4 min de leitura
Novo celular da Oppo, o Reno16, terá efeito holográfico criando a imagem de um planeta que parece flutuar sobre o celular
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 29/07/2026 às 18:00
Ciência e Tecnologia
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Reno16 terá acabamento holográfico Branco Aura, com imagem tridimensional que muda conforme o celular interage com a luz e o movimento.
A Oppo prepara o lançamento da linha Reno16 no Brasil com uma traseira capaz de produzir a impressão de que um planeta está flutuando sobre o aparelho. Design da Galáxia em 3D, o acabamento chegará na opção Branco Aura e combinará microlentes, nanoimpressão e iluminação ambiente para criar profundidade de até 15 milímetros.
O resultado visual exigiu que a fabricante transformasse uma solução óptica de alta precisão em um processo adequado à produção comercial. Cada unidade precisa reunir milhões de estruturas microscópicas diferentes sem perder a nitidez ou a estabilidade da imagem durante a movimentação do celular.
Produção em escala foi um dos principais desafios
Para fabricar essas estruturas, a Oppo adotou um método de nanoimpressão chamado Embedded Nano-Printing. A técnica permite construir os componentes ópticos responsáveis por organizar a luz e formar a imagem tridimensional na parte traseira do Reno16.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Soluções semelhantes já aparecem em sistemas antifalsificação e em elementos de segurança presentes em cédulas. Nessas aplicações, porém, um mesmo desenho costuma ser repetido várias vezes. O projeto do smartphone apresentou uma dificuldade diferente: cada microlente deveria carregar uma parcela exclusiva da figura.
A fabricação também precisou preservar o alinhamento entre milhões de pequenos elementos. Se as partes não funcionassem de maneira coordenada, o Reno16 não conseguiria reconstruir uma imagem única nem manter o efeito durante as mudanças de posição.
Como o Reno16 cria a sensação de uma imagem flutuante
A experiência visual começa quando o usuário movimenta o aparelho. Em vez de permanecer estático, o desenho reage à luz disponível no ambiente e parece alterar sua posição em relação à superfície traseira.
Três componentes participam diretamente desse efeito:
- Iluminação: a luz interage com os pequenos fragmentos ópticos;
- Microlentes: cada estrutura representa uma parte diferente da figura;
- Movimento: a mudança de ângulo modifica a percepção de profundidade.
A combinação faz com que o planeta pareça estar suspenso acima do acabamento Branco Aura. No Reno16, a profundidade percebida pode chegar a 15 milímetros, embora a imagem permaneça integrada à parte traseira do smartphone.
Segundo a Oppo, o ajuste foi desenvolvido para conservar a definição e evitar que a ilusão perca estabilidade enquanto o dispositivo é inclinado. Assim, o efeito depende da interação entre o celular, o movimento e as condições de iluminação.
Microlentes recompõem uma única figura
A base científica do acabamento é conhecida como imagem integral. De forma simplificada, esse princípio utiliza uma matriz de lentes muito pequenas para reconstruir uma representação tridimensional por meio da luz.
Em vez de gravar o planeta como uma figura única, o sistema instalado no Reno16 separa o desenho em milhões de fragmentos. Cada microestrutura recebe apenas uma dessas parcelas, que somente ganha sentido quando todas atuam em conjunto.
Avanços recentes na fabricação em nanoescala permitiram adaptar esse princípio a um produto comercial. A engenharia óptica empregada pela Oppo precisou conciliar precisão microscópica e repetição industrial para que o acabamento pudesse ser aplicado a grandes quantidades de aparelhos.
O processo também explica por que a imagem reage quando observada de diferentes ângulos. Conforme a posição do Reno16 muda, outras parcelas interagem com a iluminação, levando os olhos a perceberem volume e distância onde existe uma superfície plana.
Com o Design da Galáxia em 3D, a Oppo busca colocar o acabamento entre os principais elementos de diferenciação da nova família. A proposta é fazer com que o visual desperte interesse antes mesmo da avaliação de câmeras ou desempenho.
O recurso não será apenas uma estampa aplicada ao aparelho. A reação ao movimento transforma a parte traseira em um componente visual dinâmico, no qual a aparência varia de acordo com a forma como o usuário segura e inclina o celular.
Com informações do CanalTech
Fonte
Canaltech
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

