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Petrobras aumenta produção em 14%, reduz importação de diesel e amplia exportações de petróleo
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 30/07/2026 às 17:51
Atualizado em 30/07/2026 às 17:52
Petróleo e Gás
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Veja os detalhes do balanço da Petrobras no 2º trimestre de 2026, com alta de 14,4% na extração, refino em alta e queda nas importações.
As turbulências geopolíticas no Oriente Médio e a disparada internacional dos preços do petróleo — decorrentes do conflito entre Estados Unidos e Irã e do fechamento restritivo do Estreito de Ormuz, rota vital que respondia por cerca de um quinto do comércio global de energia — moldaram profundamente o cenário operacional da Petrobras entre abril e junho de 2026.
Diante desse panorama desafiador, a companhia estatal brasileira registrou uma produção média de 3,308 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), consolidando uma expansão de 14,4% na comparação direta com o mesmo período do ano anterior, além de uma alta de 3,5% frente ao trimestre imediatamente anterior.
Os números robustos vieram em linha com as expectativas do mercado financeiro, que aguarda ansiosamente a divulgação oficial do balanço financeiro corporativo marcada para o próximo dia 6 de agosto.
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O desempenho excepcional do pré-sal e a produção detalhada
O avanço produtivo geral foi impulsionado tanto pela extração líquida de petróleo quanto pelo fornecimento de gás natural, ancorados em marcos tecnológicos importantes dentro do setor offshore nacional.
Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da companhia, ressaltou publicamente que o período ficou marcado pela entrada em operação da P79, a oitava unidade flutuante instalada no megacampo de Búzios, evidenciando a relevância estratégica desse ativo para a soberania energética do país.
O pré-sal continuou concentrando a maior parte da produção, com média de 2,299 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) durante o trimestre. O volume representa uma expansão de 15,8% na comparação com o mesmo período de 2025 e de 5% frente aos três meses anteriores.
Na produção total de petróleo, a média alcançou 2,689 milhões de barris por dia, refletindo um crescimento de 15,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 4,1% sobre o trimestre imediatamente anterior.
A produção de gás natural, por sua vez, atingiu 619 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). O resultado corresponde a um aumento de 10,7% na comparação anual e de 1% em relação ao período imediatamente precedente.
Estratégia de refino acima da capacidade e redução nas compras externas
Para blindar o abastecimento interno contra a volatilidade extrema dos preços internacionais do petróleo e garantir a estabilidade do mercado doméstico, o parque industrial da Petrobras elevou o seu fator de utilização total (FUT) para impressionantes 101% entre abril e junho, superando os 91% registrados em igual intervalo de 2025.
Com as refinarias operando formalmente acima da capacidade nominal padrão, a companhia optou por adiar manutenções programadas em suas unidades.
- A produção total de derivados alcançou 1,918 milhão de barris por dia (Mbpd), com alta anual de 10,9%.
- As importações globais da estatal despencaram 55,2% na comparação anual, somando apenas 150 mil bpd.
- As compras externas de diesel sofreram uma retração drástica de 85,2%, caindo para 18 mil bpd, enquanto a empresa confirmou que não realizou nenhuma importação de gasolina no trimestre.
Segundo declaração da diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, a eficiência logística e o planejamento rigoroso de estoques garantiram que a produção própria de diesel fosse suficiente para honrar todos os compromissos contratuais da companhia.
O mercado interno, a subsistência de preços e a reviravolta nas exportações
No mercado interno, a Petrobras comercializou, em média, 1,742 milhão de barris por dia (Mbpd) de derivados, volume 1,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O crescimento foi puxado pelas vendas de diesel, que avançaram 2,9% e alcançaram 742 mil bpd, além do maior consumo de GLP.
Já a gasolina permaneceu estável na comparação anual, com média de 404 mil bpd, mas recuou 2,2% frente ao trimestre anterior devido à maior competitividade do etanol.
No mercado externo, as exportações de petróleo cresceram 44,3% em relação ao ano anterior, atingindo 996 mil barris por dia.
A China reduziu sua participação nas compras de 51% para 35%, enquanto Índia e Estados Unidos ampliaram suas fatias para 22% e 31%, respectivamente, refletindo uma mudança no perfil dos principais destinos das vendas da estatal.
Fonte: Petrobras
Fonte
Terra
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

