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Esquiador fica soterrado por mais de 4 horas após avalanche em Washington, respira por pequena bolsa de ar e localização do iPhone leva esposa e patrulheiros até ele
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 27/08/2026 às 18:58
Ciência e Tecnologia
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A avalanche em Stevens Pass deixou Michael Harris imóvel sob uma espessa camada de neve, sem alcançar o celular ou o relógio, até Penny Harris notar a posição parada no mapa e orientar a patrulha até o local do resgate.
Michael Harris ficou soterrado por mais de 4 horas após uma avalanche em Washington. Preso sob a neve, ele sentia o iPhone vibrar perto do peito, mas não conseguia mover os braços para atender às ligações da esposa.
O acidente ocorreu em 26 de fevereiro de 2026, em Stevens Pass, uma área de esqui no estado de Washington, nos Estados Unidos. A apuração foi publicada pela FOX 13 Seattle, emissora jornalística local do estado de Washington.
A sobrevivência envolveu uma combinação improvável. Michael permaneceu em uma pequena cavidade com ar, Penny Harris percebeu que algo estava errado e a localização do iPhone ofereceu à patrulha uma referência para iniciar as buscas.
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A avalanche prendeu Michael como se a neve fosse cimento
Michael esquiava sozinho na área conhecida como Big Chief Bowl, um trecho de Stevens Pass que já havia percorrido outras vezes. Durante a descida, a neve cedeu e duas grandes placas o prenderam pelos esquis.
Ele tentou fazer movimentos parecidos com os usados na natação para permanecer na superfície. A força da avalanche, porém, impediu qualquer reação. Durante o deslocamento, Michael conseguiu evitar uma pedra e caiu em uma espécie de buraco na neve.
A neve acumulada fechou o espaço ao redor do corpo. Ele permaneceu em posição vertical, mas completamente imobilizado. Michael descreveu a sensação como estar preso dentro de cimento, sem conseguir alcançar o relógio Apple Watch nem o celular guardado na jaqueta.
A localização do iPhone não saía do mesmo ponto
Em casa, Penny Harris começou a estranhar a falta de contato. Ela ligou para o marido, mas não recebeu resposta. Debaixo da neve, Michael conseguia ouvir o toque e sentir a vibração, embora suas mãos estivessem presas.
Penny abriu o aplicativo Buscar iPhone e consultou a posição do aparelho no mapa. Ela repetiu a verificação e percebeu que a localização permanecia parada no mesmo trecho da montanha.
O compartilhamento de localização permite que uma pessoa autorizada veja onde determinado aparelho aparece no mapa. No caso de Michael, a posição imóvel funcionou como um sinal de alerta, pois ele deveria estar se deslocando pela área de esqui.
A esposa acionou a patrulha e correu até Stevens Pass
Ao perceber que o marido não se movia e não atendia às ligações, Penny entrou em contato com a patrulha de esqui. Depois, saiu de casa e dirigiu até Stevens Pass para acompanhar as buscas.
A FOX 13 Seattle, emissora jornalística local do estado de Washington, detalhou que os patrulheiros usaram a posição indicada pelo iPhone e pelo relógio para chegar à área onde Michael estava.
A localização não revelou sozinha a profundidade nem as condições da vítima. Ainda assim, ela reduziu a área de procura. Os patrulheiros escavaram a neve e encontraram o esquiador bem abaixo da superfície, após mais de 4 horas de soterramento.
Pequena bolsa de ar permitiu que o esquiador respirasse
A posição em que Michael caiu criou uma pequena bolsa de ar diante do rosto. Esse espaço limitado permitiu que ele continuasse respirando enquanto permanecia cercado pela neve compactada.
A sobrevivência em um soterramento prolongado é rara porque a avalanche pode bloquear rapidamente o nariz e a boca. A pressão também dificulta o movimento do peito, enquanto o frio extremo reduz a temperatura do corpo.
Michael não conseguia ampliar a cavidade nem retirar a neve. Além da pequena quantidade de ar disponível, ele precisou enfrentar a imobilidade, o frio e o medo de que ninguém soubesse onde procurá lo. Quando foi encontrado, ainda respirava, mas precisava de atendimento imediato.
Hipotermia, fratura na perna e problemas pulmonares exigiram internação
Após o resgate, Michael foi levado ao hospital com hipotermia, condição em que a temperatura do corpo cai a um nível perigoso. Ele também sofreu uma fratura na parte superior da tíbia direita, região próxima ao joelho.
A lesão na perna exigiu cirurgia. O esquiador ainda enfrentou pneumonia, contusão pulmonar e danos nos rins, consequências relacionadas ao soterramento, ao frio e ao esforço vivido durante a avalanche.
Não houve confirmação de sequelas permanentes. O quadro divulgado era de recuperação após a cirurgia e a internação. A equipe do hospital passou a chamá-lo de Homem Milagre da Avalanche, diante do longo período que permaneceu sob a neve.
Michael sobreviveu depois de mais de 4 horas soterrado, mas sua história também expõe os limites da tecnologia cotidiana. Você costuma compartilhar sua localização com alguém de confiança? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta história.
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Fonte
FOX 13 Seattle
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

