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Elefantes que “pintam quadros” para turistas na Tailândia são separados das mães aos 2 anos e quebrados em treinamentos com bambus cheios de pregos, no bastidor cruel do souvenir mais fofo do turismo asiático
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 02/09/2026 às 10:38
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Filhotes deveriam ficar com a mãe por pelo menos dez anos, mas são levados aos dois. Nos centros turísticos do norte da Tailândia, seguem comandos, sentam em banquinhos e seguram o pincel com a tromba. Restam 3,7 mil elefantes selvagens em parques nacionais e santuários, aponta a publicação do eCycle
Elefantes usados como atração turística na Tailândia passam por um extenso processo de violência antes de apresentar o comportamento “dócil” e humanizado que encanta os visitantes. Para facilitar a domesticação, os filhotes são separados das mães aos dois anos de idade, em um processo descrito como extremamente agressivo, embora precisem dos cuidados maternos por no mínimo dez anos.
As informações foram publicadas pela Equipe eCycle, em texto que cita como referências a obra “Animals and Tourism: Understanding Diverse Relationships” e material da organização One Green Planet, além de indicar vídeo da PETA sobre a exploração turística dos elefantes no país.
Elefantes atraem viajantes nas montanhas do norte da Tailândia
Nas regiões montanhosas do norte da Tailândia habitam elefantes que costumam atrair muitos viajantes curiosos.
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Na Tailândia, a utilização de elefantes para atrair turistas é extremamente comum, aponta a publicação, que associa o interesse ao fato de o público estrangeiro raramente ter contato com animais de grande porte.
Modernização de armas e transportes empurrou os animais para o turismo
Com a modernização dos produtos bélicos e dos meios de transporte, os elefantes, que antes eram explorados para esses fins, passaram a ser utilizados no turismo.
Sem ter o que fazer com os animais em casa, os mahouts, como são chamados os treinadores de elefantes, começaram a vagar com eles pelas ruas de Banguecoque, capital do país, pedindo comida e alugando-os para empresários que os levavam a centros turísticos.
Restam 3,7 mil elefantes selvagens em áreas protegidas
Ainda existem 3,7 mil elefantes selvagens em parques nacionais e santuários de vida selvagem, segundo o levantamento citado.
As condições de vida, porém, não são tão melhores do que as dos “domésticos”: os números de sobreviventes estão cada vez menores por causa da perda de habitat para a agricultura e do envenenamento feito por agricultores que se vingam dos mahouts, já que estes invadem as plantações em busca de troncos para os shows com elefantes.
Shows incluem banquinhos, comandos e posições forçadas
Nos centros turísticos, as principais atrações envolvem passeios com elefantes e shows de humanização dos animais.
Os números incluem sentar em banquinhos, seguir comandos, ficar em posições forçadas e até desenhar, aponta a publicação, que descreve esse entretenimento como fachada de uma realidade cruel.
Treinamento usa correntes e bambus cheios de pregos
Os treinadores domesticam os elefantes prendendo suas patas em correntes.
Com bambus cheios de pregos, eles batem contra as pernas e o tronco do animal, deixando-os cobertos de sangue, descreve o texto.
Tempo de tortura depende da reação do animal
O tempo de treinamento depende da resposta do animal aos maus-tratos.
O elefante é enclausurado e espancado exaustivamente até que se “acalme” e perceba que não possui poder suficiente para enfrentar seus mahouts.
Falta de leite provoca doenças ósseas e morte prematura
Separados precocemente das mães e sem acesso ao leite, os elefantes desenvolvem doenças ósseas.
Esses problemas são apontados como as principais causas de morte prematura entre os animais usados no turismo.
Filhotes recebem cerveja e anfetaminas para entreter turistas
Ainda filhotes, os elefantes são obrigados a andar exaustivamente pelas cidades que cercam a capital da Tailândia para captação de dinheiro.
Eles são alimentados com cerveja e anfetaminas para o entretenimento dos turistas, e os que circulam pelas cidades acabam feridos por atropelamentos e acidentes de trânsito.
Pintura só começa depois do processo de espancamento
Os elefantes pintores só estão prontos para o aprendizado da pintura depois de passarem pelo processo de espancamento, conforme material da One Green Planet citado na publicação.
Eles são obrigados a segurar o pincel pela tromba, uma região extremamente sensível por ter muitas terminações nervosas.
Erro na pintura é punido com gancho, pregos e pancadas na cabeça
Para treinar o elefante a mover o pincel de modo a criar padrões que se pareçam com flores, árvores ou até o desenho de um elefante, os mahouts usam pregos, ganchos e troncos.
Se um elefante pinta errado, ele é espancado com o gancho de touro, tem a orelha perfurada por pregos e/ou é fisicamente agredido com pancadas de tronco na cabeça.
Durante o show, pregos ficam escondidos atrás da orelha
Durante as apresentações, os mahouts coordenam os movimentos do animal com pregos escondidos atrás da orelha, aponta o material citado.
O detalhe explica, segundo a publicação, a aparente naturalidade com que os animais executam os traços diante do público.
Publicação orienta evitar até santuários que promovam contato
A recomendação apresentada é evitar a qualquer custo o turismo com elefantes. Segundo o texto, mesmo os “afagos” estressam o animal por causa de todo o histórico de vida de maus-tratos.
A lista de orientações inclui desconfiar de qualquer organização que promova o contato humano com elefantes, até mesmo santuários, já que o local ideal para eles é em meio à selva, além de nunca andar em elefantes e jamais utilizar ou comprar objetos de marfim.
Público é chamado a não financiar as atrações
A publicação orienta ainda questionar e se informar antes de apoiar qualquer iniciativa que envolva animais selvagens, mesmo organizações com campanhas aparentemente amigáveis aos animais, e não financiar nenhum tipo de atividade de maus-tratos com elefantes, o que inclui evitar circos que utilizam animais e zoológicos.
O texto também pede que as pessoas se informem, façam campanha, produzam vídeos e textos e conversem sobre o assunto, principalmente com quem apoia esse tipo de turismo. Mais detalhes sobre a exploração turística dos elefantes na Tailândia estão em vídeo da organização PETA.
Na sua opinião, agências de viagem deveriam ser proibidas de vender passeios com elefantes na Tailândia, ou basta informar o turista sobre como esses animais são treinados? Deixe sua opinião nos comentários.
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elefante pintor Tailândia
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

