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“Paralisação de ônibus” pode atingir capitais nesta terça (22) se Senado não votar fim da escala 6×1
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 21/09/2026 às 10:55
Logística e Transporte
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Sindicatos ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística confirmaram uma paralisação de ônibus e protestos em capitais do Brasil e cidades de São Paulo para a manhã desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, caso o Senado não vote até essa data o fim da escala 6×1
Sindicatos de rodoviários, condutores e aeroviários ligados à CNTTL confirmaram uma paralisação de ônibus e protestos das 4h às 8h desta terça-feira, 22 de setembro. O ato mira capitais do Brasil e cidades paulistas, segundo nota oficial da confederação.
Um vídeo de ato anterior do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba, entidade que preside a CNTTL, mostra o formato dessas mobilizações. Trabalhadores aparecem concentrados em via pública, com bandeiras vermelhas erguidas, em passeata pelo centro da cidade.
O que a CNTTL confirmou sobre a paralisação de ônibus
Dirigentes de sindicatos filiados à CNTTL se reuniram em 18 de setembro. Definiram que, sem votação da PEC 221 até terça, haverá “protestos e mobilizações das 4h às 8h”, segundo nota da confederação.
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A nota fala em “principais capitais do país e algumas cidades do estado de São Paulo”, sem listar cada cidade uma a uma. A CNTTL também confirma panfletagem em aeroportos durante o mesmo período da manhã.
Como a CNTTL foi construindo a mobilização
A confederação vinha preparando o ato havia dias. Em 11 de setembro, a CNTTL propôs um protesto nacional dos trabalhadores em transportes pelo fim da escala 6×1, segundo nota publicada no próprio site da entidade.
Uma reunião marcada para 15 de setembro adiou a decisão final para o dia 18, às 16h, conforme a CNTTL. Dirigentes de sindicatos de todo o país definiriam ali quais capitais entrariam no ato.
Foi nesse encontro que saiu a confirmação da paralisação de ônibus para terça.
Paulinho do Transporte já usava, antes da decisão final, o argumento que sustenta o protesto até hoje. “Defender o fim da escala 6×1 é defender mais qualidade de vida, saúde e dignidade” para os trabalhadores, disse ele, segundo a CNTTL.
A fala do presidente da CNTTL
A confederação atribui a decisão a Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, presidente da CNTTL e do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba. Segundo a nota, ele resumiu o objetivo do ato:
“Sensibilizar e pressionar os senadores para que coloquem em votação e aprovem o fim da escala 6×1.”
O que já está confirmado pela CNTTL
Segundo a nota oficial, estes são os pontos já confirmados da paralisação de ônibus:
- Data: terça-feira, 22 de setembro de 2026
- Horário: das 4h às 8h da manhã
- Abrangência: principais capitais do país e algumas cidades de São Paulo
- Condição: só ocorre se o Senado não votar a PEC 221 até essa data
- Extra: panfletagem em aeroportos da base do Sindicato Nacional dos Aeroviários
Panfletagem soma força ao protesto nos aeroportos
Além dos atos em garagens e terminais, a CNTTL informa panfletagem em aeroportos ligados ao Sindicato Nacional dos Aeroviários, o SNA. Trabalhadores vão distribuir material direto a passageiros que embarcam.
A nota da confederação não detalha quais aeroportos participam nem o texto exato do material. O SNA representa trabalhadores da aviação em bases espalhadas por várias capitais, o que amplia o alcance da paralisação de ônibus para outro modal de transporte no mesmo dia.
Bahia confirma paralisação de ônibus em 62 municípios
Na Bahia, o Sindicato dos Rodoviários Metropolitano, o Sindmetro, prevê aderir à paralisação de ônibus nacional. A entidade atua em 62 municípios da Região Metropolitana de Salvador, segundo o site Bahia.
O Sindmetro afirma que a escala 6×1 impõe jornadas exaustivas aos motoristas. A entidade liga isso ao cansaço do trabalhador e à segurança dos próprios passageiros.
A publicação do Sindmetro, de 19 de setembro, ainda tratava a adesão como pendente. “A mobilização ainda será convocada oficialmente”, informa o texto reproduzido pelo site Bahia.
Por que a paralisação de ônibus ainda depende de confirmação
A condição vale nos dois níveis. Segundo a CNTTL, o protesto nacional só ocorre se o Senado não votar a PEC 221 até terça. Em nível local, cada sindicato ainda precisa formalizar a adesão.
É esse duplo condicionamento que explica por que nem toda cidade citada nas reuniões preparatórias tem, até agora, uma confirmação fechada de paralisação.
O que é a escala 6×1 que motiva o protesto
A escala 6×1 é o modelo em que o trabalhador cumpre seis dias seguidos de trabalho para folgar só um. Parte da categoria de motoristas de ônibus urbano trabalha hoje nesse formato, segundo a CNTTL.
A PEC 221/2019 propõe substituir esse modelo pela jornada 5×2: dois dias de descanso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos. A mudança não reduz o salário do trabalhador, segundo a proposta.
O caminho da PEC 221 até o Plenário do Senado
A PEC 221 já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O texto, relatado pelo senador Omar Aziz, segue pronto para votação no Plenário, de acordo com a nota da CNTTL.
A confederação usa esse avanço como argumento central do protesto. Para a CNTTL, a PEC 221 está pronta havia tempo suficiente para ser votada antes da paralisação de ônibus marcada para terça, conforme a nota.
O que muda para o motorista se a PEC 221 passar
Hoje, o motorista na escala 6×1 tem só um dia de folga a cada seis trabalhados, segundo a CNTTL. Com a jornada 5×2 da PEC 221, ele passaria a ter dois dias de descanso remunerado toda semana.
Para sindicatos como o Sindmetro, esse ponto pesa tanto quanto o salário. Jornada mais curta significa menos cansaço acumulado ao longo do mês, conforme o site Bahia.
O que fazer se depender do ônibus na terça-feira
A paralisação de ônibus, se confirmada, concentra o impacto entre 4h e 8h da manhã de terça, segundo a CNTTL. É o horário de saída das primeiras viagens em boa parte das cidades citadas na nota.
Em municípios do Sindmetro, na Bahia, a frota pode sair reduzida ou atrasada, conforme a adesão prevista pela própria entidade. A recomendação, conforme as duas fontes, é acompanhar o comunicado de cada sindicato local antes de sair de casa.
Até a manhã desta segunda-feira, 21 de setembro, a votação da PEC 221 pelo Senado seguia sem data confirmada, segundo a nota da CNTTL. Isso mantém em aberto a chance de a paralisação de ônibus ser confirmada ou cancelada horas antes de terça.
Se o Senado votar e aprovar a PEC 221 antes de terça, a condição da CNTTL cai, segundo a própria nota da confederação. A confederação amarrou o protesto à falta de votação até essa data.
Já se o Plenário não pautar a matéria, sindicatos como o Sindmetro tratam a paralisação de ônibus como certa em sua base, de acordo com o site Bahia.
Pela leitura desta redação, passageiros de cidades fora da lista confirmada pelo Sindmetro dependem do anúncio de cada sindicato local.
A CNTTL concentrou a decisão nacional na reunião de 18 de setembro. Deixou a adesão de cada base sindical para uma etapa posterior, ainda em curso nesta segunda-feira.
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escala 6×1
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

