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Pescador de 49 anos desaparece após o barco ficar sem combustível, deriva 635 km durante 46 dias no mar das Filipinas e sobrevive apenas com água da chuva, peixes e cocos que encontra flutuando até uma equipe da Guarda Costeira avistar sua embarcação e levá-lo ao hospital
Escrito por Carla Teles
Publicado em 04/09/2026 às 12:34
Atualizado em 04/09/2026 às 12:35
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Robin Dejillo, pescador de 49 anos de Infanta, Quezon, desapareceu em 4 de agosto de 2024 após sua embarcação ficar sem combustível. Depois de 46 dias à deriva e cerca de 635 km, foi resgatado perto de Basco, em Batanes, debilitado e levado ao Batanes General Hospital para receber tratamento.
O pescador Robin Dejillo, de 49 anos, saiu para uma atividade de pesca na região de Infanta, província de Quezon, nas Filipinas, e acabou iniciando uma jornada que duraria mais de um mês. Depois que sua pequena embarcação motorizada ficou sem combustível, ele não conseguiu retornar ao barco principal e foi dado como desaparecido em 4 de agosto de 2024.
Dejillo permaneceu 46 dias à deriva no mar, deslocando-se aparentemente cerca de 635 quilômetros entre Quezon e Batanes. Sem uma rota de volta e cada vez mais debilitado, sobreviveu bebendo água da chuva, comendo peixes e aproveitando cocos que encontrava flutuando até ser localizado pela Guarda Costeira das Filipinas em 19 de setembro.
Barco ficou sem combustível durante atividade de pesca
Segundo o relatório da Philippine Coast Guard, Robin Dejillo havia saído para pescar quando sua embarcação ficou sem gasolina. A falha impediu que o pescador retornasse ao barco principal, dando início ao período em que ficou isolado no mar.
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Paulo Nogueira
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A estação da Guarda Costeira no norte de Quezon registrou seu desaparecimento em 4 de agosto. A partir daquele momento, uma saída para pescar transformou-se em uma situação prolongada de sobrevivência sem combustível e sem meios normais de retornar à costa.
A fonte não informa quanto combustível havia inicialmente no barco nem por que ele acabou antes do retorno. Também não detalha se Dejillo possuía rádio, telefone ou outro equipamento capaz de pedir ajuda.
O dado confirmado é que a falta de combustível o impediu de voltar e deixou a embarcação sujeita ao movimento do mar durante as semanas seguintes.
Correntes levaram pescador por cerca de 635 quilômetros
O Manila Bulletin informou que Dejillo aparentemente derivou aproximadamente 635 quilômetros entre a província de Quezon e Batanes. Ele acabou encontrado nas águas próximas a Basco, muito distante do ponto de onde havia saído.
A distância ajuda a dimensionar a escala do episódio. O pescador não permaneceu parado nas proximidades de Infanta: sua pequena embarcação foi deslocada por centenas de quilômetros enquanto ele tentava se manter vivo.
As fontes não apresentam uma rota diária nem permitem reconstruir exatamente o caminho percorrido durante os 46 dias. Por isso, os 635 km devem ser tratados como a distância aproximada associada ao deslocamento entre as regiões mencionadas, e não como uma trajetória medida ponto a ponto.
O período começou em 4 de agosto e terminou em 19 de setembro de 2024, quando uma equipe da Coast Guard Station Batanes localizou a embarcação branca nas proximidades de Basco.
Água da chuva tornou-se a principal fonte para beber
Sem acesso regular a água potável, Dejillo relatou que passou a beber água da chuva durante o tempo em que permaneceu à deriva. Essa foi uma das estratégias descritas por ele após o resgate.
A fonte não informa de que maneira o pescador armazenava a água, qual volume conseguia recolher ou quantos períodos de chuva ocorreram durante as seis semanas no mar. Portanto, não é possível estimar quanto ele consumiu diariamente.
Além da água, a alimentação foi limitada ao que conseguia obter em condições improvisadas. Dejillo afirmou que comia peixes durante a travessia.
Em alguns momentos, cocos encontrados flutuando na água também serviram como alimento, segundo o relato registrado pela Guarda Costeira.
Peixes e cocos ajudaram a sustentar os 46 dias no mar
O pescador disse que conseguiu sobreviver por mais de um mês com peixes e cocos. As fontes não detalham como capturava os peixes, quais espécies estavam disponíveis ou se ele possuía alimentos armazenados quando começou a viagem.
Também não há indicação de que os cocos aparecessem de forma frequente. O relatório da Guarda Costeira descreve esse alimento como algo encontrado ocasionalmente flutuando na água.
Essa limitação é importante porque evita transformar o relato em uma reconstrução que as fontes não permitem. O que Dejillo afirmou depois do resgate é que água da chuva, peixes e cocos formaram a base de sua sobrevivência durante o período à deriva.
A combinação foi suficiente para mantê-lo vivo até o encontro com os agentes, mas não evitou um forte desgaste físico ao longo das semanas.
Guarda Costeira avistou uma embarcação branca perto de Basco
Depois que Dejillo foi declarado desaparecido, a Philippine Coast Guard informou ter realizado uma operação de busca e resgate. O ponto decisivo ocorreu quando uma patrulha avistou uma pequena embarcação motorizada branca nas águas próximas de Basco.
Ao se aproximar, os agentes descobriram que o homem a bordo era Robin Dejillo. O pescador estava vivo, mas tão debilitado que precisou de ajuda física dos integrantes da Guarda Costeira durante o resgate.
O Manila Bulletin descreveu Dejillo como encontrado agarrado à embarcação. A equipe então prestou assistência e rebocou o barco até o Porto de Basco.
A localização ocorreu em 19 de setembro de 2024, encerrando 46 dias desde o registro de seu desaparecimento.
Resgate terminou com encaminhamento ao hospital
Depois de chegar ao Porto de Basco, o pescador foi transportado ao Batanes General Hospital para avaliação e tratamento médico. As fontes não informam diagnóstico específico, grau de desidratação ou tempo necessário de internação.
A ausência desses detalhes impede afirmar quais consequências clínicas ele sofreu após mais de seis semanas no mar. O que os relatos deixam claro é que Dejillo estava enfraquecido no momento em que foi encontrado.
Depois do atendimento, a Coast Guard District Southern Tagalog iniciou coordenação com o Coast Guard Aviation Command para providenciar seu transporte aéreo de Batanes de volta à região de Infanta.
O plano era concluir o resgate não apenas retirando Dejillo do mar, mas também levando o pescador novamente para sua cidade de origem.
Uma saída para pescar terminou 46 dias depois
A história começou com uma atividade comum para Robin Dejillo: sair ao mar para pescar. Terminou quase sete semanas depois, a centenas de quilômetros do ponto de partida, com uma equipe da Guarda Costeira encontrando sua pequena embarcação perto de Batanes.
No intervalo, o pescador ficou sem combustível, perdeu a capacidade de retornar, viveu de água da chuva, peixes e cocos e percorreu aproximadamente 635 km à deriva, segundo os relatos das autoridades filipinas publicados pelo Philippine Star e pelo Manila Bulletin.
As fontes não esclarecem como ele enfrentou cada noite, quantas vezes conseguiu se alimentar ou quais foram os momentos mais críticos da travessia. Esses detalhes permanecem desconhecidos.
Mas os números documentados já mostram a dimensão do episódio: 46 dias desaparecido, cerca de 635 quilômetros de deslocamento e um resgate realizado quando ele já estava fisicamente debilitado.
Você acredita que conseguiria manter a calma e buscar maneiras de sobreviver durante tantas semanas sozinho no mar? Conte nos comentários qual parte da história de Robin Dejillo mais impressionou você: a distância percorrida, os 46 dias à deriva ou a forma como encontrou água e alimento até o resgate.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

