros com os bancos traseiros rebatidos.
Uma ficha brasileira histórica da própria Volkswagen para o Tiguan TSI 2.0, preservada na internet, apresenta 505 litros de compartimento de carga, evidenciando diferenças de especificação ou metodologia utilizadas nos materiais de mercado.
O ponto central é que o banco traseiro deslizante permite variar o equilíbrio entre espaço para pernas e capacidade de bagagem.
Consumo revela o preço dos 200 cv e da tração integral
A potência elevada tem consequência direta no posto. As referências técnicas apontam aproximadamente 6,8 km/l em uso urbano e 9 km/l em rodovia, sempre com gasolina.
Não são números de um SUV econômico.
Motor 2.0 turbo, tração integral, transmissão automática e massa superior a 1,5 tonelada produzem uma demanda energética muito maior que a de SUVs compactos modernos equipados com motores menores.
O tanque comporta aproximadamente 63 litros, oferecendo autonomia razoável em viagens, mas o custo de combustível precisa fazer parte da análise de qualquer interessado.
O preço de compra pode ser baixo. O padrão de consumo continua sendo de um antigo SUV premium.
Manutenção é o principal alerta antes de comprar
A maior diferença entre comprar uma Tiguan 2014 e um SUV compacto 0 km aparece depois da aquisição.
Em reportagem dedicada ao modelo usado, a Quatro Rodas aponta custos elevados para componentes de suspensão, faróis e outras peças, além da necessidade de atenção a itens como bobinas, bomba d’água e bomba de combustível.
O histórico de manutenção torna-se, portanto, decisivo.
Uma unidade aparentemente barata pode acumular gastos expressivos se componentes importantes tiverem sido negligenciados.
Também é recomendável verificar cuidadosamente funcionamento do câmbio automático, sistema 4Motion, arrefecimento, turbo, injeção direta e parte elétrica.
O fato de o carro valer atualmente pouco mais de R$ 64 mil não significa que tenha se transformado mecanicamente em um veículo popular.
O SUV que custava mais de R$ 100 mil virou usado de R$ 64 mil
Quando novo, o Tiguan ocupava outra posição no mercado. O AutoPapo registra preço de aproximadamente R$ 115.750 em 2014, enquanto reportagens da época mostram versões e pacotes ultrapassando facilmente a faixa dos R$ 100 mil.
Hoje, a Fipe está em R$ 64.689.
A comparação nominal não desconta inflação e, portanto, não deve ser interpretada como uma simples perda real de quase metade do valor.
Mas mostra como o mercado passou a enxergar um SUV importado de mais de uma década. A mecânica sofisticada permanece. O valor residual, não.
Tiguan 2014 entrega engenharia cara por preço de carro muito mais simples
Por aproximadamente R$ 64,7 mil, o Tiguan 2014 reúne uma ficha técnica difícil de encontrar em carros novos dessa faixa de preço.
- São 200 cv.
- Torque de 28,5 kgfm.
- Motor 2.0 turbo com injeção direta.
- Câmbio automático de seis marchas.
- Tração integral 4Motion.
- Suspensão independente nas quatro rodas.
- Aceleração de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos.
Tudo isso por aproximadamente R$ 55 mil menos que o Tracker 2026 de entrada anunciado a R$ 119.990.
A economia inicial, porém, vem acompanhada de uma condição fundamental: quem compra um antigo SUV importado precisa estar preparado para manutenção e consumo compatíveis com aquilo que o carro era quando novo.
O Tiguan pode ter caído para o território de preços dos usados acessíveis, mas seu motor, sua tração integral e seus componentes continuam pertencendo a um veículo desenvolvido para uma categoria significativamente superior.
É justamente essa contradição que torna o modelo tão interessante no mercado brasileiro: o preço envelheceu muito mais depressa que a ficha técnica.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

