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Nova carteira de identidade substitui o RG e pode começar pelo celular e chegar em casa: veja como agendar a CIN e entenda quando a entrega domiciliar está disponível
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 21/09/2026 às 12:31
Atualizado em 21/09/2026 às 12:35
Economia
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Agendamento digital já permite localizar postos e reservar horário em diferentes estados, mas a identificação continua presencial. A primeira via no modelo padrão é gratuita, o CPF é o número único da CIN e a entrega em casa depende das regras e da disponibilidade de cada estado.
A emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) pode começar pelo celular em diferentes estados. Pelos canais digitais, o cidadão consegue localizar postos, consultar vagas, marcar o atendimento e, quando o serviço estiver disponível, acompanhar etapas do pedido sem precisar ir pessoalmente apenas para buscar informações.
O comparecimento a uma unidade de identificação, porém, continua obrigatório. No atendimento presencial, são conferidos os documentos, validados os dados do requerente e realizados os procedimentos necessários para que o órgão responsável possa concluir a emissão da nova carteira.
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Cada estado organiza a própria rede de atendimento, por isso o canal usado para marcar a emissão varia conforme o local. O serviço pode aparecer como Carteira de Identidade Nacional, CIN ou nova carteira de identidade nos aplicativos e portais mantidos pelos governos estaduais.
Em São Paulo, o Poupatempo permite agendar a emissão pelos canais digitais e informa que o agendamento é pessoal e intransferível. Depois da marcação, o requerente precisa comparecer ao posto escolhido para concluir a identificação.
Minas Gerais também oferece canais digitais para o serviço, entre eles o MG App Cidadão e páginas oficiais na internet. O interessado pode consultar informações, localizar o atendimento disponível e marcar a ida à unidade responsável pela emissão.
No Espírito Santo, o Agenda ES reúne vagas para postos de identificação em municípios como Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Linhares, São Mateus, Aracruz, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim, além de outras localidades atendidas pelo sistema.
Quando o serviço não estiver concentrado em uma plataforma estadual, o cidadão deve conferir diretamente como funciona o atendimento na unidade responsável. Essa consulta também permite verificar se o posto exige agendamento prévio ou trabalha com outra forma de organização das vagas.
Entrega em casa não está disponível em todo lugar
A etapa presencial não impede que a carteira pronta seja enviada posteriormente para o endereço informado. A entrega domiciliar existe em alguns estados, mas as condições dependem das regras locais e da disponibilidade do serviço na unidade em que a solicitação foi realizada.
Em São Paulo, o Poupatempo informa que o envio pelos Correios pode ser solicitado durante o processo de emissão. Com isso, depois de concluir a identificação presencial, o cidadão pode evitar uma nova ida ao posto exclusivamente para retirar a carteira pronta.
Minas Gerais também prevê entrega no endereço cadastrado em situações atendidas pelo serviço estadual. Antes de optar pela modalidade, é necessário confirmar no atendimento se a unidade oferece o envio, se há cobrança específica e qual endereço ficará registrado para a entrega.
A possibilidade de receber a CIN em casa não torna a emissão totalmente digital. O celular facilita a preparação, o agendamento e, quando oferecido, o acompanhamento do pedido, mas a validação da identidade permanece vinculada ao comparecimento do requerente ao posto.
CPF passa a identificar a pessoa em todo o país
A CIN substitui a lógica do antigo RG, em que uma mesma pessoa podia possuir números diferentes de identidade ao emitir documentos em estados distintos. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informa que o CPF é o número único de identificação usado na nova carteira.
O novo padrão também possui QR Code e outros recursos destinados à verificação de autenticidade. A numeração permanece a mesma independentemente do estado em que a pessoa solicitar o documento, reduzindo a multiplicidade de registros estaduais vinculados ao mesmo cidadão.
A primeira via da CIN no modelo padrão é gratuita em todo o Brasil. Os estados, contudo, podem prever cobrança em determinadas situações de segunda via ou em serviços opcionais, o que torna necessário conferir as condições aplicadas pelo órgão responsável antes do atendimento.
Os documentos exigidos também devem ser verificados no canal oficial do estado. A documentação apresentada será conferida presencialmente, e situações específicas podem exigir informações ou comprovantes adicionais para que os dados do requerente sejam atualizados corretamente.
Versão digital só vem depois da emissão
Depois que o órgão responsável conclui a emissão, a CIN pode ser disponibilizada na carteira de documentos do aplicativo Gov.br. Baixar o aplicativo não gera uma nova identidade automaticamente, porque a versão digital depende da conclusão prévia do processo de identificação e emissão.
Quem pretende usar o documento pelo celular, portanto, precisa primeiro solicitar a CIN, comparecer ao atendimento presencial e aguardar a liberação pelo órgão competente. Somente após essa etapa a versão digital poderá ficar disponível na conta do titular.
A implantação da CIN também não tornou inválidos imediatamente os documentos anteriores. O governo federal informa que o RG no modelo antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032, o que permite que a substituição seja feita de forma gradual.
Quem possui um RG válido e em boas condições pode continuar usando o documento até esse prazo. A CIN pode ser solicitada antes do limite por quem perdeu a identidade, precisa atualizar informações ou deseja passar a utilizar o novo padrão nacional de identificação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

