4 min de leitura
Família compra em leilão uma casa centenária que foi residência de dois bispos e, após nove anos de restauração, preserva uma capela privada de 1935 com colunas de mármore rosa, murais italianos, vitrais alemães e tetos ornamentados
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 08/08/2026 às 19:34
Atualizado em 08/08/2026 às 19:35
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Comprada em leilão após décadas de usos distintos, residência centenária passou por nove anos de restauração e preservou detalhes arquitetônicos raros, incluindo um espaço religioso integrado à casa, materiais importados e acabamentos feitos à mão que atravessaram mudanças de proprietários e funções.
Comprada em leilão por uma família dos Estados Unidos, a residência histórica passou por quase uma década de restauração e preservou uma característica incomum: uma capela privada erguida na década de 1930, ainda marcada por elementos religiosos e acabamentos originais.
Quando assumiu o imóvel, Maggie Patterson tinha 17 anos, e seus pais encontraram uma propriedade que reunia biblioteca, armários embutidos, grandes ambientes internos e uma capela com colunas de mármore rosa, teto ornamentado, vitrais alemães e murais italianos pintados à mão.
Segundo reportagem da PEOPLE, a casa foi construída originalmente em 1910 e, depois de mais de uma década como residência particular, passou para a Diocese Católica de Fort Wayne, em Indiana, iniciando uma fase que mudaria de forma permanente sua função e sua arquitetura.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Nos anos seguintes, o imóvel serviu como residência episcopal e recebeu dois bispos, enquanto a presença religiosa deixava marcas visíveis em diferentes ambientes da construção e preparava o terreno para a ampliação que mais tarde abrigaria a capela privada.
Capela privada foi incorporada à casa histórica
Esse espaço não fazia parte do projeto inicial da residência e só foi incorporado depois que o reverendo John Francis Noll passou a viver no endereço, em 1925, tornando-se um dos principais responsáveis pela etapa seguinte da história do imóvel.
Dez anos depois, uma nova ala foi construída e passou a incluir a capela, criada durante o período em que Noll esteve à frente da diocese e mantida, décadas mais tarde, como uma das áreas de maior valor histórico dentro da propriedade.
Entre os elementos preservados estão as colunas de mármore em tom rosado, os ornamentos de gesso no teto, os vitrais trazidos da Alemanha e os murais italianos pintados à mão, combinação que ainda permanece integrada ao interior do espaço religioso.
Embora tenham sido conservados, os vitrais passaram por mudanças ao longo do tempo, já que os retratos de bispos que apareciam originalmente nas janelas foram retirados e levados para um museu da região, segundo explicou Maggie Patterson à revista.
Família preservou características originais durante nove anos
No leilão realizado em 2016, os pais de Maggie já conheciam o passado episcopal da propriedade e, como católicos praticantes, decidiram recuperar os ambientes sem eliminar os elementos que registravam as diferentes fases vividas pela construção ao longo do tempo.
Durante os nove anos seguintes, cada intervenção buscou preservar características originais, ao mesmo tempo que a família recuperava espaços modificados pelo uso e pelo tempo, tentando devolver à residência parte da aparência e do caráter que ela havia acumulado em diferentes períodos.
Antes de retornar ao uso residencial privado, a construção passou por outras funções que ampliaram sua trajetória, incluindo um período como moradia de monges e outra fase em que funcionou como centro destinado a pessoas em recuperação da dependência de drogas.
Por ter recebido usos tão distintos, a casa chegou à família com camadas de história incorporadas aos ambientes, mas a capela construída na década de 1930 continuou como um dos sinais mais evidentes da etapa religiosa vivida pelo imóvel.
Capela centenária chamou atenção nas redes sociais
Foi justamente esse espaço que mais chamou atenção quando Maggie passou a mostrar a residência nas redes sociais, porque a presença de uma capela privada, cercada por cômodos usados normalmente por uma família, criava um contraste raro dentro de uma casa particular.
Além dela, a biblioteca, os móveis embutidos e os detalhes decorativos também permaneceram visíveis durante os anos de ocupação da família, enquanto a restauração buscava recuperar cada ambiente sem apagar as marcas deixadas pelas diferentes fases da propriedade.
Em vez de substituir indiscriminadamente os elementos antigos, os proprietários direcionaram o trabalho para a manutenção das características históricas da casa, preservando peças originais e recuperando espaços que ainda podiam continuar integrados à rotina de uma residência contemporânea.
Maggie relatou que a transformação desde a chegada da família foi expressiva, enquanto a própria composição familiar também mudou ao longo do período de restauração: dos sete filhos do casal, apenas um ainda vive no imóvel, e os proprietários já têm sete netos.
Imóvel histórico se prepara para receber novos proprietários
Agora, depois de construírem outra residência em Fort Myers, na Flórida, os pais de Maggie se preparam para vender a propriedade e dedicar mais tempo a viagens, deixando aos próximos donos a capela, os vitrais, os murais, o mármore e os tetos ornamentados preservados.
Se uma casa centenária reunisse espaços tão incomuns, marcas religiosas e detalhes arquitetônicos preservados por quase um século, você manteria esses ambientes como parte da história do imóvel ou preferiria adaptá-los completamente às necessidades de uma residência moderna?
Tags
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

