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Paraná reúne mais de R$ 1 bilhão em projetos de biometano e quer levar gás renovável à indústria e ao transporte
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 13/10/2026 às 13:52
Biocombustíveis Renováveis
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Paraná reuniu empresas e instituições para discutir produção, distribuição e consumo de biometano; projetos apresentados somam mais de R$ 1 bilhão.
O avanço do biometano no Paraná depende de uma ligação entre os projetos que pretendem produzir o combustível e as empresas interessadas em utilizá-lo. Essa aproximação motivou a 7ª Reunião do Comitê de Biogás e Biometano do estado, realizada em 6 de outubro de 2026, na sede da Secretaria de Estado do Planejamento (SEPL), com a participação de representantes do setor produtivo e de instituições ligadas à energia.
Organizado pela Superintendência-Geral de Gestão Energética do Paraná (Supen), o encontro abordou as necessidades da indústria e do transporte de cargas. A discussão ocorreu em meio a uma carteira de projetos que, considerando as iniciativas apresentadas nas duas últimas reuniões do comitê, reúne mais de R$ 1 bilhão em investimentos previstos para produção de biometano e infraestrutura de distribuição de gás canalizado.
Resíduos da agroindústria entram na discussão sobre o futuro do biometano
A possibilidade de aproveitar materiais gerados pela atividade agroindustrial foi um dos aspectos destacados pela Supen. Dejetos e biomassa, normalmente associados a questões sanitárias e ambientais, foram apontados como recursos que podem ser transformados em combustível, criando outra possibilidade de utilização para esses resíduos.
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O superintendente de Gestão Energética do Paraná, Sandro Vieira, relacionou esse aproveitamento ao crescimento da agroindústria e de outras atividades econômicas estaduais. Na avaliação dele, converter esses materiais em biometano de maior valor agregado e com características de descarbonização representa uma oportunidade para o desenvolvimento do setor energético paranaense.
Entretanto, a discussão não envolveu somente o aproveitamento das matérias-primas. Também foi necessário ouvir empresas que possuem necessidades distintas de consumo, considerando a utilização do combustível em atividades industriais e no transporte rodoviário de cargas.
Indústrias e transportadora apresentam necessidades para ampliar o consumo
Representantes de três empresas participaram da reunião para compartilhar experiências, necessidades e dificuldades relacionadas à ampliação do uso do biometano. As contribuições permitiram incluir no debate perspectivas de diferentes segmentos econômicos, sem restringir a discussão aos projetos de produção.
Entre as empresas que participaram pelo lado da demanda estavam:
- AESA: empresa localizada em Cambé, no norte do Paraná;
- CRJ Logística: companhia de Toledo, no oeste paranaense;
- Renault Geely do Brasil: empresa instalada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
A presença dessas organizações permitiu à Supen reunir informações sobre as necessidades de quem pode utilizar o combustível em suas atividades. O diálogo também procurou aproximar essas demandas das iniciativas voltadas ao fornecimento de biometano no estado.
Para Sandro Vieira, o contato entre produtores e consumidores contribui para ampliar as possibilidades de utilização dessa fonte energética pelo setor produtivo paranaense. A proposta do comitê é manter essas diferentes perspectivas dentro das discussões sobre o desenvolvimento do mercado.
Investimentos previstos abrangem produção e distribuição de gás
Os valores apresentados ao comitê mostram que a expansão do biometano envolve mais de uma etapa da cadeia energética. Além dos empreendimentos destinados à obtenção do combustível, existem iniciativas relacionadas à infraestrutura necessária para distribuir gás canalizado.
A soma dos investimentos previstos ultrapassa R$ 1 bilhão, mas esse montante não corresponde exclusivamente aos projetos discutidos em 6 de outubro. O cálculo considera as iniciativas apresentadas na sétima reunião e também aquelas expostas no encontro anterior.
Thiago Olinda, coordenador de Gás Natural, Biocombustíveis e Hidrogênio Renovável da Supen, avaliou que o volume financeiro demonstra o potencial do Paraná nesse segmento. Ele também destacou a importância de relacionar os projetos de produção e distribuição às necessidades das empresas consumidoras.
Dessa forma, o planejamento discutido pelo comitê considera tanto os empreendimentos voltados à oferta do combustível quanto a infraestrutura que deverá atender aos diferentes perfis de demanda. Os valores divulgados representam investimentos projetados, e não recursos cuja aplicação já tenha sido concluída.
Certificados de origem e articulação institucional também entram na pauta
Além dos empreendimentos e das necessidades dos consumidores, a reunião abriu espaço para questões relacionadas à organização do mercado. A Block-C contribuiu com informações práticas sobre os Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs), acrescentando essa dimensão às discussões do comitê.
Outra participação foi a de Josiani Napolitano, presidente da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás). Ela apresentou um conjunto de ações voltadas a superar obstáculos que dificultam o aproveitamento do potencial do combustível no Paraná.
A programação também contou com outros integrantes da Supen. Segundo Thiago Olinda, a superintendência mantém um trabalho de articulação entre instituições, empresas e políticas públicas para favorecer a transformação das oportunidades identificadas em projetos e investimentos.
Fonte
Governo do Estado Paraná
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

