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Anel de elite de 3 mil anos foi forjado com metal vindo do espaço e revela como meteoritos viraram símbolo de poder na Grécia Antiga
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 13/08/2026 às 19:27
Atualizado em 13/08/2026 às 19:28
Ciência e Tecnologia
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Estudo analisou 91 objetos encontrados em 33 sítios arqueológicos e apontou origem extraterrestre muito provável em nove anéis ligados às elites minoica e micênica, que usavam o metal raro como símbolo de prestígio
Pesquisadores identificaram anéis de meteorito entre objetos associados às sociedades minoica e micênica, na Grécia Antiga. A análise de 91 artefatos encontrados em 33 sítios arqueológicos indicou que nove anéis têm origem extraterrestre considerada muito provável, revelando como um metal raro era ligado a prestígio político e religioso.
Anéis de meteorito foram identificados pela presença de níquel
A descoberta resulta de uma parceria entre o Museu Nacional de História Natural, na França, e a Universidade Nacional e Kapodistriana de Atenas.
Os pesquisadores estudaram 91 objetos de ferro recuperados em 33 sítios arqueológicos. Entre eles estavam 13 anéis sofisticados que apresentavam quantidade significativa de níquel, elemento usado como indicador para reconhecer ferro de origem meteórica.
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Segundo informações divulgadas pela Revista Galileu, nove dessas peças foram classificadas como tendo origem extraterrestre muito provável. Os demais objetos ainda precisam passar por verificações adicionais.
A investigação foi realizada sem danificar as peças. Para isso, os cientistas utilizaram fluorescência de raios X, técnica que permite identificar a composição química ao estimular os átomos presentes na superfície dos artefatos.
Metal raro podia representar poder entre minoicos e micênicos
Na Idade do Bronze, a produção de ferro terrestre ainda não havia alcançado grande escala. Nesse contexto, o ferro obtido de meteoritos era um material raro e de elevado valor.
Os autores do estudo, Gounelle e Mantzourani, levantaram a possibilidade de que os anéis de meteorito funcionassem como símbolos de autoridade entre integrantes das elites palacianas minoica e micênica.
Um dos exemplos mencionados veio do sítio arqueológico de Anemospilia, em Creta. Um anel desse tipo foi encontrado ainda no dedo de uma pessoa identificada como possível sumo sacerdote.
A posição do objeto reforça a associação proposta pelos pesquisadores entre essas joias, indivíduos de destaque e funções religiosas ou políticas.
Uso das joias diminuiu por volta de 1.200 a.C.
Os resultados também sugerem que parte do ferro meteórico poderia ter chegado de regiões desérticas, como o Egito, onde meteoritos encontram melhores condições de preservação por causa do clima árido.
O uso dessas peças caiu de forma acentuada por volta de 1.200 a.C., período relacionado ao declínio das grandes capitais palacianas gregas.
Segundo os autores, duas possibilidades podem explicar a mudança: os adornos podem ter simplesmente deixado de ser valorizados ou as rotas comerciais responsáveis pelo fornecimento desse metal podem ter sido interrompidas durante crises sociais do período.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Revista Galileu e do estudo de Gounelle e Mantzourani publicado no Journal of Archaeological Science, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://aventurasnahistor
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

