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Mineração no Pará ganha relatório ESG com mais de 40 indicadores que abrangem 90% da produção mineral
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 26/10/2026 às 20:29
Atualizado em 26/10/2026 às 20:40
Mineração
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Mineração no Pará ganha relatório ESG com mais de 40 indicadores sobre água, energia e restauração florestal, abrangendo 90% da produção mineral.
O Governo do Pará e o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) apresentaram, em 20 de outubro de 2026, um levantamento com mais de 40 indicadores socioambientais que abrangem 90% da produção mineral paraense. Lançado em Belém, o Relatório ESG Setorial pretende ampliar o acesso público a informações sobre os impactos ambientais da mineração no Pará e permitir que a população acompanhe a evolução do setor.
A iniciativa foi desenvolvida a partir dos compromissos estabelecidos na Carta Santarém, com participação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas). A proposta é reunir informações que possam ser consultadas ao longo dos anos, criando referências para avaliar aspectos da atividade mineral relacionados à sustentabilidade.
Dados da mineração no Pará poderão ser acompanhados pela população
O consumo de água, as iniciativas de recuperação de áreas florestais e a composição das fontes de energia utilizadas pelo setor estão entre os temas contemplados pelo levantamento. A reunião desses registros deverá facilitar a comparação dos resultados apresentados pelas empresas em diferentes períodos.
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Para Rodolpho Zahluth, secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, tornar essas informações acessíveis é uma maneira de permitir que a sociedade participe mais ativamente da fiscalização das atividades minerais.
O representante da secretaria também considera importante distinguir as operações que cumprem as exigências ambientais daquelas realizadas de maneira irregular ou ilegal. Nesse processo, a divulgação de informações verificáveis ajudaria a tornar mais visíveis as diferenças entre essas práticas.
Com indicadores referentes à maior parte da produção mineral do estado, o relatório poderá servir como instrumento de acompanhamento das mudanças registradas anualmente, sem restringir essas informações aos órgãos públicos e às próprias empresas.
Levantamento também será apresentado a investidores internacionais
Além da utilização dos indicadores no Pará, o Simineral pretende apresentar a iniciativa fora do Brasil. O presidente executivo da entidade, Emerson Rocha, informou que o trabalho será levado a um evento na Suíça, na semana seguinte ao lançamento.
A apresentação tem como objetivo mostrar ao público internacional e a potenciais investidores como o setor mineral paraense está organizando informações relacionadas à responsabilidade socioambiental.
Rocha classificou o levantamento como uma iniciativa inédita na Amazônia e destacou o esforço para transformar registros técnicos da atividade mineral em conteúdo acessível à população.
O dirigente também informou que o documento será disponibilizado no site do sindicato, permitindo a consulta às informações reunidas no trabalho.
Conservação da fauna e novas tecnologias entram na agenda ambiental
O acompanhamento realizado pela Semas não se limita à divulgação de indicadores. A secretaria também tem orientado medidas destinadas a reduzir os efeitos das operações minerais sobre o ambiente e as comunidades próximas.
Uma das iniciativas mencionadas envolve a criação de abelhas nativas, conhecida como meliponicultura. A atividade foi apontada pela pasta como uma alternativa capaz de contribuir para a recuperação da vegetação e, ao mesmo tempo, oferecer oportunidades de renda à população local.
O apoio a centros de conservação da fauna também integra as possibilidades de compensação ambiental defendidas pela secretaria, que busca direcionar essas ações para resultados relacionados às características de cada região.
No campo industrial, o órgão acompanha o desenvolvimento de soluções para melhorar a destinação de materiais provenientes da mineração. Entre elas está o aproveitamento de resíduos em atividades da construção civil, além de iniciativas envolvendo biomassa como fonte de energia.
Outra tecnologia citada é o empilhamento a seco de rejeitos, que permite armazenar esse material sem recorrer a barragens de rejeitos para essa finalidade. A alternativa faz parte das práticas acompanhadas pela Semas, mas sua menção não significa que tenha sido adotada por todas as empresas do setor.
Carta Santarém orienta compromissos de transparência ambiental
A elaboração do relatório representa uma etapa dos compromissos assumidos por meio da Carta Santarém, que aproximou o poder público e representantes da indústria mineral em torno da divulgação de informações socioambientais.
Na avaliação da Semas, esse trabalho também está relacionado ao aperfeiçoamento do licenciamento ambiental e ao incentivo a práticas que reduzam danos aos recursos naturais.
A secretaria defende que as medidas adotadas pelas empresas considerem os efeitos da atividade sobre os territórios onde estão instaladas, incluindo ações direcionadas à fauna, à vegetação e às comunidades.
A expectativa é que a divulgação periódica dos indicadores permita observar, nos próximos anos, quais compromissos ambientais avançaram e quais ainda exigem melhorias.
Fonte
Governo do Pará
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

