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BNDES aprova R$ 575,3 milhões para ampliar usina de etanol de milho em Mato Grosso e elevar capacidade para 400 milhões de litros
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 06/10/2026 às 19:54
Atualizado em 06/10/2026 às 19:55
Agronegócio
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Projeto da ALD Bioenergia prevê elevar o processamento para 900 mil toneladas anuais e gerar cerca de 400 empregos indiretos durante a implantação
O BNDES aprovou apoio financeiro de R$ 575,3 milhões para ampliar a usina de etanol de milho da ALD Bioenergia Deciolândia, em Nova Marilândia, no Médio-Norte de Mato Grosso. A expansão pretende aumentar a capacidade industrial e ampliar a participação da empresa na cadeia de biocombustíveis.
Segundo a Agência BNDES de Notícias, em publicação de 16 de abril de 2026, o projeto prevê elevar a capacidade de produção de 150 milhões para até 400 milhões de litros de etanol por ano. Além disso, a empresa planeja aumentar o processamento de milho de 335 mil para 900 mil toneladas anuais.
Financiamento reúne recursos para expansão e equipamentos
O apoio reúne R$ 359,5 milhões em financiamento pelo Finem e pelo Fundo Clima, além de R$ 215,8 milhões em limite de crédito pela linha BNDES Máquinas e Serviços.
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Essa segunda parcela atenderá principalmente à aquisição de equipamentos. Assim, a estrutura financeira combina recursos para a expansão industrial com crédito destinado à ampliação da infraestrutura produtiva.
A aprovação do apoio marca uma etapa do projeto. Entretanto, o anúncio não significa que a usina já opera com toda a capacidade prevista.
Usina poderá produzir 250 milhões de litros adicionais
A diferença entre a capacidade atual e a projetada corresponde a 250 milhões de litros adicionais de etanol por ano. Em termos proporcionais, a expansão representa um aumento de aproximadamente 167%, conforme cálculo sobre os números divulgados.
Portanto, a unidade poderá alcançar cerca de 2,7 vezes sua capacidade anterior. O resultado dependerá da implantação do projeto e da operação da estrutura ampliada.
Além do combustível, o plano prevê aumentar a produção de óleo de milho e grãos secos de destilaria, conhecidos como DDGs. Dessa forma, a expansão também alcança outros produtos da unidade.
Empresa prevê empregos durante as obras e na operação
De acordo com Marco Orozimbo, CEO da ALD Bioenergia, os investimentos devem gerar cerca de 400 empregos indiretos durante a implantação.
Após as obras, a previsão é ampliar o quadro próprio de 188 para 275 funcionários, o equivalente a 87 postos adicionais. Paralelamente, a empresa espera elevar de 50 para 100 o número de trabalhadores indiretos na operação.
As projeções se referem a fases diferentes. Por isso, os empregos temporários da implantação e os postos previstos para a operação não representam uma única oferta de contratação.
Ainda assim, o aumento das equipes indica que os projetos de expansão industrial podem movimentar tanto a execução das obras quanto as atividades permanentes da usina.
União de produtores rurais deu origem à ALD Bioenergia
A ALD Bioenergia Deciolândia nasceu da união de 24 produtores rurais, como extensão da Cooperativa Agroindustrial Deciolândia, a Cooad, localizada na região de Diamantino.
A empresa iniciou suas operações industriais em 2021. Agora, a ampliação representa uma nova etapa de desenvolvimento para uma operação que conecta a produção agrícola ao processamento industrial.
Nesse modelo, os produtores participam de uma atividade que transforma o grão em produtos com diferentes mercados, ampliando a atuação para além da comercialização da matéria-prima.
Fundo Clima apoia investimentos ligados à agenda ambiental
O BNDES informa que o Fundo Clima apoia empreendimentos, aquisição de equipamentos e desenvolvimento de tecnologia relacionados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação às mudanças climáticas.
Nesse contexto, o banco apresenta a expansão da ALD como parte de sua atuação em energia renovável. Contudo, o comunicado não quantifica a redução de emissões específica do empreendimento.
O anúncio também não informa uma data de conclusão das obras. Assim, os volumes apresentados representam metas de capacidade, enquanto a implantação determinará quando a empresa poderá alcançá-las.
Fonte
Agência BNDES
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

