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Olympia London renasce após cinco anos de uma reforma bilionária de £ 1,3 bilhão e revela um gigantesco complexo cultural com teatro, hotéis, restaurantes, arquitetura histórica preservada e expectativa de receber 10 milhões de visitantes por ano
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 29/07/2026 às 19:24
Atualizado em 29/07/2026 às 19:25
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Após um investimento de £ 1,3 bilhão, o Olympia London entra em uma nova fase, preserva seu patrimônio vitoriano e amplia sua estrutura com novos espaços para cultura, entretenimento, gastronomia e hospedagem no coração da capital britânica.
O Olympia London, um dos edifícios históricos mais conhecidos de West Kensington, em Londres, passou por uma das maiores transformações de sua história. Após cinco anos de obras, iniciadas em 2020, o complexo foi parcialmente reaberto no verão de 2026, reunindo novos espaços culturais sem perder as características arquitetônicas que marcaram sua inauguração em 1886.
Desenvolvido pelo Heatherwick Studio em parceria com a SPPARC, o projeto recebeu um investimento de 1,3 bilhão de libras. Além disso, preservou os tradicionais salões vitorianos enquanto incorporou hotéis, restaurantes, áreas públicas, espaços gastronômicos e locais dedicados a espetáculos ao vivo.
Olympia London preserva quase 140 anos de história enquanto se adapta ao futuro
O Olympia foi inaugurado em 1886, quando ainda era conhecido como National Agricultural Hall. Na abertura oficial, o edifício recebeu um espetáculo do Circo do Hipódromo de Paris, reunindo 400 artistas, 300 cavalos e seis elefantes.
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Ao longo das décadas, o espaço recebeu importantes feiras internacionais, além do primeiro desfile da estilista Vivienne Westwood e apresentações históricas de artistas como Pink Floyd e Jimi Hendrix.
Entretanto, embora continuasse sendo um marco da cidade, o Olympia permanecia fechado durante grande parte do ano. Além disso, passou a disputar espaço com centros de eventos mais modernos, como o ExCeL London.
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Caio Aviz
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Projeto reorganiza completamente o complexo e amplia as áreas abertas ao público
Durante a reforma, toda a estrutura logística foi transferida para o subsolo, permitindo uma reorganização completa do espaço.
Como resultado, foram criados 2,5 acres de ruas acessíveis, passarelas elevadas e terraços ajardinados, tornando a circulação mais integrada e ampliando as áreas destinadas aos visitantes.
Além disso, o plano diretor redesenhou os 14 acres do complexo para permitir atividades permanentes ao longo do ano, transformando o Olympia em um destino voltado não apenas para grandes eventos, mas também para o cotidiano da cidade.
Nova cobertura de vidro se torna um dos destaques da transformação
Logo na entrada, duas escadas rolantes em cascata conduzem os visitantes até o Canopy, novo espaço central do empreendimento.
Inspirado nos antigos pavilhões projetados por Sir Henry Edward Coe, o ambiente é sustentado por cinco arcos curvos de aço, cada um com 22 metros de vão.
Além disso, a estrutura suporta uma cobertura formada por 520 painéis de vidro plissado, que permite a entrada de luz natural e abriga diversos cafés e restaurantes instalados no novo complexo.
Complexo passa a reunir hotéis, arena de shows e um dos maiores teatros de Londres
Entre as principais novidades estão dois novos hotéis.
O primeiro é o CitizenM, com 146 quartos, instalado dentro do National Hall, edifício classificado como Patrimônio Histórico de Grau II.
Além dele, o complexo também ganhou o Hyatt Regency London Olympia, ampliando a oferta de hospedagem integrada ao empreendimento.
Outra novidade é o British Airways ARC, arena para espetáculos ao vivo com capacidade para 3.800 pessoas, inaugurada durante esta nova fase do projeto.
Além disso, está prevista para 2027 a inauguração do British Airways Theatre, que contará com 1.575 lugares e será o maior teatro permanente construído em Londres em quase 50 anos.
Expectativa é receber 10 milhões de visitantes todos os anos
Segundo as estimativas divulgadas pelos responsáveis pelo projeto, o novo Olympia deverá receber 10 milhões de visitantes por ano.
Além disso, a expectativa é que o complexo contribua com mais de 600 milhões de libras anuais para a economia do Reino Unido, fortalecendo o turismo, a cultura e o comércio da região.
De acordo com Thomas Heatherwick, fundador e diretor de design do Heatherwick Studio, a proposta foi transformar o Olympia em uma extensão da vida cotidiana de Londres.
Segundo o arquiteto, o projeto criou uma nova rua pública elevada, áreas de convivência, espaços gastronômicos, hotéis, escritórios e equipamentos culturais, preservando o patrimônio histórico enquanto adapta o complexo às necessidades das próximas décadas.
E você, visitaria o novo Olympia London para conhecer de perto essa transformação que preservou a história do edifício enquanto o tornou um dos mais modernos complexos culturais da Europa?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

