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Trump retira tarifas de 50% sobre produtos agrícolas do Canadá, libera máquinas, equipamentos de refrigeração e embalagens a partir de 30 de outubro, mas mantém cobranças sobre outras mercadorias
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 24/10/2026 às 01:44
Atualizado em 24/10/2026 às 02:00
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Decisão da Casa Branca atende à pressão de agricultores norte-americanos, altera regras de importação e mantém parte das restrições comerciais entre os dois países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, uma medida que retira tarifas adicionais de 50% sobre determinados produtos importados do Canadá. A decisão beneficia principalmente agricultores e empresas norte-americanas que dependem de máquinas, equipamentos de refrigeração e materiais de embalagem fornecidos pelo país vizinho. As novas regras entram em vigor em 30 de outubro.
A mudança ocorre após pressões de representantes do setor produtivo e políticos de estados próximos à fronteira canadense. Embora a revisão elimine sobretaxas sobre determinados insumos agrícolas, a disputa comercial entre Estados Unidos e Canadá continua. A medida também acrescenta outras mercadorias à lista de produtos sujeitos às cobranças, mantendo parte das restrições adotadas pelo governo norte-americano.
Máquinas agrícolas e materiais de embalagem canadenses deixam de enfrentar sobretaxas de 50% nos Estados Unidos
A revisão assinada por Donald Trump modifica a relação de mercadorias canadenses sujeitas às tarifas adicionais de importação. Entre os produtos contemplados estão máquinas agrícolas específicas, equipamentos de refrigeração, chapas de madeira compensada e determinados produtos de papel. A decisão também alcança caixas e materiais utilizados na embalagem e no transporte de mercadorias.
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Esses itens fazem parte das operações de agricultores e empresas norte-americanas que utilizam fornecedores canadenses. Com a retirada das sobretaxas, os importadores deixam de enfrentar a cobrança adicional de 50% sobre os produtos incluídos nas isenções, o que poderá reduzir despesas relacionadas à aquisição desses materiais.
A medida também contempla insumos utilizados por produtores de frutas e outros segmentos agrícolas. A dependência de equipamentos e embalagens importados tornou essas atividades especialmente sensíveis ao aumento dos custos provocado pelas restrições comerciais.
Agricultores do Maine que produzem mirtilo, batata, maçã e algas marinhas estão entre os beneficiados
A senadora republicana Susan Collins, representante do Maine, afirmou que a revisão deve beneficiar produtores de mirtilo, batata, maçã e algas marinhas. Segundo a parlamentar, muitos agricultores do estado dependem de equipamentos e materiais de embalagem fabricados no Canadá para manter suas atividades.
Parte desses produtos não possui alternativas disponíveis no mercado doméstico norte-americano. Em outras situações, a substituição dos fornecedores canadenses representaria despesas mais elevadas para os produtores, tornando a manutenção das tarifas um problema para o setor.
A pressão pela revisão ganhou força entre representantes da agricultura e políticos de estados próximos à fronteira. O aumento dos custos de importação havia provocado reclamações de empresas dependentes de máquinas, embalagens e outros materiais fornecidos pelo Canadá.
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Governo Trump também inclui válvulas, carpetes e resíduos na lista de produtos sujeitos às tarifas comerciais
A retirada das sobretaxas sobre determinados produtos agrícolas não representa uma suspensão geral das restrições comerciais. A proclamação assinada por Trump também acrescenta determinadas válvulas, carpetes e resíduos à relação de mercadorias sujeitas às tarifas norte-americanas.
As alterações fazem parte da revisão das medidas comerciais adotadas em julho e setembro de 2026. O governo dos Estados Unidos fundamenta essas cobranças na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, utilizada pela administração norte-americana para responder ao que considera práticas discriminatórias do Canadá contra seu comércio.
A mudança estabelece tratamentos diferentes para os produtos canadenses abrangidos pelas medidas. Enquanto determinados equipamentos e materiais deixam de enfrentar as sobretaxas, outras mercadorias passam a integrar a lista de restrições, preservando parte da política tarifária adotada por Washington.
Fracasso das negociações comerciais ampliou as tensões entre Estados Unidos e Canadá em 2026
A disputa comercial entre os dois países se intensificou após o fracasso das negociações para um acordo. Em julho e setembro de 2026, o governo norte-americano adotou medidas tarifárias que passaram a integrar o conjunto de restrições aplicadas às mercadorias canadenses.
Em agosto, os Estados Unidos implementaram tarifas adicionais de 50% sobre determinados produtos importados do Canadá. O governo canadense também anunciou cobranças sobre mercadorias norte-americanas, ampliando as divergências comerciais entre Washington e Ottawa.
O impacto das restrições sobre empresas dependentes de fornecedores estrangeiros aumentou a pressão por mudanças. Agricultores norte-americanos passaram a enfrentar custos adicionais na aquisição de equipamentos e materiais, situação que motivou os pedidos de revisão apresentados ao governo Trump.
Novas regras entram em vigor em 30 de outubro sem encerrar a disputa tarifária entre os países
As alterações anunciadas pela Casa Branca entram em vigor em 30 de outubro de 2026. A partir dessa data, os produtos contemplados pelas isenções deixam de enfrentar as sobretaxas adicionais previstas nas medidas revisadas pelo governo norte-americano.
A decisão modifica a relação de mercadorias sujeitas às cobranças, mas não elimina todas as tarifas aplicadas ao Canadá. Determinados produtos agrícolas e materiais de embalagem passam a receber tratamento diferente, enquanto outras categorias continuam submetidas às restrições comerciais.
Estados Unidos e Canadá permanecem sem um acordo comercial abrangente para resolver as divergências mencionadas. A revisão assinada por Donald Trump atende a demandas específicas de agricultores e importadores norte-americanos, mas mantém em vigor parte das medidas que alimentam a disputa comercial entre os dois países.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

