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QatarEnergy fecha compra de 4 milhões de toneladas anuais de gás dos EUA até 2054
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 23/10/2026 às 16:51
Atualizado em 23/10/2026 às 16:52
Petróleo e Gás
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Contratos entre Cheniere e QatarEnergy preveem fornecimento de 4 milhões de toneladas anuais de GNL até 2054, com entregas na próxima década e parte do volume condicionada à aprovação da expansão do terminal Sabine Pass.
A Cheniere anunciou contratos para vender gás natural liquefeito, o GNL, à QatarEnergy, com entregas previstas para o início da década de 2030. Parte do fornecimento depende da aprovação de um investimento em expansão.
Segundo o comunicado da Cheniere, divulgado em 22 de outubro de 2026, os acordos somam 4 milhões de toneladas anuais.
As subsidiárias Sabine Pass Liquefaction e Corpus Christi Liquefaction fornecerão metade desse volume cada uma.
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Preço seguirá referência Henry Hub
Os contratos preveem compras na modalidade FOB. O preço será vinculado à referência Henry Hub, acrescido de uma taxa fixa. As entregas devem continuar até o fim de 2054.
Do total contratado com Sabine Pass, 1 milhão de toneladas por ano está condicionado à decisão final positiva de investimento na primeira fase da expansão do terminal. Esse volume corresponde a um quarto do fornecimento.
Sabine Pass prepara nova etapa
Na página sobre Sabine Pass, a empresa informa que a instalação, em Louisiana, opera seis unidades de liquefação. A capacidade nominal conjunta é de aproximadamente 30 milhões de toneladas anuais.
A primeira fase da expansão prevê uma nova unidade, chamada Train 7, além de equipamentos para reliquefazer gás evaporado. A estrutura será conectada aos tanques de armazenamento e às instalações de carregamento existentes.
Uma segunda fase contempla outras duas unidades de liquefação, Train 8 e Train 9. Também estão previstas adaptações para permitir o carregamento simultâneo de GNL em dois dos três berços do terminal.
Bechtel recebeu autorização limitada
Em maio de 2026, foi firmado com a Bechtel o contrato de engenharia, compras e construção da primeira fase. A contratada recebeu autorização limitada para iniciar trabalhos preliminares de engenharia e aquisição de equipamentos.
O desenvolvimento da expansão ainda depende das aprovações e licenças regulatórias, além de condições comerciais e financeiras suficientes para permitir a decisão final de investimento.
Como o gás chega aos navios
Na explicação técnica da Cheniere, o gás natural é resfriado até 162 graus Celsius negativos para virar líquido. O processo reduz seu volume em aproximadamente 600 vezes e permite o transporte marítimo.
Antes do resfriamento, o gás passa por tratamento para remover contaminantes. Depois, o GNL segue para tanques isolados e é transferido para navios preparados para manter a carga fria.
No destino, o combustível volta ao estado gasoso e pode seguir por gasodutos para residências e empresas.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

