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Empresa do Alasca prepara uma turbina de maré formada por pequenas unidades para enfrentar correntes fortes em Massachusetts e obter os dados necessários antes de levar a tecnologia, criada para facilitar construção, instalação e manutenção em regiões costeiras remotas, ao uso comercial
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 29/07/2026 às 00:18
Ciência e Tecnologia
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Empresa do Alasca levará protótipo modular ao Canal de Cape Cod, onde correntes de até quatro nós permitirão avaliar geração de eletricidade, durabilidade, confiabilidade e interação com a fauna antes do avanço comercial
Uma nova turbina de maré modular será testada no Canal de Cape Cod, em Massachusetts, onde correntes de até quatro nós permitirão avaliar a produção de eletricidade, a durabilidade e a confiabilidade do sistema em condições marinhas reais.
Turbina de maré será instalada no Canal de Cape Cod
A Sitkana, empresa de energia marinha sediada no Alasca, começou a se preparar para implantar seu protótipo mais recente no Centro de Testes de Energia das Marés de Bourne, conhecido pela sigla BTTS.
A instalação pertence à Colaboração de Energia Renovável Marinha, a MRECo, e está localizada no Canal de Cape Cod. A via navegável artificial tem 11,9 quilômetros de extensão e integra a Hidrovia Intracostal do Atlântico.
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As fortes correntes de maré encontradas no canal permitirão que os engenheiros acompanhem o comportamento da turbina durante uma operação em águas abertas. O objetivo é obter dados que ajudem a aproximar a tecnologia da implantação comercial.
A campanha medirá a produção de eletricidade e avaliará a confiabilidade operacional e a durabilidade estrutural do protótipo. Os engenheiros também observarão como o equipamento responde à exposição contínua às correntes oceânicas.
Segundo a Sitkana, os testes fornecerão informações importantes para determinar se o sistema consegue alcançar o desempenho e a resistência necessários para futuros projetos de geração de energia por meio das marés.
“Esses testes são cruciais à medida que avançamos rumo à implantação comercial”, afirmou Lance McMullan, fundador e CEO da empresa.
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Sistema modular utiliza unidades pequenas e combináveis
As tecnologias convencionais de energia das marés empregam grandes turbinas subaquáticas de vários megawatts. Esses equipamentos são fixados ao fundo do mar e aproveitam correntes rápidas para produzir eletricidade.
A instalação dessas turbinas tradicionais exige embarcações offshore caras e especializadas. A proposta da Sitkana segue outra configuração, baseada em pequenas unidades modulares que podem ser integradas para formar conjuntos maiores.
O modelo busca facilitar a ampliação do sistema conforme as necessidades de cada projeto. A configuração também reduz a dependência de grandes estruturas e de equipamentos complexos durante a implantação.
O conceito pretende simplificar a manutenção e tornar a energia das marés mais viável para comunidades costeiras remotas. A empresa quer desenvolver equipamentos mais fáceis de construir, transportar, instalar e manter nessas regiões.
“Nosso objetivo é tornar a energia marinha mais fácil de construir, implantar e manter em áreas remotas”, declarou McMullan.
A fase de testes será usada para verificar se essa proposta modular funciona sob as exigências de um ambiente marinho real. Os resultados devem orientar os próximos passos da tecnologia antes de seu lançamento comercial.
O sistema também será acompanhado ao longo do tempo. Dessa forma, os engenheiros poderão analisar tanto o desempenho energético imediato quanto os efeitos da permanência do protótipo sob correntes fortes e contínuas.
Estrutura recebe turbinas de até três metros de diâmetro
O Centro de Testes de Energia das Marés de Bourne está instalado em aproximadamente sete metros de água. Sua plataforma é sustentada por três estacas em um trecho onde as correntes ultrapassam 1,5 metro por segundo.
Um braço articulado central possibilita instalar, recuperar e acessar protótipos de turbinas com até três metros de diâmetro. Essa estrutura permite que os equipamentos sejam retirados da água para inspeções e outras intervenções necessárias durante os testes.
O BTTS fica próximo à sede do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos. Segundo as informações apresentadas, trata-se da única instalação comercial em águas abertas disponível no país para empresas que desenvolvem e testam turbinas de maré.
A unidade foi construída para possibilitar avaliações controladas e de baixo custo em condições oceânicas reais. Sua localização em um trecho estreito do canal favorece a ocorrência das correntes necessárias para submeter os protótipos a condições exigentes.
As velocidades da água no local podem chegar a quatro nós. Com isso, os desenvolvedores conseguem observar o funcionamento completo dos equipamentos fora do ambiente controlado de laboratório.
“O BTTS é um dos poucos lugares onde podemos avaliar todo o nosso sistema em um único local”, disse McMullan.
Testes também observarão possíveis interações com a fauna
Além de medir o desempenho energético, a equipe coletará informações sobre as interações da turbina com a fauna local. Essa observação ocorrerá enquanto o protótipo estiver funcionando no ambiente marinho.
“Além de medir o desempenho de energia, poderemos observar a operação em um ambiente marinho real e entender melhor as interações com a vida selvagem”, afirmou o fundador da Sitkana.
A MRECo concluiu recentemente melhorias na estrutura do BTTS. As intervenções receberam apoio da Rede de Inovação Oceânica do Centro de Energia Limpa de Massachusetts, o MassCEC.
As mudanças incluem sistemas aprimorados de coleta de dados, ampliação da infraestrutura de testes e maior capacidade para implantar protótipos. Também foram realizados preparativos para futuras avaliações de turbinas de maré conectadas à rede elétrica.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

