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Brasil amplia presença entre cientistas mais influentes do mundo e alcança 1.510 representantes; crescimento de 3,4% ante a edição anterior reforça avanço da participação brasileira
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 19/10/2026 às 09:42
Atualizado em 19/10/2026 às 09:45
Ciência e Tecnologia
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Fotos: USP Imagens
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A edição mais recente da base internacional de indicadores padronizados de citações reúne 1.510 pesquisadores ligados ao Brasil na avaliação de impacto anual, ante 1.461 na edição anterior. A USP mantém a liderança entre as instituições brasileiras, com 284 nomes.
O Brasil ampliou sua presença na lista internacional que reúne pesquisadores de maior impacto científico e passou de 1.461 para 1.510 perfis na avaliação anual divulgada em outubro de 2026. O crescimento foi de aproximadamente 3,4% em relação à edição anterior.
Os dados fazem parte da 9ª edição da base Updated science-wide author databases of standardized citation indicators, elaborada anualmente pelo pesquisador John P. A. Ioannidis, da Universidade Stanford. A versão atual foi publicada em 7 de outubro e considera, na tabela anual, as citações recebidas ao longo de 2025.
A Universidade de São Paulo (USP) permanece como a instituição brasileira com maior número de pesquisadores nessa relação: são 284 nomes, equivalentes a 18,8% do total brasileiro identificado na lista anual.
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Brasil passou de 1.461 para 1.510 pesquisadores
O avanço brasileiro aparece na comparação direta entre as duas edições.
Na anterior, o país tinha 1.461 pesquisadores na lista de impacto anual. Agora são 1.510.
A diferença é de 49 perfis, o que representa crescimento aproximado de 3,4%.
O levantamento não deve ser interpretado como uma classificação simples de “melhores cientistas do mundo”. A base utiliza indicadores de impacto científico construídos principalmente a partir de citações, padrões de autoria e posição dos pesquisadores nos artigos.
USP concentra 18,8% dos brasileiros da lista
Com 284 pesquisadores, a USP lidera entre as instituições do país.
Esse total corresponde a 18,8% dos 1.510 perfis brasileiros presentes na avaliação anual.
A diferença para as demais universidades é significativa.
A Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, aparece na sequência, com 105 pesquisadores.
A Universidade Estadual Paulista, a Unesp, tem 87.
Universidades estaduais paulistas somam 476 nomes
Somadas, USP, Unicamp e Unesp reúnem 476 pesquisadores.
O número corresponde a 31,5% do total nacional na lista anual.
Isso significa que praticamente um em cada três pesquisadores brasileiros identificados pelo levantamento está vinculado a uma das três universidades estaduais paulistas.
A concentração mostra o peso dessas instituições na produção científica de impacto medida pelos critérios utilizados na base.
UFMG aparece com 64 pesquisadores
Depois das três universidades estaduais de São Paulo, surge a Universidade Federal de Minas Gerais.
A UFMG tem 64 pesquisadores incluídos na avaliação anual.
Logo atrás aparecem a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
UFRGS e UFRJ contam com 63 pesquisadores cada.
Fiocruz e Unifesp têm 35 nomes cada
A Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade Federal de São Paulo aparecem com 35 pesquisadores cada.
A presença dessas instituições ajuda a mostrar que a lista brasileira não está concentrada apenas em universidades generalistas.
Centros com forte atuação em saúde e pesquisa biomédica também aparecem entre os principais representantes nacionais.
Medicina Clínica concentra maior grupo da USP
Dentro da USP, a área com maior número de pesquisadores na avaliação anual é Medicina Clínica.
São 129 dos 284 nomes da universidade.
A diferença em relação às demais áreas é grande.
Biologia aparece em seguida, com 26 pesquisadores.
Química reúne 25.
Agricultura, Pesca e Florestas tem 24, enquanto Pesquisa Biomédica soma 21.
Odontologia lidera entre subáreas específicas da USP
Quando o levantamento é dividido em subáreas, a maior concentração da USP está em Odontologia, com 19 pesquisadores.
Sistema Cardiovascular e Hematologia aparece depois, com 13.
Química Analítica reúne 11.
Psiquiatria, Neurologia e Neurocirurgia, assim como Agronomia e Agricultura, têm nove pesquisadores cada.
Imunologia soma oito.
Química Medicinal e Biomolecular, Entomologia e Biotecnologia aparecem com sete nomes cada.
Lista anual considera citações recebidas em 2025
Os dados da principal tabela citada pela USP se referem especificamente ao impacto medido ao longo de 2025.
A edição atual utilizou perfis da plataforma Scopus capturados em 1º de agosto de 2026.
Na avaliação anual, entram as citações recebidas exclusivamente durante 2025.
Isso diferencia essa tabela de outra relação publicada pelo mesmo levantamento, que mede o impacto acumulado ao longo de toda a carreira científica.
Brasil tem 1.304 nomes na lista de carreira
Na segunda tabela, voltada ao impacto acumulado até o fim de 2025, aparecem 1.304 pesquisadores brasileiros.
Nesse recorte, a USP também lidera.
São 267 pesquisadores da universidade, equivalentes a 20,5% do total nacional nessa lista.
O número é menor que os 284 da avaliação anual porque os critérios e períodos considerados são diferentes.
USP tem 397 pesquisadores distintos nas duas listas
Há uma sobreposição entre as duas tabelas.
Dos pesquisadores da USP, 154 aparecem tanto na lista anual quanto na lista de carreira.
Quando os nomes são somados sem duplicação, a universidade reúne 397 pesquisadores distintos reconhecidos nesta edição.
Esse número não deve ser confundido com os 284 da tabela anual ou com os 267 da avaliação de carreira.
Cada total responde a um recorte diferente.
Unicamp aparece novamente em segundo lugar na lista histórica
Na avaliação de impacto acumulado ao longo da carreira, a Unicamp aparece com 99 pesquisadores.
A UFRJ vem em seguida, com 74.
A Unesp registra 60.
A UFRGS tem 56.
A UFMG aparece com 54.
A Fiocruz soma 43, enquanto a Unifesp tem 34.
Energia lidera subáreas da USP na avaliação de carreira
O perfil das áreas muda quando o recorte deixa de ser anual e passa a considerar toda a carreira.
Na USP, a subárea com maior número de representantes nessa tabela histórica é Energia, com 19 pesquisadores.
Odontologia aparece com 14.
Química Analítica reúne 12.
Biotecnologia tem 11.
Essa diferença mostra como a composição da produção científica pode variar conforme o período analisado.
Ranking usa c-score em vez de contar apenas publicações
O principal indicador utilizado na seleção é o chamado c-score.
A proposta é medir impacto científico a partir das citações recebidas, e não simplesmente pelo número bruto de artigos publicados.
O cálculo também considera aspectos relacionados à autoria.
Entre eles estão o padrão de coautoria e a posição ocupada pelo pesquisador nos trabalhos científicos.
Posição do pesquisador no artigo entra no cálculo
A base diferencia situações como autor único, primeiro autor e último autor.
Essas posições podem ter significados distintos dependendo da área científica e da organização do trabalho.
O objetivo é evitar que a contagem simples de citações seja o único elemento usado para medir impacto.
O indicador composto tenta ajustar essas diferenças dentro de um modelo padronizado.
Seleção inclui 100 mil maiores pontuações e top 2%
A metodologia estabelece mais de uma porta de entrada para a lista.
São considerados pesquisadores entre os 100 mil com maiores pontuações no indicador composto.
Também entram classificações feitas com e sem autocitações.
Além disso, podem ser incluídos pesquisadores que estejam entre os 2% mais bem colocados em sua subárea científica.
Base divide ciência em 20 áreas e 174 subáreas
O levantamento organiza os pesquisadores em 20 grandes áreas do conhecimento.
Dentro delas existem 174 subáreas.
Essa divisão permite comparar pesquisadores dentro de campos mais próximos entre si.
Ela também reduz parte da distorção que surgiria ao comparar diretamente áreas com padrões de publicação e citação muito diferentes.
Citação é indicador de impacto, não medida absoluta de qualidade
A presença na lista está relacionada ao impacto científico medido pelos critérios da base.
Isso não significa que um pesquisador ausente tenha trabalho de baixa qualidade.
Também não significa que as citações representem sozinhas toda a relevância de uma carreira científica.
Os próprios indicadores utilizados procuram corrigir algumas limitações das métricas brutas, mas continuam sendo instrumentos quantitativos.
Crescimento brasileiro aparece em número absoluto de pesquisadores
O dado mais direto sobre o Brasil é o aumento do número de representantes.
Foram 49 perfis adicionais na comparação com a edição anterior.
O país saiu de 1.461 para 1.510 pesquisadores na lista anual.
A fonte fornecida não apresenta uma posição global do Brasil entre países.
Por isso, o avanço pode ser afirmado em termos de quantidade e crescimento percentual, mas não permite concluir sobre mudança ou manutenção de colocação em um ranking internacional por nações.
USP segue como principal instituição brasileira na base
Mesmo com o crescimento do conjunto brasileiro, a distribuição interna mantém a USP com ampla liderança.
Os 284 pesquisadores representam quase um quinto de todos os nomes ligados ao Brasil na avaliação anual.
Unicamp e Unesp aparecem na sequência, reforçando a forte presença das universidades públicas paulistas.
As três, juntas, respondem por 31,5% do total nacional.
Levantamento divulgado em outubro atualiza impacto científico de 2025
A edição atual foi publicada em 7 de outubro de 2026, mas os indicadores anuais se referem às citações registradas em 2025.
Essa diferença temporal é importante.
O levantamento divulgado em 2026 não mede necessariamente a produção realizada ao longo de 2026.
Ele atualiza a base com dados capturados no ano atual, mas avalia o impacto de citações do ano anterior e, na tabela de carreira, o histórico acumulado até o fim de 2025.
Com 1.510 pesquisadores na avaliação anual, contra 1.461 anteriormente, o Brasil ampliou sua representação em aproximadamente 3,4%, enquanto a USP manteve a liderança nacional com 284 nomes.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

