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Ela cruzou três estados, percorreu mais de 2.100 km entre Amazônia e Cerrado em busca de um novo território: a onça-pintada Gaspar andou por 2.122 km após perder seu território e faz a maior jornada já registrada para a espécie
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 01/08/2026 às 18:18
Atualizado em 01/08/2026 às 18:19
Ciência e Tecnologia
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Pesquisa detalha a impressionante travessia de 2.122 quilômetros realizada pela onça Gaspar entre a Amazônia e o Cerrado.
Movido por uma provável disputa territorial que o obrigou a abandonar seu habitat original, um macho de oito anos conhecido como Gaspar percorreu exatos 2.122 quilômetros de forma quase linear ao longo do rio Araguaia, cruzando a transição entre a Amazônia e o Cerrado entre novembro de 2024 e o final de 2025, conforme revelou um estudo publicado na revista Ecology em 16 de junho de 2026 por pesquisadores do Instituto Onça-Pintada.
Os motivos que levou a onça-pintada Gaspar a viajar
Diante de um comportamento tão atípico para um felino adulto, saudável e de grande porte, os pesquisadores buscaram compreender o que motivaria o animal a abandonar a estabilidade de seu habitat para realizar uma viagem tão exaustiva.
De acordo com explicações fornecidas por Leandro Silveira, representante do Instituto Onça-Pintada, espécimes nas condições físicas de Gaspar já se encontram plenamente estabelecidos em seus territórios de origem desde os primeiros anos de vida, tornando improvável a busca voluntária por novas áreas.
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A principal hipótese levantada pelos especialistas aponta para uma disputa territorial: outro macho da mesma espécie pode ter reivindicado e tomado a área original do felino em busca de recursos alimentares e melhores condições de sobrevivência, forçando-o a migrar.
Durante essa extensa jornada de mais de um ano, o caminho percorrido exigiu que o felino cruzasse diversos trechos de propriedades particulares, lavouras agrícolas e plantações de cana-de-açúcar situadas nos territórios dos estados de Mato Grosso, Tocantins e Goiás.
Embora a maior parte dos deslocamentos mais frequentes tenha ocorrido com o apoio de reservas legais e de Áreas de Preservação Permanente (APPs) estabelecidas pelo Código Florestal, a passagem por regiões de forte tradição pecuária acendeu um sinal de alerta entre os conservacionistas.
A exposição a zonas onde a caça ilegal ainda representa uma ameaça real reforça a urgência de repensar a conectividade e a eficácia prática das áreas protegidas brasileiras, garantindo que animais em trânsito encontrem um suporte adequado para a preservação de suas vidas.
O incomum deslocamento de um grande predador
Surpreendendo a comunidade científica dedicada à preservação da fauna brasileira, um exemplar macho de oito anos de idade executou uma rota de deslocamento sem precedentes na história recente dos felinos silvestres.
Conhecido pelos pesquisadores como Gaspar, o animal abandonou seus domínios tradicionais e empreendeu uma longa caminhada que totalizou exatos 2.122 quilômetros de extensão, margeando o rio Araguaia e cruzando a transição territorial entre a floresta amazônica e o Cerrado.
Os dados referentes a essa façanha única foram oficialmente publicados na revista científica Ecology em 16 de junho de 2026, repercutindo amplamente entre especialistas em conservação ambiental.
O monitoramento detalhado dessa rota incomum tornou-se viável graças ao trabalho contínuo de uma equipe de biólogos vinculada ao Instituto Onça-Pintada, organização que acompanha o comportamento da espécie no país desde 1999.
Por meio de uma coleira equipada com tecnologia GPS acoplada ao animal em 11 de novembro de 2024, os cientistas conseguiram desenhar um mapa exato de seus passos, revelando um trajeto que se desenvolveu de maneira quase linear.
Enquanto a média esperada de deslocamento para exemplares da mesma espécie costuma variar entre modestos 60 e 100 quilômetros anuais, o recordista rompeu todas as barreiras estatísticas conhecidas antes que seu sinal de rastreamento se tornasse inativo em 27 de novembro de 2025.
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Com informações da Revista Galileu
Fonte
Revista Galileu
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

