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Adeus tijolos: em 2 dias, empregada doméstica que vive com o filho e os pais idosos recebe casa pré-fabricada de madeira sobre pilotes no lugar da alvenaria para abrigar sua família
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 27/08/2026 às 17:45
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Moradia emergencial de um cômodo reuniu quatro pessoas de três gerações em Alto San Blas, na Costa Rica, após uma campanha de financiamento coletivo e um mutirão com 40 voluntários da TECHO e integrantes de sete famílias da comunidade.
Hannia, de 47 anos, passou a dividir uma casa pré-fabricada de madeira com o filho Dereck e os pais Miguel Ángel e Lidieth, na comunidade de Alto San Blas, na Costa Rica. A estrutura sobre pilotes ficou pronta após dois dias de trabalho.
A história foi publicada pela TECHO em janeiro de 2023, em um relato sobre a experiência de Manon, voluntária francesa que atuou no escritório da organização na Costa Rica e organizou a campanha usada para financiar a moradia.
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Hannia trabalhava como empregada doméstica. Dereck, então com 24 anos, atuava como barbeiro e motorista de Uber, enquanto Miguel Ángel e Lidieth tinham 80 anos cada um.
A nova casa passou a reunir quatro moradores de três gerações. Em vez de uma construção convencional de alvenaria, a família recebeu uma unidade de madeira pré-fabricada, concebida pela organização como moradia de emergência e preparada para montagem rápida.
Casa de madeira foi instalada sobre pilotes
A TECHO descreveu a residência como uma estrutura de um único cômodo, feita de madeira e com vida útil estimada em aproximadamente dez anos. A casa foi apoiada sobre pilotes para manter a parte habitável elevada e protegê-la das condições do terreno e das intempéries.
O sistema pré-fabricado foi um dos fatores que permitiram reduzir o período de trabalho no local. A própria organização destacou que a casa podia ser montada rapidamente, característica decisiva para que a construção fosse concluída durante um único fim de semana.
A execução reuniu 40 voluntários da TECHO e integrantes de sete famílias de Alto San Blas. O grupo trabalhou durante os dias reservados para a atividade e enfrentou chuva enquanto a estrutura era erguida.
Depois de dois dias, Hannia, Dereck, Miguel Ángel e Lidieth já podiam ocupar a nova moradia, segundo o relato. O prazo correspondeu à etapa de montagem realizada pela equipe e pela comunidade, e não à construção de uma residência tradicional desde suas primeiras fases.
Essa diferença também delimita o alcance da solução entregue. A casa não foi apresentada pela organização como substituta definitiva de uma residência convencional, mas como uma moradia emergencial destinada a oferecer abrigo em prazo reduzido.
A configuração de apenas um cômodo e a estimativa de cerca de dez anos de vida útil reforçam essa condição. O projeto priorizou rapidez de execução e proteção da família, utilizando madeira e uma estrutura elevada em vez de paredes convencionais de alvenaria.
Os pilotes tinham uma função prática dentro desse modelo. Ao manter a casa afastada diretamente do solo, a solução buscava reduzir sua exposição às condições do terreno e ao tempo, aspecto especialmente relevante para uma construção leve de madeira.
Campanha de financiamento tornou a obra possível
Antes da montagem em Alto San Blas, o projeto dependia da arrecadação dos recursos necessários. Manon criou uma campanha de financiamento coletivo chamada “Parce que chaque goutte d’eau compte” durante sua experiência profissional como voluntária na Costa Rica.
A TECHO informou que a arrecadação superou o valor inicialmente esperado. Os recursos obtidos foram direcionados à construção da moradia emergencial que acabou destinada à família de Hannia.
A campanha resolveu a etapa financeira, mas a entrega também dependia da mobilização de pessoas para colocar a estrutura de pé. Voluntários ligados à organização trabalharam ao lado de moradores da própria comunidade durante o fim de semana de construção.
A participação das sete famílias de Alto San Blas deu ao projeto uma dimensão comunitária além do financiamento. O trabalho foi concentrado no mesmo período em que a unidade pré-fabricada foi montada, até que a residência estivesse disponível para seus quatro ocupantes.
Para Hannia, a mudança significou compartilhar o novo espaço com o filho adulto e os dois pais idosos. A composição familiar registrada pela TECHO mostra que a unidade precisava abrigar, em um único cômodo, pessoas de diferentes gerações e faixas etárias.
O caso também evidencia os limites do modelo. Embora a pré-fabricação tenha permitido concluir a montagem em apenas dois dias, a própria estimativa de vida útil e a classificação como moradia de emergência diferenciam essa solução de uma casa projetada para uso permanente por décadas.
A estrutura entregue em Alto San Blas foi resultado da combinação entre os recursos arrecadados por Manon, a casa pré-fabricada de madeira e o trabalho coletivo realizado no terreno. Ao término do mutirão, Hannia, Dereck, Miguel Ángel e Lidieth passaram a dispor da unidade construída para abrigar a família.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

