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Aos 13 anos, brasileiro conquista pelo segundo ano seguido medalha de ouro em Olimpíada Internacional de Matemática em Singapura, supera disputa com mais de 3 mil estudantes de 37 países, entra no grupo dos 2% mais bem colocados e inspira criação de programa para apoiar novos talentos científicos no país
Escrito por Carla Teles
Publicado em 22/08/2026 às 15:05
Atualizado em 22/08/2026 às 15:06
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Lorenzo do Prado Oliveira, de São Bernardo do Campo, conquistou medalha de ouro na Olimpíada de Matemática SIMOC 2025 pelo segundo ano consecutivo. A competição reuniu mais de 3 mil estudantes de 37 países, premiou apenas os 2% melhores de cada faixa e motivou a FAT a idealizar apoio futuro.
Lorenzo do Prado Oliveira, de 13 anos, conquistou pelo segundo ano consecutivo uma medalha de ouro na Olimpíada de Matemática SIMOC, disputada em Singapura em 2025. Natural de São Bernardo do Campo, em São Paulo, ele foi o único brasileiro entre 32 participantes do país a alcançar o ouro na prova individual e ainda recebeu prata na disputa por equipes.
As informações foram publicadas pela Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT) em 22 de julho de 2025. Segundo a instituição, a competição internacional reuniu mais de 3 mil estudantes de 37 países e colocou Lorenzo dentro do grupo dos 2% mais bem classificados de sua faixa, desempenho que também motivou discussões sobre uma futura iniciativa de apoio a jovens talentos científicos.
Olimpíada de Matemática reuniu mais de 3 mil estudantes
O Desafio Internacional de Olimpíada de Matemática de Singapura, conhecido pela sigla SIMOC, reuniu participantes de dezenas de países em uma programação que combinou diferentes formas de avaliar conhecimento matemático e capacidade de resolução de problemas.
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Na edição de 2025, mais de 3 mil estudantes de 37 países participaram da competição. O desempenho de Lorenzo ganhou destaque não apenas pelo ouro, mas pelo critério restrito utilizado para conceder a principal medalha em cada faixa.
Apenas os 2% melhores de cada faixa receberam ouro
Segundo a FAT, a medalha de ouro da Olimpíada de Matemática é destinada somente aos 2% mais bem colocados de cada faixa participante, considerando o desempenho técnico e os critérios previstos pela avaliação.
Isso colocou o estudante brasileiro em uma parcela bastante reduzida dos competidores. Lorenzo conquistou o ouro individual pela segunda edição consecutiva, repetindo um resultado alcançado anteriormente no mesmo circuito internacional.
Lorenzo foi o único brasileiro a conquistar ouro individual
A delegação brasileira contava com 32 participantes, mas Lorenzo foi o único entre eles a obter a medalha de ouro na prova individual, segundo a Fundação.
Além desse resultado, o estudante também recebeu uma medalha de prata na prova realizada por equipes, ampliando sua participação no evento para além da avaliação individual.
Provas exigiram raciocínio, estratégia e trabalho em equipe
A estrutura do SIMOC 2025 não ficou restrita a questões objetivas. As atividades incluíram exercícios dissertativos e jogos matemáticos desenvolvidos em grupo.
Esse formato colocou em avaliação diferentes competências. Raciocínio lógico, domínio técnico, interpretação e estratégia fizeram parte dos desafios enfrentados pelos participantes da Olimpíada de Matemática em Singapura.
Caminho até Singapura passou por outras três competições
Antes de chegar ao SIMOC, Lorenzo precisou obter resultados em outras olimpíadas classificatórias. O estudante havia conquistado medalhas na American International Mathematics Olympiad, na Global Finals e na SASMO.
Esses resultados permitiram sua progressão até a competição realizada em Singapura. A SASMO aparece no percurso como uma das portas de entrada para o SIMOC, formando um caminho competitivo construído antes da medalha internacional.
Competições anteriores também abriram oportunidades acadêmicas
O desempenho obtido nessas etapas não produziu apenas classificações esportivas ou medalhas. Segundo a FAT, as conquistas também resultaram na inclusão de Lorenzo na International Junior Honor Society.
O estudante recebeu ainda convites relacionados a atividades acadêmicas fora do Brasil. Dessa forma, a participação em Olimpíada de Matemática passou a funcionar também como uma ponte para outras experiências educacionais internacionais.
Viagem exigiu preparação além das provas
Participar de uma competição em Singapura trouxe desafios que iam além da resolução das questões. A adaptação ao fuso horário foi apontada pela família como um dos elementos que precisaram ser considerados antes da disputa.
A FAT auxiliou Lorenzo e seus familiares durante o processo. Segundo o relato apresentado pela instituição, a antecipação da viagem ajudou na adaptação antes das provas, reduzindo o impacto da mudança de horário sobre o estudante.
Apoio foi buscado meses antes da competição
A família procurou alternativas para viabilizar a participação internacional antes de receber o suporte da Fundação. De acordo com o relato publicado, houve tentativas de obter auxílio por meio de órgãos públicos.
A mãe do estudante afirmou que a condição de aluno de escola privada, embora bolsista, dificultou o acesso a determinados mecanismos governamentais. A FAT posteriormente ofereceu apoio para que Lorenzo pudesse participar da competição em Singapura.
Experiência envolveu contato com estudantes de outros países
A passagem por Singapura também incluiu atividades fora das salas onde ocorreram as provas. Lorenzo teve contato com estudantes de diferentes nacionalidades e participou de uma recepção na representação diplomática brasileira.
Segundo o estudante, a convivência internacional ampliou a experiência para além da matemática. A Olimpíada de Matemática também funcionou como espaço de contato entre jovens de diferentes culturas e sistemas educacionais.
Estudante já havia ganhado destaque em programa de televisão
Antes do resultado internacional de 2025, Lorenzo já havia aparecido em outro ambiente de competição intelectual. Em 2023, participou do quadro “Pequenos Gênios”, exibido no programa Domingão com Huck.
Ele foi campeão naquela participação e passou a ser associado ao título de “Pequeno Gênio”. Apesar da repercussão televisiva, o resultado em Singapura foi obtido dentro de uma sequência própria de competições acadêmicas e classificatórias de matemática.
Desempenho motivou ideia de programa para novos talentos
Durante uma visita de Lorenzo à sede da Fundação, a trajetória do estudante levou a instituição a discutir uma iniciativa mais ampla voltada a outros jovens.
A FAT informou que passou a idealizar um programa institucional e parcerias estratégicas para apoiar talentos ligados à educação científica. A proposta apresentada pela fonte estava, portanto, em estágio de concepção, e não como programa já implementado.
Fundação vê apoio como possível modelo para novas iniciativas
A experiência de Lorenzo foi apresentada pela própria instituição como uma referência para ações futuras. A ideia seria ampliar oportunidades para estudantes capazes de alcançar competições e atividades acadêmicas de alto nível.
Isso desloca parte da discussão do resultado individual para uma questão estrutural: como identificar e apoiar jovens talentos científicos antes que dificuldades financeiras ou logísticas impeçam sua participação em oportunidades nacionais e internacionais.
Olimpíada de Matemática coloca apoio a jovens talentos no centro do debate
A segunda medalha consecutiva de Lorenzo no SIMOC reuniu números expressivos: mais de 3 mil competidores, 37 países, apenas 2% de medalhistas de ouro por faixa e um único brasileiro com ouro na prova individual entre 32 participantes do país.
O resultado também produziu uma consequência além do pódio, ao estimular a FAT a discutir formas de apoiar outros estudantes com desempenho acadêmico elevado. Na sua opinião, Brasil deveria ampliar programas específicos para financiar a participação de jovens talentos em competições científicas internacionais? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

