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Estrada mais perigosa das Filipinas chega a 2.255 metros de altitude, corta montanhas entre abismos, neblina intensa e enfrenta deslizamentos frequentes durante a temporada de chuvas
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 22/08/2026 às 15:03
Atualizado em 22/08/2026 às 15:29
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Com cerca de 150 quilômetros entre Baguio e Bontoc, a Halsema Highway corta a Cordilheira Central, enfrenta chuvas de monções, quedas de rochas e neblina intensa, mas também dá acesso a destinos turísticos famosos locais
A Halsema Highway, principal ligação entre Baguio e áreas montanhosas do norte das Filipinas, percorre aproximadamente 150 quilômetros e alcança 2.255 metros de altitude em Atok. A combinação de encostas íngremes, chuvas de monções, neblina, quedas de rochas e trechos sem proteção torna a viagem especialmente delicada entre junho e novembro.
Halsema Highway enfrenta deslizamentos, neblina e curvas entre montanhas
Conhecida como uma das estradas mais perigosas das Filipinas, a Halsema Highway atravessa a Cordilheira Central e funciona como corredor essencial para ônibus intermunicipais e caminhões carregados de vegetais produzidos nas áreas montanhosas.
Os riscos aumentam principalmente durante a estação de tufões, entre junho e novembro. Nesse período, chuvas intensas deixam a pista escorregadia, formam lama e aumentam a ocorrência de deslizamentos de encostas e quedas de rochas.
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Em vários pontos, veículos passam próximos de abismos e enfrentam trechos sem guard rails. A neblina também pode reduzir a visibilidade a poucos metros, dificultando ainda mais a condução nas curvas fechadas.
Entre dezembro e maio, durante a estação seca, o cenário muda. O asfalto tende a permanecer seco e a visibilidade melhora, embora ainda exista risco moderado relacionado principalmente à neblina durante as primeiras horas do dia.
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Ponto mais alto fica a 2.255 metros em Atok
Um dos números que mostram a dimensão da Halsema Highway é sua altitude máxima. A estrada chega a 2.255 metros em Atok, Benguet, ponto apresentado no material como o trecho rodoviário mais alto do país.
A altitude contribui para temperaturas incomuns em um país tropical. Durante as madrugadas, pode ocorrer geada nas plantações da região, fenômeno que atrai a atenção de visitantes.
A estrada também passa entre montanhas cobertas por pinheiros, vales profundos e áreas agrícolas em terraços. Entre os trechos conhecidos está o chamado “Philippine Pali”, onde a montanha foi cortada para permitir a passagem da pista.
Mirantes ao longo do caminho permitem observar plantações de repolho e cenoura distribuídas pelas encostas.
Rodovia também dá acesso a destinos turísticos
Apesar das condições naturais difíceis, a maior parte da rodovia recebeu pavimentação, facilitando o acesso a comunidades remotas e aumentando o movimento de turistas pelas regiões frias do norte filipino.
A via serve como porta de entrada para destinos como os Terraços de Arroz de Banaue e as cavernas de Sagada. O próprio trajeto também se tornou parte da experiência turística por atravessar áreas montanhosas e agrícolas.
O movimento de caminhões pode tornar o deslocamento lento. Mesmo percursos relativamente curtos podem levar horas quando há comboios de veículos pesados circulando pela estrada.
Governo pode bloquear tráfego durante períodos de maior risco
Durante a temporada de chuvas, o governo filipino monitora as condições da Halsema Highway e pode bloquear preventivamente o tráfego. Também estão previstas obras de contenção de encostas para reduzir os riscos na principal rota de escoamento agrícola da região.
Entre as recomendações apresentadas estão evitar viagens noturnas por causa da falta de iluminação e da neblina intensa e, quando possível, utilizar motoristas locais acostumados às curvas e às condições da estrada.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações fornecidas sobre a Halsema Highway, incluindo referências ao Department of Public Works and Highways (DPWH), Department of Tourism e ao canal Autentic Documentary, com dados, números e orientações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://bmcnews.com.br/ul
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

