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Em menos de cinco meses, passagem de ônibus aumenta duas vezes no Litoral Norte de Santa Catarina, tarifa chega a R$ 16,90, famílias refazem contas para trabalhar e estudar e críticas crescem porque o reajuste de 6,85% chegou antes das melhorias cobradas pelos usuários nas linhas intermunicipais mais utilizadas da região
Escrito por Carla Teles
Publicado em 29/07/2026 às 14:30
Atualizado em 29/07/2026 às 14:31
Economia
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Novas tarifas da Viação Praiana entraram em vigor em 27 de julho após reajuste de 6,85% autorizado pela Aresc, elevando a passagem de ônibus entre cidades do Litoral Norte, enquanto usuários questionam a qualidade do serviço e os aumentos sucessivos registrados no mesmo ano nas linhas mais utilizadas da região.
A passagem de ônibus ficou mais cara pela segunda vez em 2026 para passageiros que utilizam linhas intermunicipais no Litoral Norte de Santa Catarina. Com o novo reajuste, trajetos operados pela Viação Praiana passaram a custar até R$ 16,90, ampliando a pressão sobre quem depende do transporte coletivo para circular entre os municípios da região.
As novas tarifas entraram em vigor na segunda-feira, 27 de julho de 2026, após autorização da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina, a Aresc. Com base na Resolução nº 408/2026 e nos valores divulgados pela empresa.
Segundo aumento ocorreu poucos meses depois do primeiro
O novo reajuste foi de 6,85% e atingiu empresas responsáveis pelo transporte rodoviário intermunicipal de passageiros em Santa Catarina. Segundo a reportagem, esse foi o segundo aumento aplicado em 2026, depois de uma primeira atualização realizada em março.
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Em menos de cinco meses, usuários passaram a enfrentar duas mudanças no preço da passagem de ônibus. A repetição dos reajustes no mesmo ano provocou críticas de passageiros, principalmente porque parte deles afirma não perceber melhorias equivalentes na qualidade das linhas e dos veículos.
A autorização foi formalizada pela Aresc por meio da Resolução nº 408/2026, publicada em 10 de junho. O percentual começou a ser aplicado posteriormente pelas empresas, conforme a entrada em vigor das novas tabelas tarifárias.
O documento estabelece validade inicial de seis meses para o reajuste. Esse período poderá ser prorrogado por mais seis meses caso a agência considere que continuam presentes as condições econômicas utilizadas para justificar a atualização.
Tarifa chega a R$ 16,90 em duas linhas
O maior valor informado entre as linhas destacadas pela fonte aparece nos trajetos Bem Bom–Balneário Camboriú e Bem Bom–Itajaí. Nos dois casos, a tarifa passou de R$ 15,80 para R$ 16,90.
O aumento foi de R$ 1,10 por viagem nesses percursos. Para passageiros que utilizam o transporte com frequência, a diferença se acumula ao longo da semana e do mês, embora a fonte não apresente um cálculo específico sobre o impacto no orçamento dos usuários.
Entre Porto Belo e Itajaí, nos dois sentidos, a passagem de ônibus subiu de R$ 10,40 para R$ 11,10. Já a viagem entre Camboriú e Itajaí passou de R$ 7,90 para R$ 8,45.
A tabela divulgada também informa tarifa de R$ 33,50 entre Florianópolis e Itapema e de R$ 8,10 entre Porto Belo e Tijucas. A reportagem não apresenta os valores anteriores desses dois últimos trajetos, impedindo uma comparação direta.
Diesel e folha de pagamento foram usados como justificativa
De acordo com a Aresc, o reajuste foi definido depois de uma análise técnica sobre os custos enfrentados pelas operadoras. O principal fator citado foi a elevação do preço do óleo diesel, componente relevante nas despesas das empresas de transporte.
A agência também mencionou a reoneração gradual da folha de pagamento. Na avaliação do órgão regulador, a combinação desses custos teria comprometido o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.
A atualização da passagem de ônibus foi apresentada, portanto, como uma medida de recomposição tarifária. A resolução abrange o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros no estado e não apenas as linhas da Viação Praiana no Litoral Norte.
A fonte não detalha quanto cada componente, como combustível, salários ou manutenção, representou no cálculo final dos 6,85%. Também não apresenta a planilha técnica completa utilizada pela agência para chegar ao percentual.
Passageiros criticaram o reajuste nas redes sociais
A Viação Praiana comunicou os novos valores por meio de suas redes sociais. Nos comentários da publicação, passageiros manifestaram insatisfação com o segundo aumento do ano e questionaram a relação entre o preço cobrado e a qualidade do serviço.
Parte das críticas não se concentrou apenas no valor da tarifa, mas também nas melhorias que os usuários afirmam esperar das linhas. A reportagem, entretanto, não detalha quais problemas foram mencionados individualmente nem quantifica o número de manifestações.
O descontentamento evidencia uma diferença entre a justificativa econômica apresentada pela agência e a percepção dos passageiros. Enquanto a Aresc aponta custos operacionais maiores, os usuários cobram que a elevação da passagem de ônibus seja acompanhada por avanços visíveis no atendimento.
A Viação Praiana informou o reajuste, mas a fonte não registra uma resposta específica da empresa às críticas publicadas pelos passageiros. Também não há, no material apresentado, anúncio de investimentos ou cronograma de melhorias associado ao novo valor.
Linhas ligam cidades com deslocamentos frequentes
As tarifas atingem percursos entre municípios como Itajaí, Camboriú, Balneário Camboriú, Porto Belo, Tijucas e Itapema. São trajetos intermunicipais utilizados por passageiros que precisam circular pelo Litoral Norte catarinense.
Embora o tema fornecido mencione deslocamentos para trabalho e estudo, a fonte não apresenta dados sobre o perfil dos passageiros nem informa quantos usuários dependem diariamente dessas linhas para essas finalidades. Por isso, não é possível calcular o efeito específico sobre trabalhadores, estudantes ou famílias.
A elevação da passagem de ônibus interfere diretamente no custo de cada viagem. Para medir o impacto mensal, porém, seria necessário conhecer a quantidade de deslocamentos realizada por cada passageiro e a eventual existência de benefícios, descontos ou auxílios.
A reportagem também não informa o número de passageiros transportados pela Viação Praiana, a frequência das linhas ou a receita adicional projetada com o reajuste. Esses dados seriam necessários para uma análise financeira mais ampla.
Reajuste amplia debate sobre preço e qualidade
O segundo aumento de 2026 recoloca em discussão o equilíbrio entre a sustentabilidade econômica das empresas e a qualidade percebida pelos passageiros. A Aresc afirma que a elevação dos custos tornou necessária a atualização tarifária.
Do outro lado, usuários questionam por que a passagem de ônibus aumenta antes que as melhorias cobradas sejam percebidas no serviço. O conflito mostra que a definição de uma tarifa não encerra o debate sobre eficiência, conforto, frequência e atendimento.
Como a resolução possui validade inicial de seis meses, a situação poderá ser reavaliada pela agência. A eventual prorrogação dependerá da permanência das condições que fundamentaram o reajuste, segundo o documento citado pela reportagem.
Até essa análise, os passageiros já pagam os novos valores nas linhas informadas. O maior deles chega a R$ 16,90 nos trajetos Bem Bom–Balneário Camboriú e Bem Bom–Itajaí.
Passageiros esperam que novo preço seja acompanhado por mudanças
A elevação de 6,85% foi justificada por custos operacionais, especialmente diesel e folha de pagamento. Para os usuários, contudo, o preço também costuma ser avaliado de acordo com a experiência oferecida durante o deslocamento.
Quando dois reajustes ocorrem no mesmo ano, a cobrança por melhorias tende a ganhar ainda mais força. A fonte confirma as críticas, mas não informa se a empresa ou a agência pretende apresentar medidas específicas em resposta às reclamações.
Na sua opinião, um novo aumento da passagem de ônibus deveria ser condicionado à apresentação de metas de qualidade e melhorias verificáveis nas linhas? Conte nos comentários quanto o transporte intermunicipal pesa no seu orçamento e quais mudanças deveriam ser prioridade.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

