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Engenheiros movem viaduto de 4.750 toneladas sobre uma rodovia movimentada em apenas 9 horas, enquanto carros continuam passando por baixo da estrutura gigante
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 28/10/2026 às 11:49
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Engenheiros deslocam viaduto de 4.750 toneladas por 76 metros sobre rodovia britânica em 9 horas, sem interromper o tráfego principal.
Uma estrutura de aço com 4.750 toneladas começou a avançar lentamente sobre uma das rodovias mais movimentadas do Reino Unido, enquanto carros e caminhões continuavam passando por baixo. A operação ocorreu em 24 de outubro de 2026, perto de Birmingham, e exigiu máquinas hidráulicas capazes de movimentar um viaduto inteiro. Segundo a HS2, empresa responsável pelo projeto ferroviário britânico, os engenheiros deslocaram a estrutura por 76 metros durante nove horas de trabalho.
O procedimento permitiu concluir a instalação do segundo viaduto sobre a rodovia M6, sem fechar completamente o tráfego principal. A operação foi divulgada oficialmente em 26 de outubro de 2026.
Estrutura de 4.750 toneladas atravessou rodovia com veículos circulando
O deslocamento aconteceu próximo de Chelmsley Wood, na região de West Midlands, onde está sendo construída uma nova ferrovia de alta velocidade.
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A estrutura faz parte do projeto HS2, desenvolvido para ampliar a capacidade do transporte ferroviário britânico. Nesse trecho, os trilhos precisam atravessar a rodovia M6, que recebe grande movimentação de veículos.
Em vez de montar todo o viaduto diretamente sobre as pistas, os engenheiros construíram grandes partes da estrutura ao lado da rodovia e utilizaram equipamentos especiais para empurrá-las até a posição definitiva.
A operação final foi realizada no sábado, 24 de outubro. Enquanto o viaduto avançava acima das pistas principais, equipes acompanhavam o deslocamento para manter a segurança.
Máquinas hidráulicas movimentaram a estrutura por 76 metros
O trabalho foi executado por engenheiros da Balfour Beatty VINCI, empresa responsável por parte das obras da HS2.
Para movimentar o viaduto, foram utilizados equipamentos conhecidos como strand jacks. São macacos hidráulicos que puxam cabos de aço por meio de movimentos controlados.
Essas máquinas conseguem exercer forças elevadas e permitem deslocar estruturas pesadas de maneira gradual.
Durante a etapa final, o tabuleiro metálico avançou 76 metros. O trabalho levou nove horas, com velocidade média informada de aproximadamente 12 metros por hora.
O deslocamento ocorreu em etapas controladas, sem a necessidade de levantar toda a estrutura com grandes guindastes.
Viaduto de 320 metros foi montado em quatro grandes etapas
A ponte ferroviária possui aproximadamente 320 metros de comprimento e foi construída com vigas de aço apoiadas sobre pilares de concreto.
O método escolhido é conhecido como lançamento incremental. Nele, partes da estrutura são montadas em uma extremidade e empurradas progressivamente até atravessar o espaço desejado.
No caso do viaduto oeste, os engenheiros dividiram o lançamento em quatro etapas principais.
Em cada fase, novas seções metálicas eram acrescentadas à parte traseira. Depois, os equipamentos hidráulicos empurravam o conjunto para a frente.
Na última etapa, a estrutura já estava apoiada em pilares de concreto dos dois lados da rodovia, permitindo concluir a movimentação com o trânsito passando abaixo.
Duas pontes gigantes foram construídas com distância de apenas 10 centímetros
O projeto possui dois viadutos paralelos. Cada um foi desenvolvido para atender a um sentido do futuro tráfego ferroviário.
O primeiro tabuleiro, localizado no lado leste, teve sua instalação concluída em 2025. A segunda estrutura foi posicionada definitivamente em outubro de 2026.
Um detalhe chama a atenção: os dois viadutos estão separados por apenas 100 milímetros, equivalentes a 10 centímetros.
Essa proximidade exige cuidado durante a montagem. Os engenheiros precisam controlar o posicionamento das estruturas para garantir que cada uma ocupe o espaço previsto.
Os viadutos utilizam aço resistente às condições do tempo e pilares de concreto. O material metálico foi escolhido para suportar as cargas previstas no projeto ferroviário.
Construção usou aço especial que desenvolve proteção contra a corrosão
As estruturas foram fabricadas com um tipo de material conhecido como aço patinável. Esse aço desenvolve uma camada superficial de oxidação que, em condições ambientais adequadas, ajuda a proteger o metal contra o avanço da corrosão.
A aparência pode lembrar ferrugem, mas a camada protetora faz parte das características desse material. Seu uso é comum em pontes e outras estruturas de engenharia porque pode reduzir determinadas necessidades de manutenção.
No caso dos viadutos da HS2, as vigas metálicas trabalham em conjunto com pilares de concreto para sustentar o futuro sistema ferroviário.
A escolha dos materiais também considera a vida útil esperada da construção e as condições ambientais da região.
Rodovia M6 continuou aberta durante a operação final
Um dos maiores desafios era realizar a movimentação sem provocar uma paralisação prolongada na rodovia.
A M6 conecta importantes regiões do Reino Unido e recebe tráfego de veículos particulares e transporte de cargas.
Durante a operação final, as pistas principais permaneceram abertas. Entretanto, uma ligação entre as rodovias M42 e M6 foi fechada temporariamente para criar uma área de segurança.
Assista o vídeo
A medida permitiu manter os trabalhadores afastados do tráfego nas zonas de maior risco. A ligação foi reaberta às 21h de 24 de outubro, aproximadamente 25 horas antes do horário inicialmente previsto.
A operação de outubro não significa que a rodovia tenha permanecido aberta durante todas as etapas anteriores da construção. Outros trabalhos exigiram interrupções programadas.
Engenheiros enfrentaram ventos fortes durante as obras
O fim de semana da instalação foi marcado por condições meteorológicas difíceis em partes do Reino Unido.
Ventos fortes obrigaram a equipe responsável por outra frente de trabalho da HS2 a adiar a instalação de elementos de proteção do viaduto Water Orton, sobre a rodovia M42.
Essas estruturas de proteção são chamadas de parapeitos e ficam nas laterais das pontes.
O serviço adiado foi remarcado para o período entre 30 de outubro e 2 de novembro de 2026, com fechamentos rodoviários programados.
Apesar das dificuldades causadas pelo tempo, os engenheiros conseguiram concluir o lançamento do viaduto sobre a M6. A operação encerrou uma importante etapa de construção das estruturas ferroviárias naquela região. HS2
Ferrovia de alta velocidade passará sobre uma das principais rodovias britânicas
Os dois viadutos fazem parte da infraestrutura planejada para permitir a passagem dos trens de alta velocidade da HS2.
A estrutura leste foi projetada para receber trens em direção às futuras estações londrinas Old Oak Common e Euston.
O tabuleiro oeste atenderá o sentido de Birmingham, incluindo a estação Curzon Street. A obra foi planejada para integrar um corredor ferroviário destinado a melhorar as ligações entre grandes centros urbanos.
A conclusão estrutural dos viadutos não representa a abertura imediata da ferrovia.
Ainda será necessário executar serviços adicionais, preparar as ligações com os trechos vizinhos e instalar os sistemas necessários para a circulação ferroviária.
Próxima etapa terá estrutura para quatro linhas ferroviárias sobre outra rodovia
Depois da conclusão dos viadutos sobre a M6, o planejamento da HS2 prevê novas operações de engenharia na região.
Em 2027, uma das principais frentes de trabalho será uma estrutura chamada triple box, projetada para permitir a passagem de quatro vias ferroviárias sobre a rodovia M42, perto de Coleshill.
Esse tipo de construção envolve grandes peças de concreto e exige planejamento para reduzir as interferências no tráfego rodoviário.
A HS2 trabalha com a National Highways, órgão responsável por importantes rodovias britânicas, para organizar as futuras intervenções.
Os serviços precisam considerar os horários de circulação, as condições meteorológicas e as áreas de proteção necessárias durante a montagem.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

