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Com 1,29 metro de comprimento, corpo maior que o de muitos cães e proporções impressionantes para um coelho doméstico, Darius virou uma lenda entre os animais e entrou para a história ao ser reconhecido pelo Guinness como o coelho mais longo do mundo
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 28/08/2026 às 23:04
Atualizado em 28/08/2026 às 23:05
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Darius media 1,29 metro e entrou para o Guinness como o coelho mais longo do mundo. Em 2021, desapareceu de casa e mobilizou a polícia britânica.
Em 2010, o coelho gigante Darius, criado pela britânica Annette Edwards, alcançou uma dimensão tão fora do padrão que entrou oficialmente para o Guinness World Records. Medido em Worcester, no Reino Unido, em 6 de abril daquele ano, ele chegou a 129 centímetros de comprimento, ou 4 pés e 3 polegadas, tornando-se o detentor do recorde de coelho vivo mais longo do mundo. O Guinness identifica Darius como um Flemish Giant e destaca que animais dessa linhagem são conhecidos justamente pelas dimensões muito superiores às de coelhos domésticos convencionais.
A história, porém, ganhou um desfecho completamente inesperado 11 anos depois. Na noite entre 10 e 11 de abril de 2021, Darius desapareceu do recinto onde vivia no jardim da propriedade de Annette, em Stoulton, Worcestershire. A West Mercia Police passou a tratar o caso como um possível furto e lançou um apelo público para tentar localizar o animal recordista. Desde então, o Guinness já declarou que não possui um novo detentor confirmado para a categoria de coelho vivo mais longo desde Darius.
Darius chegou a 1,29 metro quando foi medido oficialmente
O número que tornou Darius famoso é difícil de visualizar quando associado a um coelho: 1,29 metro de comprimento. É uma medida próxima da altura de uma criança pequena quando colocada em pé e muito superior ao comprimento corporal normalmente associado aos animais domésticos da espécie.
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A medição que aparece no banco oficial do Guinness ocorreu em 6 de abril de 2010, em Worcester. Darius foi estendido para que seu comprimento pudesse ser aferido e a marca de 129 centímetros foi registrada.
O próprio Guinness esclareceu posteriormente como avalia candidatos modernos a esse tipo de recorde. O animal precisa ter pelo menos 18 meses, e a medição é realizada horizontalmente, da extremidade da pata dianteira até a extremidade da pata traseira, com o coelho estendido.
Não foi o peso que colocou Darius no Guinness
Tecnicamente, o recorde certificado era de comprimento, não de peso. O Guinness evita utilizar o peso como critério para determinadas categorias de animais domésticos justamente para não criar incentivos a práticas prejudiciais, como alimentação excessiva voltada apenas à quebra de recordes.
Portanto, a informação mais sólida e oficialmente reconhecida sobre Darius continua sendo aquela que pode ser encontrada no banco do Guinness: 129 centímetros de comprimento.
Sua própria raça já está entre as maiores do mundo
Darius não cresceu a partir de uma linhagem de coelhos pequenos. O Guinness o identifica como um Flemish Giant, ou Gigante de Flandres, grupo conhecido pelas grandes proporções corporais.
A própria página do recorde ressalta que esses animais são reconhecidos justamente por seu grande tamanho.
Em outras fontes britânicas da época, Darius também foi descrito como Continental Giant. A West Mercia Police, por exemplo, utilizou a denominação Continental Giant ao divulgar o desaparecimento em 2021.
A divergência de nomenclatura aparece nas próprias fontes históricas, por isso o mais seguro é preservar como cada instituição o descreveu: Flemish Giant no registro do Guinness e Continental Giant no comunicado policial.
Mesmo entre coelhos gigantes, Darius era uma exceção
Pertencer a uma raça grande não significa automaticamente chegar perto de 1,29 metro. Foi justamente a distância entre o tamanho já impressionante desses coelhos e as dimensões de Darius que permitiu a certificação mundial.
Em agosto de 2024, o Guinness voltou a destacar o caso ao publicar uma lista de recordes animais que estavam sem novos detentores.
A organização afirmou que não havia registrado outro coelho vivo mais longo desde Darius, mantendo seus 129 centímetros como a grande referência histórica da categoria.
Isso significa que, 14 anos depois da medição original, a organização ainda utilizava Darius para explicar qual dimensão um novo candidato precisaria superar.
O recorde exige um animal com pelo menos 18 meses
O Guinness também impõe uma condição interessante para evitar que filhotes sejam medidos antes de concluir parte importante do desenvolvimento.
Para concorrer atualmente ao título, o coelho deve ter pelo menos 18 meses de idade. A medição precisa seguir regras específicas e não pode ser simplesmente uma estimativa visual feita pelo proprietário.
Isso ajuda a explicar por que fotografias de coelhos aparentemente enormes não bastam para substituir um recordista.
A instituição precisa receber evidências de que o animal realmente supera a marca anterior dentro de um método padronizado.
Darius tornou-se uma celebridade internacional
Depois da certificação, a imagem de Annette segurando um coelho que parecia enorme demais para caber confortavelmente nos braços começou a circular internacionalmente.
O contraste ajudou a transformar Darius em um dos animais recordistas mais reconhecidos do Guinness. Durante anos, ele apareceu em reportagens, programas de televisão e conteúdos associados aos recordes de Páscoa e animais domésticos.
Em 2017, por exemplo, o próprio Guinness voltou a apresentá-lo em uma seleção de recordes relacionados à Páscoa, reafirmando os 129 centímetros medidos em 2010.
O fascínio era simples de entender: Darius tinha a aparência familiar de um coelho doméstico, mas numa escala completamente inesperada.
Um coelho de 1,29 metro simplesmente desapareceu do jardim
O caso chamou atenção porque Darius estava longe de ser um animal discreto. Não se tratava de um pequeno coelho que poderia facilmente passar despercebido.
Era um animal com mais de 1,2 metro de comprimento, conhecido internacionalmente e fotografado inúmeras vezes ao lado de sua proprietária.
Assista o vídeo
Mesmo assim, segundo a polícia, ele desapareceu do recinto onde vivia durante a noite entre sábado e domingo.
O tamanho transformou o desaparecimento em um mistério ainda mais peculiar. Transportar silenciosamente um coelho daquela escala seria muito diferente de simplesmente levar um animal doméstico pequeno.
Annette ofereceu recompensa para tentar recuperar Darius
O desaparecimento levou Annette Edwards a fazer apelos públicos. Inicialmente, ela ofereceu £1.000 de recompensa pela devolução de Darius e destacou que o animal já estava velho e não deveria ser visto como uma oportunidade para reprodução. A repercussão internacional cresceu rapidamente após o comunicado policial.
Poucos dias depois, o valor oferecido pela proprietária chegou a £2.000, enquanto o caso seguia sendo investigado.
A preocupação de Annette não estava apenas ligada ao valor ou ao recorde. Darius havia vivido durante anos como seu animal de estimação e, naquele momento, já estava numa idade avançada para um coelho gigante.
Polícia descreveu Darius como um animal “único”
No comunicado oficial, a West Mercia Police chamou atenção justamente para a singularidade do animal. A força informou que o coelho era “quite unique” devido ao tamanho e ao reconhecimento do Guinness. Darius era citado como tendo aproximadamente quatro pés e carregava a notoriedade de ser um recordista mundial.
Essa característica teoricamente tornaria mais difícil esconder ou comercializar o animal sem chamar atenção.
Um coelho doméstico comum poderia passar despercebido. Um recordista de 1,29 metro fotografado internacionalmente era muito mais fácil de reconhecer.
Guinness deixou de ter um detentor vivo confirmado para o recorde
A situação atual exige cuidado com a terminologia. A página histórica do Guinness ainda preserva o recorde de Darius, 129 centímetros, registrado em 2010. Entretanto, em uma publicação de agosto de 2024, a própria organização afirmou que não tinha visto um novo detentor do recorde de “coelho vivo mais longo” desde Darius.
O Guinness incluiu a categoria entre os recordes que poderiam ser reivindicados novamente.
Por isso, não é correto escrever em 2026 que Darius seja atualmente o “coelho vivo mais longo do mundo”. Seu paradeiro deixou de ser conhecido em 2021, e a organização trata atualmente a categoria como sem um detentor vivo confirmado.
O que permanece plenamente documentado é seu feito histórico: ele foi o detentor oficial do recorde de maior comprimento entre coelhos vivos.
Para superar Darius, um novo candidato precisa passar de 1,29 metro
A publicação do Guinness em 2024 transformou a antiga marca em uma espécie de desafio para futuros candidatos.
Um coelho interessado no recorde precisa ter mais de 18 meses, ser submetido ao procedimento correto de medição e apresentar um comprimento capaz de superar a referência histórica estabelecida por Darius.
Isso significa que não basta criar um animal visualmente volumoso ou mais pesado. A categoria é especificamente de comprimento e segue uma metodologia padronizada.
Até a publicação mais recente do Guinness encontrada sobre o assunto, nenhum novo animal havia sido certificado para substituir Darius na categoria viva.
De recordista mundial a protagonista de um mistério sem resposta pública
A trajetória de Darius reúne dois elementos que raramente aparecem na história de um animal recordista. O primeiro aconteceu em 2010, quando um coelho criado na Inglaterra foi estendido diante de uma medição e alcançou impressionantes 129 centímetros, garantindo um lugar no Guinness World Records.
O segundo ocorreu em 2021, quando o mesmo animal desapareceu do recinto de sua casa e seu nome apareceu não mais numa lista de recordes, mas em um comunicado da polícia britânica pedindo informações sobre um possível furto.
Assista o vídeo
Anos depois, o Guinness ainda usa os 1,29 metro de Darius como referência histórica e informou em 2024 que não havia um novo detentor vivo confirmado para a categoria.
O animal que parecia quase grande demais para ser um coelho transformou-se, assim, em uma história com duas marcas igualmente incomuns: primeiro, cresceu até entrar para o livro dos recordes; depois, desapareceu de um jardim britânico e deixou para trás um recorde que nenhum novo coelho havia assumido oficialmente até a atualização do Guinness de 2024.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

