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Helicóptero de R$ 25 milhões é capturado e agora reforça operações da polícia de SP após Justiça liberar Airbus EC130 T2 apreendido em investigação que bloqueou R$ 5,2 bilhões, sequestrou 76 imóveis recentemente surpreendendo investigadores
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 30/07/2026 às 00:19
Atualizado em 30/07/2026 às 00:20
Curiosidades
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Helicóptero de alto valor, apreendido em uma operação contra lavagem de dinheiro e apostas ilegais, passa a ter nova função nas mãos da Polícia Civil de São Paulo, enquanto a Justiça acompanha o processo e define o destino de outros bens bloqueados.
A Justiça de São Paulo autorizou o uso provisório, pela Polícia Civil, de um helicóptero Airbus Helicopters EC130 T2 avaliado em R$ 25 milhões, apreendido na Operação Falsa Las Vegas enquanto o processo criminal relacionado ao patrimônio segue em tramitação.
Encontrada em Osasco, na Grande São Paulo, a aeronave permanecerá sob guarda e responsabilidade da corporação, que atuará como fiel depositária e poderá empregá-la em missões de segurança pública, apoio operacional, atendimento a emergências e ações logísticas de interesse coletivo.
Além das atividades policiais, o equipamento poderá transportar medicamentos e órgãos destinados a transplantes, conforme a finalidade pública apresentada às autoridades, enquanto três veículos recolhidos na mesma investigação serão incorporados temporariamente às atividades de inteligência desenvolvidas pela Polícia Civil paulista.
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Justiça autoriza uso provisório do Airbus EC130 T2
Concedida pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, a autorização atendeu a um pedido da corporação e recebeu manifestação favorável do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial do Ministério Público de São Paulo.
Prevista no artigo 133-A do Código de Processo Penal, a medida permite que órgãos públicos utilizem provisoriamente bens apreendidos durante a tramitação de ações criminais, sem que essa destinação represente transferência imediata ou definitiva da propriedade para o Estado.
Durante esse período, caberá à Polícia Civil conservar e manter o helicóptero, evitando que um patrimônio de alto valor econômico permaneça imobilizado por anos e sofra deterioração antes de uma decisão judicial definitiva sobre seu destino.
Mesmo com o emprego em operações públicas, a aeronave ainda não integra de forma permanente o patrimônio estadual, pois uma eventual incorporação dependerá do resultado do processo e de decisão que determine a perda do bem em favor do poder público.
Operação Falsa Las Vegas investiga apostas ilegais
Deflagrada em 28 de maio de 2026, a Operação Falsa Las Vegas reuniu agentes da 3ª Delegacia de Fraudes Financeiras e Econômicas do Departamento Estadual de Investigações Criminais e integrantes do Ministério Público de São Paulo.
No centro da apuração está um grupo suspeito de explorar plataformas clandestinas de apostas e ocultar os valores obtidos por meio das operações, com o uso de empresas aparentemente regulares e contas bancárias abertas ou movimentadas em nome de terceiros.
Segundo a investigação policial, uma parte da estrutura cuidava da exploração e da divulgação dos jogos ilegais, inclusive nas redes sociais, enquanto outra frente administrava a movimentação financeira e a posterior distribuição dos recursos arrecadados pelas plataformas investigadas.
Para dificultar o rastreamento, os depósitos teriam sido pulverizados em várias contas bancárias, mecanismo que, de acordo com a Polícia Civil, reduzia a transparência sobre o fluxo do dinheiro e a identificação dos beneficiários das movimentações financeiras sob apuração.
Bloqueio judicial chega a R$ 5,2 bilhões
No decorrer da operação, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros vinculados aos investigados, além do sequestro judicial de 76 imóveis relacionados ao grupo apurado pelas autoridades paulistas.
Também foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, além de ordens de prisão preventiva e temporária, na capital paulista e na região metropolitana, onde as equipes localizaram cerca de R$ 500 mil em dinheiro durante as diligências.
Entre os materiais recolhidos estavam cadernos de anotações, registros financeiros, documentos relacionados às plataformas investigadas e equipamentos usados no processamento de pagamentos, que passaram a integrar a análise sobre a estrutura e o fluxo de recursos do grupo suspeito.
Até a atualização divulgada em 20 de julho de 2026, duas pessoas haviam sido presas, enquanto as investigações continuavam para identificar outros envolvidos, esclarecer as funções desempenhadas por cada integrante e aprofundar o rastreamento dos valores movimentados.
Helicóptero apreendido reforça missões públicas em São Paulo
Com a decisão judicial, um bem que permaneceria parado durante o processo poderá ser empregado em tarefas operacionais e humanitárias, sem que a autorização provisória antecipe o julgamento dos investigados ou estabeleça, desde já, a propriedade definitiva do helicóptero.
Na prática, a destinação transforma temporariamente um ativo ligado à investigação em equipamento disponível para ações policiais, apoio logístico, resposta a emergências e transporte de itens essenciais à rede de saúde, mantendo a aeronave sob controle e conservação do Estado.
Esse modelo de utilização pode ampliar a capacidade operacional da Polícia Civil sem encerrar a discussão judicial sobre a origem e o destino do bem, mas exige manutenção contínua, controle administrativo e prestação de contas enquanto a corporação permanecer responsável pela aeronave.
Ao permitir que um helicóptero avaliado em R$ 25 milhões seja usado em missões públicas durante o andamento do processo, a decisão oferece uma destinação funcional ao patrimônio apreendido, mas quais resultados concretos essa medida poderá gerar para a segurança e a saúde pública?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

