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Transpetro projeta expansão da frota e novos negócios com programa de R$ 32 bilhões que prevê 96 embarcações até 2032
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 31/10/2026 às 14:33
Atualizado em 31/10/2026 às 14:34
Indústria Naval
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Transpetro planeja ampliar sua frota e conquistar novos clientes com o programa Mar Aberto, que prevê 96 embarcações e R$ 32 bilhões em investimentos.
A Transpetro pretende ampliar suas operações nos próximos quatro anos, com novas embarcações, modernização da frota e expansão dos serviços logísticos. A perspectiva foi apresentada pelo presidente da companhia, Sérgio Bacci, durante uma confraternização com trabalhadores, em declaração posteriormente divulgada nas redes sociais. Um dos principais instrumentos desse crescimento é o programa Mar Aberto, que prevê 96 embarcações até 2032 e investimentos estimados em R$ 32 bilhões na indústria naval brasileira.
As informações são do SINAVAL em 30 de outubro. A iniciativa integra os planos de renovação da frota do Sistema Petrobras, com encomendas distribuídas entre diferentes estaleiros. Parte das construções já está em andamento, enquanto a companhia busca ampliar sua capacidade de atendimento e conquistar clientes além das empresas do grupo.
Construção de barcaças e empurradores já movimenta estaleiros no Brasil
A renovação da frota da Transpetro envolve diferentes regiões do país. Em Manaus, no Amazonas, o Estaleiro Beconal executa a construção de 18 barcaças contratadas pela companhia. No Sul, o estaleiro Indústria Naval Catarinense (INC), localizado em Itajaí, em Santa Catarina, iniciou os trabalhos de outras 18 embarcações, destinadas à operação como empurradores.
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Os contratos fazem parte de uma carteira mais ampla, que também contempla navios para o transporte de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e derivados. A distribuição das encomendas por diferentes instalações industriais permite que as construções ocorram em mais de uma região do Brasil.
Outro destaque é a Ecovix, que possui aproximadamente US$ 1,1 bilhão em contratos relacionados a 13 embarcações do programa Mar Aberto. Desse conjunto, quatro são petroleiros da classe Handymax, contratados em parceria com o grupo Mac Laren, por meio do Consórcio Marenova.
Esses navios terão a construção realizada em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com conclusão prevista em Niterói, no Rio de Janeiro. A carteira da Ecovix também reúne quatro embarcações da classe MR1, de médio porte, e cinco gaseiros pressurizados, destinados ao transporte de GLP e derivados.
Encomendas na China e na Coreia do Sul também fazem parte da renovação
Embora uma parcela das construções esteja concentrada no Brasil, a Transpetro também recorreu a estaleiros asiáticos para atender às necessidades de sua frota.
Na China, o Zhoushan Dashenzhou Shipbuilding recebeu a encomenda de três gaseiros semirrefrigerados, cada um projetado para transportar até 10 mil metros cúbicos de GLP e derivados. Essas unidades integram o conjunto de oito gaseiros previsto na carteira atual de navios do Mar Aberto.
Já na Coreia do Sul, a Samsung Heavy Industries está construindo nove navios aliviadores equipados com sistemas de posicionamento dinâmico (DP). Essas embarcações fazem parte de outra contratação ligada à renovação da frota, distinta do conjunto de 16 navios atualmente relacionado à carteira da Transpetro no Mar Aberto.
A presença de contratos em diferentes países mostra como a renovação envolve mais de um tipo de embarcação e diversas estruturas de construção naval.
Programa Mar Aberto reúne encomendas e prevê 96 embarcações até 2032
O Mar Aberto foi estruturado para renovar e modernizar a frota do Sistema Petrobras. Ao todo, o planejamento contempla 20 navios de cabotagem, 18 empurradores, 40 embarcações de apoio marítimo, destinadas à construção e ao afretamento, e 18 barcaças.
Dentro desse programa, a carteira atual de encomendas da Transpetro reúne 16 navios, distribuídos entre quatro unidades MR1, oito gaseiros e quatro petroleiros Handymax. Além desses navios, estão contratadas as 18 barcaças e os 18 empurradores.
A companhia considera que um dos desafios para colocar essas contratações em prática foi desenvolver um modelo capaz de combinar concorrência entre fornecedores, segurança jurídica, mecanismos de governança e condições para executar os projetos.
O programa ganhou espaço após a retomada das encomendas de navios durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Bacci, a continuidade das políticas direcionadas ao setor poderá favorecer novas construções e a ampliação das atividades da Transpetro.
Transpetro busca novos clientes e aposta na integração logística
A expansão pretendida pela companhia não se limita à quantidade de embarcações. Atualmente, a Transpetro opera uma frota de 32 navios, utilizados no transporte marítimo de cabotagem, em viagens de longo curso e nas operações de alívio de plataformas.
Durante a Navalshore 2026, a empresa destacou a possibilidade de ampliar o atendimento a clientes externos ao Sistema Petrobras. Para avançar nessa direção, pretende aproveitar melhor sua infraestrutura e investir no aumento da capacidade operacional.
A estratégia envolve a integração entre diferentes modalidades de transporte. Além das atividades marítimas, a companhia aposta na utilização conjunta de dutos e terminais, acompanhada de iniciativas em navegação interior e logística rodoviária.
Outro movimento foi a incorporação da antiga PB-Log, subsidiária transferida pela Petrobras e atualmente denominada TP-Log. A empresa possui ativos ligados ao apoio marítimo e passa a integrar a estrutura de negócios da Transpetro.
Com isso, a companhia pretende explorar novas possibilidades comerciais a partir dos serviços e da infraestrutura que já possui, ao mesmo tempo em que avança na modernização de suas embarcações.
Sérgio Bacci vê espaço para crescimento e volta a comentar privatização
A perspectiva de fortalecimento da Transpetro também foi acompanhada de uma avaliação de Sérgio Bacci sobre o futuro da companhia. Durante o encontro com trabalhadores, o executivo afirmou acreditar que os próximos quatro anos poderão trazer avanços na estrutura e nos negócios da empresa.
Bacci voltou a declarar que a ameaça de privatização da Transpetro foi afastada, repetindo uma posição que já havia apresentado em agosto, durante a Navalshore, quando comentou os resultados de sua gestão.
O presidente também demonstrou expectativa de que novas encomendas de navios sejam realizadas, contribuindo para o crescimento da companhia e para a continuidade do processo de renovação da frota.
Fonte
SINAVAL
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

