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ANP cria 11 novos setores na Margem Equatorial com 501 blocos em mais de 3 mil metros de água e cerca de 380 mil km² de mar
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 04/10/2026 às 14:57
Atualizado em 04/10/2026 às 14:58
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A Diretoria da ANP aprovou em 2 de outubro de 2026 a delimitação de 11 setores exploratórios na Margem Equatorial, numa área incorporada à Plataforma Continental brasileira, e diz que as áreas ainda não estão contratadas.
Em 2 de outubro de 2026, a ANP aprovou 11 novos setores exploratórios na Margem Equatorial. Os setores somam cerca de 380 mil km², e os 501 blocos têm lâmina d’água acima de 3 mil metros.
Segundo a ANP, a decisão é técnica. Os blocos não entram automaticamente na Oferta Permanente, e as áreas ainda não estão contratadas.
O que a ANP aprovou na Margem Equatorial?
Conforme a ANP, a Diretoria aprovou a delimitação de 11 novos setores e a configuração de 501 novos blocos exploratórios dentro deles.
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De acordo com a agência, os setores ficam nas bacias da Margem Equatorial: Barreirinhas, Ceará, Foz do Amazonas, Potiguar e Pará-Maranhão. Todos foram classificados como Nova Fronteira Exploratória.
A ANP informa que também ajustou os limites de três setores que já existiam: SFZA-AP4, SPAMA-AUP1 e SPAMA-AUP2. O motivo foi a nova configuração da Plataforma Continental.
Por que a Plataforma Continental brasileira cresceu?
Segundo a ANP, a mudança vem de uma decisão da ONU de março de 2025 sobre o limite exterior da Plataforma Continental.
O trabalho foi feito no Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC). A Marinha do Brasil coordenou o trabalho, com ampla participação da ANP, de acordo com a agência.
A Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU reconheceu esse trabalho.
Com a conclusão do pleito, o país ampliou a área de direitos soberanos na Plataforma Continental, conforme o texto da ANP. Eles valem para explorar os recursos naturais do leito e do subsolo marinhos.
A ANP diz que a nova configuração busca organizar tecnicamente as áreas da Margem Equatorial incorporadas à Plataforma Continental Brasileira. Busca ainda criar uma base territorial para ampliar o conhecimento geológico e geofísico da região.
Qual é o tamanho de 380 mil km² em comparação com estados brasileiros?
De acordo com a conta da redação, a área é um pouco maior que a de Mato Grosso do Sul, que tem 357 mil km². Basta dividir: 380 mil por 357 mil dá 1,06, ou cerca de 6% a mais.
Conforme a mesma conta, a área dos setores é cerca de 12% maior que a de Goiás (340 mil km²). Também é 15% maior que a do Maranhão (330 mil km²). A Bahia, com 565 mil km², segue maior.
Em relação a São Paulo (248 mil km²), a conta da redação dá cerca de uma vez e meia. Ou seja, 380 mil divididos por 248 mil resultam em 1,5.
Frente ao território brasileiro, de 8,51 milhões de km², os setores da Margem Equatorial equivalem a cerca de 4,5%, segundo a mesma conta.
As áreas dos estados e do país vêm do Censo 2022, na base aberta de dados do IBGE (tabela 4714 do Sidra). A comparação é só de tamanho: os estados são terra, e os setores ficam no mar, na área incorporada à Plataforma Continental.
O que muda na engenharia a mais de 3 mil metros de água?
Quanto mais fundo, maior a pressão da água sobre qualquer equipamento. De acordo com a conta da redação, a 3 mil metros ela é de cerca de 30 megapascais.
A conta usa 1.025 kg/m³ x 9,8 m/s² x 3.000 m. O resultado fica perto de 300 vezes a pressão do ar ao nível do mar.
A lâmina d’água é a distância entre a superfície do mar e o fundo. Nos 501 blocos da Margem Equatorial, ela passa de 3 mil metros, segundo a ANP.
O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), da Petrobras, está no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas. A lâmina d’água ali é de 2.886 metros, segundo a Agência Petrobras, que fala em águas ultra profundas.
De acordo com a conta da redação, 3.000 menos 2.886 dá 114 metros: nos 501 blocos, a lâmina d’água passa a do Morpho em mais de 114 metros.
O que a ANP disse sobre oferta e contrato para os 501 blocos?
Segundo a ANP, a aprovação não inclui os 501 blocos automaticamente no sistema de Oferta Permanente da agência.
Conforme a agência, a decisão estabelece a configuração das áreas e a classificação exploratória.
De acordo com a ANP, indicar blocos dos setores da Margem Equatorial para oferta depende de análise específica e do rito regulatório. Isso inclui avaliações e manifestações da agência e de outros órgãos envolvidos.
A atualização não afeta contratos vigentes, porque as novas áreas ainda não estão contratadas.
A análise socioambiental considerou as unidades de conservação. Segundo a ANP, não houve sobreposições ou proximidades que impedissem os recortes propostos.
O que pode acontecer antes de qualquer contratação?
A definição prévia dos setores e dos 501 blocos dá previsibilidade a atividades que podem anteceder uma eventual contratação, segundo a ANP.
A ANP informa que a aquisição de dados sísmicos, geoquímicos e multifísicos pode vir antes. Esses dados ampliam as informações para o planejamento e para futuras decisões da União.
Na mesma data, a Agência Petrobras informou nova descoberta no poço Morpho, na Foz do Amazonas. É outro fato, em outro bloco.
O Morpho está no bloco FZA-M-59, onde a Petrobras já atua. Já os 501 blocos dos setores da Margem Equatorial não têm contrato.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

