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Petrobras P-80 deixa Singapura com 345 metros, mais de 100 mil toneladas e capacidade de 12 milhões de m³ de gás por dia rumo a Búzios
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 04/10/2026 às 14:18
Atualizado em 04/10/2026 às 14:19
Setor Offshore
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A P-80 é a primeira das seis plataformas gigantes da Petrobras a sair do estaleiro, e 2027 continua sendo só a previsão para a produção começar.
A plataforma P-80 (Búzios 9) deixou o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, rumo ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo a Agência Petrobras, ela tem 345,3 metros, pesa mais de 100 mil toneladas e tem capacidade de produzir 225 mil barris de petróleo e processar 12 milhões de m³ de gás por dia.
Quando a P-80 saiu de Singapura e para onde ela vai?
A P-80 deixou o estaleiro em 30 de setembro de 2026 e segue para Búzios, no pré-sal. Búzios é o maior campo do país em reservas e em produção, conforme a Petrobras.
Uma estratégia em uso, diz a empresa, é trazer a plataforma com a tripulação a bordo. Isso contribui, segundo ela, para a prontidão operacional dos sistemas.
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É a primeira da série a sair do estaleiro, e a próxima será a P-82, em fase final de construção. As duas devem começar a produzir em 2027, de acordo com a empresa.
Qual é o tamanho da P-80 em campos de futebol?
A P-80 tem 345,3 metros de comprimento, informa a Petrobras. Pela conta da redação, são pouco mais de três campos de futebol: 345,3 divididos por 105 dão 3,3.
Na largura, os 60 metros ficam um pouco abaixo dos 68 metros de um campo desse tamanho.
O peso passa de 100 mil toneladas, afirma a empresa.
Quanto gás a P-80 pode processar e o que isso representa?
A unidade pode processar 12 milhões de m³ de gás por dia, informa a Petrobras. Esse número é capacidade, não gás já entregue. A Petrobras classifica a capacidade como uma das maiores da indústria mundial.
Como régua, a ANP registrou em agosto 69,41 milhões de m³ por dia de gás natural disponibilizados ao mercado brasileiro. Pela conta da redação, 12 divididos por 69,41 dão cerca de 17%.
Só que os rótulos são diferentes. Segundo a Petrobras, o número da P-80 é capacidade de processamento; para a ANP, o outro é gás disponibilizado ao mercado.
Contra a produção total de gás natural em agosto, 220,55 milhões de m³ por dia, segundo a ANP, a conta da redação dá cerca de 5,4%. Em qualquer régua, é só tamanho: não mostra a fatia que a unidade vai acrescentar ao gás que chega ao mercado.
Segundo a ANP, o FPSO Sepetiba, no campo de Mero, foi a instalação que mais produziu gás em agosto: 12,97 milhões de m³ por dia. É produção medida, não capacidade, mas fica na mesma faixa dos 12 milhões da P-80.
Búzios, no pré-sal, bateu em agosto os recordes mensal e diário de exportação de gás natural, informa a Petrobras. O mensal passou de 10 milhões de m³ por dia, e o diário chegou a 14,1 milhões.
O campo é operado pela Petrobras, com CNOOC, CNPC e a PPSA como parceiras.
Quanto petróleo a P-80 pode produzir diante do que Búzios já extrai?
A P-80 tem capacidade de produzir 225 mil barris de petróleo por dia, informa a Petrobras. Em agosto de 2026, Búzios foi o maior produtor de petróleo do país, segundo a ANP. Foram 1,172 milhão de barris por dia.
Pela conta da redação, 225 mil divididos por 1,172 milhão dão cerca de 19%. Uma é capacidade de uma plataforma (Petrobras); a outra, produção medida de um campo inteiro (ANP).
Em litros, de acordo com a conta da redação, 225 mil barris de 159 litros dão cerca de 35,8 milhões por dia. São mais de 14 piscinas olímpicas de 2,5 milhões de litros.
Segundo a ANP, o pré-sal respondeu por 82,6% da produção brasileira em agosto: 4,959 milhões de barris de óleo equivalente por dia, de um total nacional de 6,002 milhões.
Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, destaca o recorde de capacidade produtiva da P-80 entre as plataformas próprias.
Quem construiu a P-80 e para onde vão as outras plataformas da série?
Os módulos de processo da P-80 foram feitos no Brasil, no Seatrium BrasFELS, em Angra dos Reis, informa a Petrobras. Também houve construções na China, Singapura e Indonésia, e os módulos seguiram para Singapura para a conclusão das obras.
Os módulos da P-82 foram fabricados no Seatrium Aracruz, no Espírito Santo.
Conforme a Petrobras, a construção foi contratada no modelo EPC, sigla em inglês para engenharia, suprimentos, construção e comissionamento. A contratada responde pela unidade até a entrega para operação no Brasil.
A P-83, a P-84 e a P-85 irão, respectivamente, para Búzios, Atapu e Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos.
Segundo a Petrobras, construir em série reduz custos, dá ganhos de produtividade nos estaleiros e mais confiabilidade aos sistemas. A empresa diz ainda que a série reduz o risco do projeto e acelera o desenvolvimento do campo.
O que ainda falta para a P-80 começar a produzir?
A unidade ainda precisa chegar ao campo de Búzios, no pré-sal. Segundo a Petrobras, ela e a P-82 devem começar a produzir em 2027.
Até lá, os 225 mil barris de petróleo e os 12 milhões de m³ de gás diários são só capacidade.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

