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Brasil dispara em ranking mundial, sobe 10 posições de uma vez e entra pela primeira vez no Top 5 dos melhores países para estrangeiros morarem, com destaque para felicidade, cordialidade e facilidade de adaptação, deixando para trás Espanha, Portugal e Singapura
Escrito por Ana Alice
Publicado em 29/08/2026 às 18:40
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Um levantamento internacional sobre a experiência de expatriados colocou o Brasil em uma posição inédita, impulsionado por aspectos sociais, financeiros e cotidianos que ajudam a explicar por que estrangeiros avaliam tão bem a vida no país.
O Brasil alcançou em 2026 sua melhor colocação no ranking geral do Expat Insider, levantamento anual da InterNations sobre a experiência de estrangeiros que vivem fora de seus países de origem.
Depois de aparecer em 15º lugar em 2025, o país saltou dez posições e chegou ao 5º lugar, ficando à frente de Espanha, Singapura e Portugal.
O avanço não ocorreu porque o Brasil liderou quesitos tradicionalmente associados à infraestrutura ou ao mercado de trabalho.
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O principal impulso veio de fatores ligados à experiência cotidiana dos expatriados, como facilidade de adaptação, cordialidade da população, formação de amizades e satisfação geral com a vida no país.
Na edição de 2026, 79% dos estrangeiros consultados no Brasil disseram estar satisfeitos com a vida no país, acima da média global de 70%.
Além disso, 37% declararam estar completamente felizes com a experiência.
Esse desempenho colocou o Brasil em 5º lugar no quesito felicidade geral entre os destinos analisados.
O resultado também marca a primeira entrada brasileira no Top 5 geral da pesquisa.
Nos anos anteriores recentes, o país chegou ao 7º lugar em 2024, caiu para a 15ª posição em 2025 e voltou a subir com força em 2026.
Brasil entra no Top 5 do Expat Insider 2026
O Panamá permaneceu no topo do ranking geral pelo terceiro ano consecutivo.
Logo depois aparecem México, Tailândia e Emirados Árabes Unidos.
O Brasil ocupa a quinta posição, seguido por Espanha, Singapura, Portugal, Malásia e Luxemburgo.
Dessa forma, o país ficou à frente de destinos europeus e asiáticos frequentemente associados à qualidade de vida e à estrutura oferecida a estrangeiros.
A lista mostra, porém, que não existe uma única característica capaz de explicar as primeiras posições.
Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, foram muito bem avaliados em questões práticas e perspectivas profissionais, enquanto Singapura apresentou um dos melhores resultados em qualidade de vida.
Já países latino-americanos como Panamá, México e Brasil se destacaram principalmente na adaptação social e na satisfação dos expatriados.
Facilidade de adaptação impulsiona posição do Brasil
Entre todos os indicadores brasileiros, um dos mais fortes foi o chamado Ease of Settling In Index, que mede o quanto os estrangeiros consideram fácil se adaptar ao país, fazer amigos e construir uma vida social.
Nesse índice, o Brasil ficou em 4º lugar entre os 31 destinos avaliados.
O resultado fica ainda mais expressivo quando são observadas as perguntas específicas.
O país terminou em 2º lugar tanto na avaliação da cordialidade dos moradores com estrangeiros quanto na facilidade para fazer amizades com brasileiros.
Segundo a InterNations, 79% dos entrevistados avaliaram positivamente a receptividade dos moradores em relação aos estrangeiros, enquanto a média global ficou em 61%.
Além disso, 53% afirmaram concordar completamente que se sentem bem-vindos no Brasil.
A formação de amizades também apareceu como um diferencial.
Cerca de 68% disseram considerar fácil fazer amigos locais, contra uma média mundial de 39%.
Quase metade dos entrevistados, 48%, afirmou ainda que seu círculo de amizades é formado principalmente por brasileiros, enquanto a proporção global foi de 17%.
Um expatriado argentino que vive em São Paulo resumiu sua experiência destacando “o clima, a natureza e, acima de tudo, as pessoas”.
Felicidade dos estrangeiros fica acima da média mundial
A satisfação geral teve peso importante na posição brasileira.
Quase oito em cada dez estrangeiros ouvidos no país disseram estar felizes com a vida no Brasil, índice superior ao resultado global registrado pela pesquisa.
No ranking específico de felicidade, Tailândia ficou em primeiro lugar, seguida por Panamá e México.
Espanha apareceu em quarto e o Brasil em quinto.
Esses números ajudam a explicar por que o Brasil consegue ocupar uma posição elevada no ranking geral mesmo apresentando resultados mais fracos em alguns indicadores objetivos.
O Expat Insider não mede apenas infraestrutura ou renda.
A pesquisa combina a percepção dos participantes sobre diferentes aspectos da experiência de morar no exterior, desde trabalho e finanças até relações sociais, qualidade de vida e facilidade para resolver necessidades do cotidiano.
Custo de vida e moradia recebem boas avaliações
Outra área favorável foi a de finanças pessoais.
O Brasil terminou em 6º lugar no Personal Finance Index, índice que considera a percepção dos expatriados sobre custo de vida, renda disponível e situação financeira.
Cerca de 48% dos entrevistados no país avaliaram positivamente o custo de vida, contra 39% na média mundial.
A satisfação financeira colocou o Brasil em 5º lugar nesse fator específico.
O desempenho nas necessidades básicas da vida de um expatriado também melhorou.
No Expat Essentials Index, que reúne questões relacionadas a moradia, serviços digitais, burocracia e idioma, o Brasil terminou em 10º lugar.
Moradia foi o ponto de maior destaque, com a quinta posição entre os países analisados.
Português ainda é uma barreira para estrangeiros
Nem todos os resultados foram positivos.
A língua continua sendo um dos obstáculos mais mencionados por estrangeiros que se mudam para o Brasil.
O país apareceu em 29º lugar na facilidade de viver sem falar o idioma local.
Apenas 23% consideraram administrável viver no território brasileiro sem dominar o português, bem abaixo dos 48% registrados globalmente.
Antes da mudança, 42% dos participantes disseram que a barreira linguística estava entre suas principais preocupações.
Por outro lado, aproximadamente 73% afirmaram falar português pelo menos razoavelmente bem depois de viver no país.
Segurança pesa contra a qualidade de vida no Brasil
O contraste mais evidente aparece quando o ranking geral é comparado ao indicador específico de qualidade de vida.
Embora tenha ficado em 5º lugar na classificação geral, o Brasil apareceu apenas na 23ª posição no Quality of Life Index.
A avaliação positiva das opções de lazer, do clima e do ambiente natural não foi suficiente para compensar problemas relacionados à segurança e à mobilidade.
O país terminou em 3º lugar na categoria de opções de lazer e em 4º na avaliação do clima.
Além disso, 95% dos entrevistados avaliaram positivamente o ambiente natural brasileiro.
Em sentido oposto, apenas 53% afirmaram sentir-se pessoalmente seguros no Brasil, diante de uma média mundial de 81%.
Nesse fator, o país ficou em 30º lugar entre os 31 analisados, à frente apenas da África do Sul.
A mobilidade também prejudicou o resultado brasileiro.
O levantamento colocou o país em 30º lugar quando os participantes avaliaram a facilidade e a segurança de caminhar ou andar de bicicleta e em 29º na percepção sobre a rede viária.
Trabalho no exterior é um dos pontos mais fracos
Quem olha apenas para a posição geral também pode ter a impressão de que o Brasil está entre os melhores destinos para desenvolver uma carreira internacional, mas o levantamento mostra uma situação diferente.
No Working Abroad Index, o Brasil ficou em 24º lugar.
Segurança no emprego, estado da economia e equilíbrio entre vida profissional e pessoal reduziram a avaliação.
Ao mesmo tempo, alguns aspectos profissionais tiveram resultados melhores.
O país ficou em 9º lugar tanto na avaliação do mercado de trabalho local quanto na satisfação geral com o emprego.
Também apareceu em 10º lugar na percepção sobre remuneração justa, com 63% dos participantes afirmando sentir que recebem uma compensação adequada.
Os dados mostram ainda que trabalho não é necessariamente a principal razão pela qual estrangeiros escolhem o Brasil.
Somadas, as motivações profissionais responderam por menos de um quarto das mudanças relatadas pelos participantes.
Já 18% disseram ter se mudado por amor, enquanto outros 11% citaram diferentes razões familiares.
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Expat Insider 2026 ouviu quase 8 mil expatriados
O Expat Insider 2026 foi realizado pela InterNations entre 1º de fevereiro e 31 de março de 2026.
Ao todo, 7.786 expatriados participaram da pesquisa, representando 162 nacionalidades.
Para que um destino pudesse entrar nos índices e no ranking geral, a organização exigiu pelo menos 50 participantes residentes naquele país.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

