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Aos 24 anos, ela vivia de bicos e temia ficar sem plano de saúde; hoje trabalha na construção civil, ganha seis dígitos e não acumula dívidas
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 01/08/2026 às 17:33
Curiosidades
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Aos 27 anos, Abbi Donovan trocou trabalhos temporários pela construção civil, ingressou no sindicato de pintores e decoradores e hoje destaca salário de seis dígitos, rotina até as 14h e ausência de dívidas financeiras pessoais
Aos 27 anos, Abbi Donovan deixou uma sequência de trabalhos temporários para se tornar uma mulher na construção civil em Chicago. Após três anos no sindicato de pintores e decoradores, ela afirma ganhar seis dígitos por ano, não ter dívidas e manter uma rotina que termina por volta das 14h.
Mulher na construção civil encontrou alternativa à faculdade
Por volta dos 24 anos, Donovan sentia que estava estagnada e enfrentava o que chamou de “crise da meia-idade”. Até então, havia trabalhado em um campo de golfe, como garçonete e também com atuação.
Os bicos serviam para ganhar tempo enquanto ela tentava decidir qual carreira seguir. Ao mesmo tempo, acompanhava amigos que concluíam a faculdade sem oportunidades de emprego e ainda precisavam lidar com dívidas e estresse.
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A possibilidade de perder o plano de saúde dos pais aos 26 anos tornou a decisão mais urgente. Donovan começou a pesquisar profissões que oferecessem estabilidade, benefícios e a chance de iniciar uma carreira sem depender de uma graduação.
Os trabalhos manuais chamaram sua atenção. Ela pesquisou áreas como elétrica, hidráulica, alvenaria e serralheria, até perceber que a construção civil reunia desafios técnicos e resultados que podiam ser vistos diretamente.
Segundo Donovan, observar como os prédios eram montados peça por peça fazia cada obra parecer um grande quebra-cabeça. A possibilidade de produzir algo concreto ajudou a definir o caminho profissional.
Programa para mulheres abriu caminho até o sindicato
Donovan ingressou no Chicago Women in Trades, programa de pré-aprendizagem voltado às mulheres. Durante a formação, teve contato com atividades práticas, construiu uma rede profissional e recebeu oportunidades em diferentes áreas.
Depois dessa experiência, entrou para o sindicato de pintores e decoradores. Ela permanece na profissão desde então e relata que, mesmo após três anos, continua encontrando problemas novos e aprendendo técnicas diferentes.
Como aprendiz, suas tarefas dependem das necessidades de cada obra. Ela pode pintar molduras de portas, lixar vigas metálicas, corrigir imperfeições em corredores, preparar superfícies ou aplicar pintura em estruturas e decks.
O trabalho exige que permaneça em pé ou ajoelhada durante grande parte do dia. Algumas atividades são realizadas em ambientes com temperaturas desconfortáveis, enquanto outras envolvem prazos apertados e complicações inesperadas.
Apesar do esforço, Donovan compara a profissão a um grande projeto de artesanato. Em determinados dias, consegue ouvir audiolivros, cantar durante as tarefas e acompanhar a transformação visual do espaço até o resultado final.
Rotina começa às 4h30 e termina por volta das 14h
Um dia comum começa por volta das 4h30. Donovan dirige aproximadamente uma hora até o local da obra, que pode mudar conforme o projeto, e encontra a equipe no espaço onde ficam guardadas as ferramentas.
Por volta das 6h, os trabalhadores tomam café, organizam os equipamentos e recebem as orientações. O ritmo depende do responsável pela equipe e da etapa da obra. O serviço começa efetivamente às 6h30.
O intervalo para almoço dura 45 minutos e geralmente acontece às 10h. A jornada termina por volta das 14h, horário que permite a Donovan voltar cedo para casa e dedicar parte da tarde a outras atividades.
Ela afirma aproveitar esse período para frequentar a academia em horários mais tranquilos, descansar, encontrar amigos e desenvolver projetos pessoais, como pinturas e produção de conteúdo.
Nos empregos anteriores, Donovan chegava em casa mental e emocionalmente cansada. Na construção, embora enfrente maior desgaste físico, diz preservar energia mental para realizar outras atividades após o expediente.
Salário de seis dígitos e habilidades para a vida
Donovan afirma receber um salário anual de seis dígitos e diz que poderia aumentar os ganhos caso aceitasse trabalhar mais horas. No entanto, prefere manter o horário atual e não levar preocupações profissionais para casa.
Além da remuneração, ela destaca os conhecimentos adquiridos. As habilidades permitem realizar reparos domésticos, aceitar trabalhos extras e considerar a possibilidade de abrir o próprio negócio no futuro.
Os contatos feitos no setor também criaram uma rede de profissionais com diferentes especialidades. Segundo Donovan, essas relações permitem trocar conhecimentos e serviços ao longo da vida.
A trabalhadora afirma não possuir dívidas, não se preocupar com plano de saúde e ganhar mais do que recebeu em qualquer emprego anterior. Para ela, a profissão também trouxe confiança e estabilidade financeira.
Donovan destaca ainda a competência das mulheres que conheceu no setor. Segundo ela, muitas são reconhecidas pelos colegas por serem rápidas, confiáveis, atentas aos detalhes e eficientes no trabalho em equipe.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da revista PEOPLE, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://people.com/24-yea
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

