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Nova FSRU gigante com capacidade para enviar até 1 bilhão de pés cúbicos de gás por dia, três modos de regaseificação e arquitetura modular recebe aprovação da Lloyd’s Register
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 08/10/2026 às 14:58
Setor Offshore
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FSRU da GasEntec recebe aprovação da Lloyd’s Register e poderá enviar até 1 bilhão de pés cúbicos de gás por dia com três modos de regaseificação.
Um projeto de unidade flutuante de armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito (FSRU), desenvolvido pela GasEntec para enviar até 1 bilhão de pés cúbicos de gás por dia, recebeu aprovação em princípio da sociedade de classificação britânica Lloyd’s Register (LR). A unidade foi concebida com uma estrutura modular e um sistema capaz de operar em três modos de regaseificação, permitindo adaptar o projeto a diferentes condições ambientais e necessidades operacionais.
A aprovação foi apresentada em 14 de setembro de 2026, durante a Gastech, em Bangcoc, na Tailândia, conforme informou a Pipeline & Gas Journal. Em comunicado publicado em 6 de outubro, a Lloyd’s Register classificou o conceito entre os projetos de FSRU de maior capacidade atualmente em desenvolvimento.
FSRU poderá operar com três sistemas de regaseificação
A flexibilidade operacional está entre as características do projeto desenvolvido pela GasEntec. Em vez de depender de uma única configuração, a unidade foi concebida para trabalhar com diferentes modos de regaseificação, permitindo selecionar soluções adequadas às condições de cada instalação.
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De acordo com a Lloyd’s Register, o sistema admite três modalidades:
- Circuito aberto: configuração de regaseificação que utiliza água do ambiente externo para fornecer calor ao processo;
- Circuito fechado: sistema que trabalha com um fluido térmico em circulação, sem depender da troca contínua de água com o ambiente externo;
- Modo combinado: configuração que reúne características dos dois circuitos para atender a diferentes necessidades operacionais.
A possibilidade de empregar essas configurações foi considerada na avaliação técnica do conceito. A documentação divulgada não especifica, porém, se a mudança entre os modos poderá acontecer sem interrupção das operações.
José Navarro, diretor global de Tecnologia de Gás da Lloyd’s Register, destacou que os projetos de importação de GNL precisam manter a confiabilidade em diferentes condições climáticas, meteorológicas e regulatórias.
Na avaliação do executivo, a combinação de elevada capacidade de envio com flexibilidade operacional pode ajudar a enfrentar desafios associados ao desenvolvimento de futuras unidades flutuantes de regaseificação.
Arquitetura modular permite adaptar pressão e capacidade da FSRU
A proposta da GasEntec também prevê uma plataforma modular que pode receber configurações diferentes de acordo com as exigências de cada empreendimento. O conceito não fica restrito a uma única combinação de pressão, capacidade de envio e condições de operação.
Segundo informações publicadas pela Pipeline & Gas Journal, a empresa desenvolveu a tecnologia proprietária RegasTainer, que permite utilizar o sistema modular de regaseificação em configurações alternativas, atendendo a diferentes necessidades de capacidade.
TG Kim, co-diretor de Operações da GasEntec, explicou que a estrutura comum permite desenvolver soluções específicas para cada projeto. Segundo o executivo, essa abordagem busca tornar a engenharia mais eficiente e reduzir o tempo necessário para colocar novas instalações em operação.
Kim também relacionou a proposta ao crescimento da demanda mundial por energia, mencionando a expansão das redes elétricas e o aumento do consumo associado aos centros de processamento de dados utilizados em inteligência artificial.
Para o executivo, a questão não envolve apenas a disponibilidade de gás natural, mas também a capacidade de transportá-lo e disponibilizá-lo de maneira rápida e confiável nos locais onde existe demanda.
Aprovação técnica permite avançar projeto de uma das maiores FSRUs em desenvolvimento
A capacidade máxima prevista coloca o conceito da GasEntec entre os maiores projetos de FSRU em desenvolvimento, considerando o volume de gás que poderá ser enviado diariamente.
Segundo a Lloyd’s Register, caso seja construída e entregue com as características previstas, a unidade estará entre as maiores FSRUs do mundo em capacidade de envio.
O reconhecimento concedido à GasEntec é uma aprovação em princípio (Approval in Principle — AiP). Nessa etapa, a sociedade classificadora realiza uma avaliação independente dos fundamentos técnicos e de segurança do conceito, antes que ele avance para fases posteriores de desenvolvimento.
A aprovação não significa que a unidade esteja construída ou autorizada definitivamente a operar. O projeto ainda precisará passar pelas etapas técnicas e regulatórias aplicáveis antes de uma eventual entrada em serviço.
A GasEntec informou que pretende utilizar sua primeira aprovação em princípio concedida pela Lloyd’s Register para avançar o desenvolvimento da FSRU e apoiar projetos de proprietários e desenvolvedores interessados nesse tipo de infraestrutura.
Sean Van der Post, diretor global de Negócios Offshore da LR, afirmou que os novos projetos de unidades flutuantes de regaseificação precisam considerar outros aspectos além da capacidade. Entre eles estão a adaptação às condições de operação, a flexibilidade e a resiliência durante a vida útil dos equipamentos.
Segundo o executivo, a avaliação independente de tecnologias ainda em fase de concepção ajuda investidores, operadores e desenvolvedores a analisar os projetos antes de avançarem para sua implantação.
Lloyd’s Register também atua na conversão de navio de GNL em unidade de armazenamento
Além da avaliação do projeto da GasEntec, a Lloyd’s Register participa de outra iniciativa ligada à infraestrutura flutuante de gás natural, desta vez envolvendo a conversão de um transportador de GNL em uma unidade destinada exclusivamente ao armazenamento.
Conforme comunicado publicado pela Lloyd’s Register em 19 de agosto de 2026, a instituição presta serviços de classificação e garantia técnica para a transformação do antigo navio LNG Bayelsa, temporariamente denominado FSU LNG Cap Lopez.
O projeto é destinado à Dixstone Lower Gulf FZCO, empresa irmã da Perenco, e está sendo executado no estaleiro Drydocks World Dubai. A unidade convertida será utilizada em um empreendimento de gás natural no Gabão, na África.
Os trabalhos incluem intervenções estruturais, instalação de novas tubulações, incorporação de um módulo para tratamento do gás evaporado do GNL e medidas destinadas a prolongar a vida útil da embarcação.
De acordo com a Offshore Energy, a previsão divulgada é que a FSU LNG Cap Lopez deixe o estaleiro no terceiro trimestre de 2027.
Fonte
Offshore Energy
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

