PE
11 min de leitura
Estudante do IFPE transforma controles manuais em sistemas digitais, é efetivado após o estágio, ganha R$ 2 mil no bicampeonato regional do IEL e volta à disputa nacional após ficar em 5º lugar em 2025
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 01/09/2026 às 13:55
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
João Henrique da Silva cursa Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Recife, criou ferramentas internas para reduzir erros e integrar setores da empresa e agora representará Pernambuco em 2 de dezembro, em Curitiba.
O estudante do IFPE vence Prêmio IEL pela segunda vez consecutiva em Pernambuco depois de transformar conhecimentos da graduação em soluções usadas dentro da empresa onde estagiava. João Henrique da Silva, aluno de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS) do IFPE Recife, conquistou o bicampeonato regional na categoria Estagiário Inovador, recebeu R$ 2.000 e garantiu uma vaga na etapa nacional, marcada para 2 de dezembro de 2026, em Curitiba (PR), segundo informações publicadas pelo IFPE Recife.
A história, porém, vai além do troféu.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Durante o estágio, João desenvolveu sistemas e aplicativos internos para modernizar processos que ainda dependiam de controles manuais. Com isso, buscou reduzir erros, eliminar gargalos e melhorar a comunicação entre diferentes setores da empresa.
Além disso, o desempenho trouxe outro resultado concreto: a empresa efetivou João há pouco mais de dois meses na área de Tecnologia.
Agora, ele concilia o emprego com a reta final da graduação e tenta melhorar um resultado que já havia chamado atenção em 2025: 5º lugar na etapa nacional do Prêmio IEL.
Estudante do IFPE vence Prêmio IEL regional pela segunda vez
A cerimônia regional ocorreu na noite de 26 de agosto de 2026, na Casa da Indústria.
João venceu novamente a categoria Estagiário Inovador.
Entretanto, existe uma diferença entre os dois títulos.
Na primeira conquista, ele competiu na modalidade destinada a empresas de pequeno porte. Agora, conquistou o prêmio ligado a empresa de médio porte.
Assim, o bicampeonato aconteceu em contextos empresariais diferentes.
Além do reconhecimento, a vitória trouxe R$ 2 mil em premiação.
Porém, a consequência mais importante para a trajetória acadêmica será outra: João voltará a representar Pernambuco na competição nacional.
Etapa nacional acontece em 2 de dezembro, em Curitiba
O próximo compromisso já tem data e local.
A etapa nacional do Prêmio IEL de Talentos acontecerá em 2 de dezembro, na cidade de Curitiba, no Paraná.
Portanto, João terá alguns meses para se preparar.
Essa será sua segunda participação nacional consecutiva.
Em 2025, o estudante chegou à disputa contra representantes de diferentes estados brasileiros e terminou em 5º lugar.
Agora, a meta declarada é avançar.
João afirmou ao IFPE que pretende representar a instituição e Pernambuco com foco em conquistar o título nacional.
Além disso, ele vê valor nas mentorias e na troca de experiências com projetos de outras partes do país.
Em 2025, estudante já havia terminado em 5º lugar no Brasil
Chegar novamente à etapa nacional cria uma sequência pouco comum.
Primeiro, João venceu a etapa pernambucana em 2025.
Depois, chegou ao 5º lugar nacional.
Em 2026, voltou à disputa regional e conquistou novamente o primeiro lugar.
Assim, ele chega a Curitiba não como estreante, mas como alguém que já conhece a dinâmica da competição.
Essa experiência pode ajudar na apresentação.
Entretanto, o resultado anterior não garante uma colocação melhor desta vez.
A etapa nacional ainda acontecerá em dezembro, e a fonte não informa quais serão todos os concorrentes ou projetos que João enfrentará.
Portanto, o título brasileiro continua como objetivo, não como resultado conquistado.
Estágio começou com desenvolvimento de sistemas para uso interno
A inovação que levou ao reconhecimento nasceu dentro da rotina empresarial.
João conta que começou a atuar no desenvolvimento de sistemas e aplicativos de uso interno.
A empresa ainda mantinha alguns processos manualmente.
Por isso, havia espaço para digitalização.
O estudante passou a criar ferramentas capazes de modernizar essas rotinas.
Além disso, buscou integrar processos que antes funcionavam de maneira mais fragmentada.
Na prática, o objetivo era diminuir etapas manuais e facilitar o fluxo de informações.
Ferramentas digitais substituem controles manuais e atacam gargalos
João descreve três objetivos principais para os sistemas que desenvolveu.
O primeiro era reduzir erros.
O segundo envolvia melhorar rotinas de trabalho.
Por fim, as ferramentas buscavam melhorar a comunicação entre diferentes setores.
Esse tipo de transformação costuma parecer pequeno quando observado apenas em uma tela.
Entretanto, controles manuais podem criar problemas acumulativos.
Uma informação anotada incorretamente pode seguir para outra equipe.
Depois, alguém precisa localizar e corrigir o erro.
Além disso, planilhas ou controles isolados podem dificultar o acesso simultâneo às informações.
Ao digitalizar tarefas, João tentou atacar justamente esses gargalos.
É uma lógica parecida com a de outros jovens que partem de um problema observado de perto e tentam transformá-lo em solução tecnológica. Cinco estudantes gaúchas, por exemplo, usaram inteligência artificial para criar um protótipo destinado a adaptar atividades para alunos com deficiência intelectual, projeto que também avançou em uma competição estudantil.
Empresa efetivou João depois do desempenho durante o estágio
O prêmio não representa o único resultado profissional.
Segundo João, a empresa o efetivou há pouco mais de dois meses.
Ele entrou na área de Tecnologia.
Portanto, o antigo estágio se transformou em emprego antes mesmo da conclusão da graduação.
O estudante relaciona diretamente a contratação ao desempenho que apresentou durante o período como estagiário.
Assim, a sequência ficou clara:
estágio → desenvolvimento de ferramentas internas → reconhecimento pelo trabalho → efetivação → bicampeonato regional.
Agora, João precisa conciliar essa nova rotina profissional com os últimos períodos do curso.
Trabalho continua enquanto estudante termina graduação no IFPE
A contratação não interrompeu os estudos.
João continua matriculado no curso superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Ao mesmo tempo, trabalha na área em que começou como estagiário.
Essa combinação permite aplicar conteúdos acadêmicos em problemas reais.
Além disso, questões encontradas no ambiente profissional podem ampliar a compreensão de conceitos vistos na instituição.
João destaca especialmente a formação em arquitetura de software, lógica e bancos de dados.
Segundo ele, essa base técnica trouxe segurança para assumir projetos mais complexos dentro da empresa.
O curso de TADS aparece como elemento central na trajetória. João classifica a formação do IFPE como fundamental para seu desenvolvimento.
Primeiro, a graduação ofereceu conhecimento técnico.
Além disso, o curso estimulou a resolução de problemas práticos e reais.
Essa combinação ganhou importância dentro da empresa.
Afinal, desenvolver uma aplicação não exige apenas escrever código.
O profissional precisa compreender o problema.
Depois, precisa definir como os dados circularão.
Em seguida, cria uma solução que outras pessoas realmente consigam utilizar.
Portanto, o trabalho envolve tecnologia e conhecimento da operação empresarial.
Inovação não precisa começar com um produto vendido ao mercado
O caso também mostra uma definição menos visível de inovação.
Nem toda solução inovadora precisa virar um aplicativo vendido para milhões de usuários.
Às vezes, o ganho acontece dentro da própria organização.
Uma ferramenta pode eliminar uma tarefa repetitiva.
Outra pode integrar departamentos.
Além disso, um sistema simples pode reduzir erros operacionais.
O resultado aparece em tempo economizado, melhor fluxo de informações e maior confiabilidade.
Essa abordagem também está presente em pesquisas brasileiras que tentam tirar conhecimento acadêmico do laboratório. Em outra frente, uma tecnologia nacional passou a usar impressão 3D para criar novos enxertos e dispositivos médicos, mostrando como a ligação entre formação técnica e aplicação prática pode assumir formatos muito diferentes.
No caso de João, a transformação começou com rotinas internas.
IFPE Recife já soma seis conquistas relacionadas ao Prêmio IEL
A trajetória do estudante faz parte de um histórico mais amplo do campus.
Segundo o IFPE Recife, a instituição já conquistou quatro premiações na categoria destinada a instituições.
Foram duas vitórias regionais e duas nacionais.
Já na categoria voltada a estudantes, João responde pelas duas conquistas regionais registradas pelo campus.
Portanto, considerando os resultados informados pelo IFPE, são seis conquistas entre categorias institucionais e estudantis.
Entretanto, elas não representam seis títulos nacionais.
Essa distinção importa.
Na categoria institucional, o campus possui duas vitórias nacionais e duas regionais.
Já João possui dois títulos regionais como estudante.
Campus já conquistou bicampeonato nacional em outra categoria
O histórico nacional do IFPE Recife também inclui resultados anteriores.
Em 2024, por exemplo, o campus conquistou o bicampeonato nacional do Prêmio IEL de Talentos na categoria Educação Inovadora – Ensino Técnico.
Naquele ano, o reconhecimento veio com o projeto Neurodiversidade no Chão da Fábrica.
A iniciativa buscava facilitar a entrada de estudantes neuroatípicos no mercado de trabalho por meio de estágios acompanhados.
Assim, o histórico do campus no IEL combina dois tipos de reconhecimento.
De um lado, aparecem projetos institucionais.
Do outro, o desempenho individual de estagiários como João.
Divisão de Extensão conecta estudantes às oportunidades de estágio
Para que essa ponte funcione, existe também uma estrutura administrativa.
A Divisão de Extensão da Diretoria de Políticas Institucionais e Extensão (DPI) participa da gestão das oportunidades de estágio.
Além disso, o setor viabiliza o Termo de Cooperação com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL).
Esse acordo representa um requisito para que estudantes do campus recebam encaminhamentos para estágios pelo IEL e possam se tornar elegíveis ao prêmio.
A equipe também acompanha a elaboração do Plano de Atividades.
Depois, encaminha o estudante a um professor orientador.
Portanto, existe uma rede de suporte por trás da experiência profissional.
Apoio institucional cuida de documentos e segurança jurídica
João destaca especialmente essa parte menos visível.
Segundo o estudante, servidores do IFPE fizeram a ponte institucional e cuidaram da gestão dos convênios.
Além disso, ajudaram na documentação e nas assinaturas dos termos de estágio.
Esse trabalho permitiu que ele concentrasse mais atenção no desenvolvimento profissional.
A burocracia pode parecer distante da inovação.
Entretanto, estágios dependem de regras, contratos e responsabilidades claramente definidas.
Por isso, a organização documental também influencia a experiência do aluno.
Estágio criou uma ponte direta entre sala de aula e empresa
Essa talvez seja a principal transformação da história.
João não precisou esperar concluir o curso para utilizar aquilo que aprendia.
Durante o estágio, começou a resolver problemas reais.
Depois, os resultados chamaram atenção da empresa.
A experiência levou à efetivação.
Além disso, o trabalho ganhou reconhecimento externo por meio do IEL.
Assim, diferentes etapas começaram a se alimentar.
A graduação forneceu conhecimento.
O estágio apresentou problemas.
Os problemas geraram sistemas.
Os sistemas produziram impacto.
O impacto ajudou na contratação e na premiação.
Projetos estudantis começam a ganhar espaço fora da sala de aula
A história também se conecta a um movimento mais amplo.
Estudantes de escolas técnicas, institutos federais e universidades estão criando soluções que começam em atividades acadêmicas e avançam para empresas, competições ou pesquisas aplicadas.
Nem todas conseguem chegar ao mercado.
Entretanto, competições ajudam a dar visibilidade a algumas delas.
Além disso, esses eventos obrigam os participantes a explicar claramente o problema que enfrentaram e os resultados obtidos.
Em áreas completamente diferentes, projetos também começam com observação e método. Uma reportagem recente mostrou como arqueólogos encontraram uma fortaleza de quase 500 anos, dezenas de esqueletos e objetos de vários períodos durante uma obra urbana, exemplo de como conhecimento técnico transforma uma descoberta aparentemente casual em informação útil.
No estágio de João, o problema era outro: modernizar processos de uma empresa.
Categoria Estagiário Inovador valoriza impacto dentro das organizações
João compete na categoria Estagiário Inovador.
Nesse contexto, o destaque está na capacidade de um estudante gerar contribuição relevante durante a experiência profissional.
O IFPE não fornece, na reportagem, valores financeiros de economia obtida com os sistemas.
Também não informa quantos usuários utilizam as aplicações ou quantas horas de trabalho elas economizaram.
Portanto, não seria correto inventar métricas de produtividade.
O que a fonte confirma é que as ferramentas modernizaram e integraram processos, buscaram reduzir erros, melhoraram rotinas e facilitaram a comunicação entre setores.
Foi esse trabalho que integrou a trajetória reconhecida pela premiação.
Prêmio regional entrega R$ 2 mil e nova chance no cenário nacional
Financeiramente, o prêmio regional trouxe R$ 2.000 para João.
Porém, a competição nacional oferece outro tipo de oportunidade.
Ali, o estudante encontrará projetos de diferentes partes do Brasil.
Além disso, terá acesso a mentorias e troca de experiências, conforme destaca em entrevista ao IFPE.
Essa exposição pode ampliar sua rede profissional.
Contudo, a fonte não informa um prêmio nacional garantido para João.
Primeiro, ele precisará competir em Curitiba.
Assim, qualquer benefício futuro além da classificação permanece em aberto.
O desafio agora é superar o 5º lugar de 2025
A referência para dezembro está clara.
Em sua primeira participação nacional, João chegou à 5ª posição.
Agora, volta depois de conquistar outro título regional e de já ter transformado o estágio em emprego.
Isso muda o ponto de partida profissional.
Em 2025, ele chegou como estagiário premiado.
Em 2026, chegará também como profissional efetivado na área de Tecnologia.
Ainda assim, a competição avaliará seu desempenho dentro das regras da nova edição.
Portanto, o resultado anterior ajuda a contar a trajetória, mas não determina o próximo.
Estudante do IFPE transforma estágio em emprego e bicampeonato
A sequência começou dentro de uma graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Depois, João entrou em uma empresa como estagiário.
Ali, encontrou processos que ainda dependiam de controles manuais.
Então, passou a desenvolver sistemas e aplicativos internos.
As ferramentas buscavam integrar áreas, reduzir erros e eliminar gargalos.
O desempenho produziu consequências concretas.
A empresa efetivou João há pouco mais de dois meses.
Em seguida, no dia 26 de agosto de 2026, ele conquistou o segundo título regional consecutivo do Prêmio IEL de Talentos.
Além disso, recebeu R$ 2 mil.
Agora, o próximo passo já aparece no calendário: 2 de dezembro, Curitiba.
Depois do 5º lugar nacional em 2025, João voltará ao palco representando Pernambuco.
Dessa vez, o estudante que entrou pela porta do estágio chegará à competição já contratado na área que escolheu estudar.
Você acredita que projetos desenvolvidos por estagiários dentro das empresas possam ganhar mais espaço como critério de contratação efetiva no Brasil?
Fonte
IFPE
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

