8 min de leitura
A poucos quilômetros do destino, piloto tentou salvar 10 passageiros ao desviar de uma tempestade, mas o hidroavião atingiu uma margem rochosa e explodiu em chamas nos Estados Unidos; mesmo feridos e cercados pelo fogo, os 11 ocupantes escaparam com vida enquanto barcos próximos corriam para resgatá-los
Escrito por Carla Teles
Publicado em 05/08/2026 às 12:28
Atualizado em 05/08/2026 às 12:29
Curiosidades, Transporte Aéreo
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
O hidroavião DHC-3 Otter da Kenmore Air caiu em 23 de julho de 2026 na Ilha Sucia, em Washington, após mudar de rota diante de uma tempestade; todos os 11 ocupantes sobreviveram, embora tenham sofrido traumatismos, fraturas e cortes, graças à retirada rápida e ao resgate mobilizado por embarcações próximas.
O hidroavião da Kenmore Air transportava dez passageiros e um piloto entre Seattle e Roche Harbor quando sofreu o acidente na noite de 23 de julho de 2026, próximo à Ilha Sucia, no estado de Washington, nos Estados Unidos. A aeronave voava baixo sobre a água, desviou de embarcações, tocou o solo de maneira brusca e terminou parcialmente submersa junto a uma margem rochosa.
Todos os 11 ocupantes conseguiram escapar com vida antes que as chamas tomassem a fuselagem. Na tarde de 24 de julho, três passageiros ainda permaneciam hospitalizados em condição estável, enquanto o piloto estava entre as pessoas que já haviam recebido alta. A causa do acidente continuava sob investigação.
Voo partiu de Seattle com destino a Roche Harbor
A aeronave decolou do Lago Union, em Seattle, e seguia para Roche Harbor, uma localidade conhecida por sua marina, hotel histórico e estrutura turística na Ilha San Juan. A distância entre o ponto de partida e a região da queda era de aproximadamente 130 quilômetros.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
O trajeto atravessava uma área formada por ilhas, enseadas, praias e trechos rochosos próximos à fronteira dos Estados Unidos com o Canadá. O acidente ocorreu quando o hidroavião já se encontrava na parte final da viagem, depois de sobrevoar a Ilha Sucia em direção ao oeste.
Tempestade levou piloto a modificar a rota
Havia um sistema meteorológico sobre a região no momento do acidente. Diante dessas condições, o piloto modificou o caminho originalmente planejado para o voo.
Dados de rastreamento indicaram que o hidroavião realizou uma curva acentuada de aproximadamente 180 graus cerca de três minutos antes da queda. A mudança levou a aeronave novamente em direção à Ilha Sucia, que havia sido sobrevoada pouco antes.
Causa da queda permanece desconhecida
A alteração de rota ocorreu em resposta às condições climáticas, mas isso não confirma que a tempestade tenha causado diretamente o acidente. A sequência completa de fatores técnicos, humanos e ambientais ainda precisava ser determinada.
A operadora declarou que não faria especulações enquanto a apuração estivesse em andamento. A existência de chuva, raios e uma manobra de retorno será analisada junto às condições da aeronave, aos vídeos e aos relatos das testemunhas.
Aeronave voou baixo perto de barcos
Assista o vídeo
Vídeos feitos na região mostraram o avião voando próximo à superfície da água e passando perto de veleiros e outras embarcações.
Uma testemunha que estava em um bote inicialmente temeu que o hidroavião pudesse atingir seu barco. A aeronave, entretanto, mudou sua trajetória e seguiu em direção à margem da ilha, onde ocorreu o impacto.
Primeiro contato ocorreu com apenas um flutuador
As imagens indicam que a aproximação terminou em um pouso muito brusco. O avião tocou inicialmente a superfície ou o terreno com apenas um dos flutuadores.
Na sequência, a aeronave voltou brevemente ao ar, perdeu estabilidade e atingiu a área rochosa. O impacto deixou o hidroavião encostado contra uma grande pedra, com parte de sua estrutura dentro da água.
Fumaça apareceu antes das chamas
Logo após o choque, uma coluna de fumaça preta começou a subir da aeronave. Passageiros foram vistos deixando rapidamente o interior enquanto o fogo se espalhava.
Pouco depois, chamas alaranjadas envolveram a fuselagem. A rapidez da evacuação foi essencial porque o intervalo entre o impacto e a propagação intensa do incêndio parece ter sido curto.
Todos os ocupantes conseguiram sair
Apesar da violência do acidente e do incêndio, os dez passageiros e o piloto deixaram a aeronave com vida.
As informações disponíveis não detalham a ordem em que cada pessoa saiu nem indicam se algum ocupante ajudou diretamente outro durante a evacuação. O resultado confirmado é que ninguém permaneceu preso dentro do avião quando o fogo ganhou força.
Barcos próximos correram para ajudar
Havia aproximadamente seis ou sete embarcações na área quando o acidente aconteceu. Assim que perceberam a queda, seus ocupantes se deslocaram para prestar auxílio.
A resposta começou antes mesmo da chegada dos recursos oficiais. A proximidade dos barcos reduziu o tempo entre o impacto e o primeiro atendimento aos feridos, em uma região insular onde o acesso por terra é limitado.
Helicóptero participou do resgate
A Guarda Costeira dos Estados Unidos enviou um helicóptero MH-65 Dolphin para a ocorrência. Equipes canadenses também mobilizaram uma embarcação de resposta.
Uma das operações registradas mostrou uma pessoa sendo içada de um barco para o helicóptero com a perna direita imobilizada. O transporte aéreo permitiu retirar feridos da área remota e encaminhá-los a hospitais da região.
Ocupantes sofreram diferentes ferimentos
As pessoas a bordo apresentaram traumatismos cranianos, fraturas e cortes. A gravidade variou entre os ocupantes, mas todos sobreviveram.
Na tarde seguinte ao acidente, três passageiros continuavam internados em condição estável. O piloto já havia recebido alta, assim como outros ocupantes que não precisavam permanecer sob cuidados hospitalares.
Chuva forte caiu durante o incêndio
Uma testemunha relatou que o dia havia começado com tempo favorável, mas uma tempestade acompanhada de raios chegou à região perto do horário da queda.
Enquanto o hidroavião queimava, uma chuva intensa começou a cair. A mudança rápida nas condições meteorológicas ajuda a explicar por que o piloto havia decidido alterar o percurso, embora não determine por si só a causa do acidente.
Ilha Sucia possui litoral acidentado
A Ilha Sucia é um parque estadual situado ao norte das principais Ilhas San Juan. O território possui enseadas, praias, pontas rochosas, trilhas e áreas de acampamento.
A queda ocorreu perto de Shallow Bay, uma baía em formato de crescente próxima a um camping. O relevo irregular e o acesso predominantemente por água tornaram a presença das embarcações ainda mais importante para o resgate.
Modelo era um DHC-3 Otter
A aeronave envolvida era um DHC-3 Otter, fabricado pela de Havilland Aircraft of Canada. O modelo é utilizado há décadas em operações que dependem de pousos e decolagens na água.
O Otter é conhecido por sua estrutura robusta e capacidade de operar em regiões remotas. Essas características não eliminam riscos, mas ajudam a explicar sua permanência em serviços turísticos e de transporte regional.
Hidroavião estava com inspeção atualizada
A Kenmore Air informou que a aeronave estava com a manutenção em dia. A inspeção mais recente do ciclo de 100 horas havia sido concluída em 25 de junho de 2026.
A existência de manutenção atualizada será uma das informações analisadas durante a investigação. Ela não permite excluir antecipadamente falhas mecânicas, assim como não comprova que algum componente tenha apresentado problema.
Modelo semelhante caiu em 2022
Um DHC-3 Otter caiu nas águas de Puget Sound, a noroeste de Seattle, em 2022, causando a morte de dez pessoas.
A aeronave daquele acidente era operada por outra empresa. Investigações posteriores identificaram a falha de um componente de um sistema crítico de controle de voo, levando autoridades federais a determinar inspeções em hidroaviões do modelo.
Acidentes não podem ser relacionados automaticamente
O fato de os dois episódios envolverem o mesmo modelo não significa que tenham a mesma causa. As circunstâncias, os operadores, as aeronaves e os registros de manutenção precisam ser avaliados separadamente.
Nenhuma falha semelhante à identificada em 2022 havia sido confirmada no acidente da Ilha Sucia. Qualquer ligação direta entre os dois casos seria prematura sem o resultado da investigação técnica.
Destroços foram retirados da água
Na tarde de 24 de julho, os destroços do hidroavião foram recuperados e colocados sobre uma balsa.
A retirada permitirá examinar componentes estruturais, sistemas de controle, motores e outras partes relevantes. O estado dos destroços poderá ajudar a reconstruir o que aconteceu entre a mudança de rota e o impacto na margem.
Piloto e testemunhas serão ouvidos
A sobrevivência do piloto oferece aos investigadores uma fonte direta sobre as condições enfrentadas dentro da cabine, as decisões tomadas e o comportamento da aeronave.
As pessoas que estavam em barcos próximos também poderão descrever altitude, direção, ruídos, movimentos e condições meteorológicas. Os vídeos produzidos por testemunhas devem permitir comparar esses relatos com a trajetória visível do avião.
Relatório preliminar deverá apresentar primeiros achados
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos ficará responsável pela investigação e deverá divulgar um relatório preliminar.
Esse documento poderá apresentar fatos iniciais, mas não necessariamente apontará a causa definitiva. Investigações aeronáuticas costumam exigir análise técnica detalhada antes de estabelecer por que uma sequência de decisões e eventos terminou em acidente.
Operadora cancelou os voos seguintes
Depois da queda, a Kenmore Air cancelou todos os voos programados para a sexta-feira seguinte e declarou estar colaborando com os investigadores.
A empresa, fundada em 1946 e especializada em hidroaviões, afirmou estar agradecida porque todas as pessoas a bordo foram localizadas. A prioridade imediata passou a ser acompanhar os feridos e fornecer informações às autoridades.
Sobrevivência dependeu de uma sequência rápida
O piloto alterou a rota diante do mau tempo, evitou embarcações durante a aproximação e chegou à margem da ilha antes que a aeronave fosse tomada pelo fogo.
Ao mesmo tempo, os ocupantes conseguiram sair, barcos próximos chegaram rapidamente e equipes aéreas e marítimas assumiram o atendimento. Na sua opinião, qual fator foi mais decisivo para que todos sobrevivessem: a reação do piloto, a evacuação dos passageiros ou a rapidez de quem estava nas embarcações? Conte nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

