Faltando poucos dias para o encerramento das convenções partidárias, apenas dois dos principais candidatos à Presidência ainda não anunciaram quem ocupará a vaga de vice. Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) têm até a próxima quarta-feira (5) para formalizar suas chapas, prazo final para que os partidos realizem as convenções previstas pela legislação eleitoral.
Se não houver acordo até quarta-feira, tanto PL quanto Novo terão de recorrer às chamadas chapas “puro-sangue”, indicando candidatos a vice filiados aos próprios partidos.
A indefinição, porém, vai além da escolha de um nome. Ela expõe a dificuldade de ambos em transformar conversas políticas em alianças eleitorais, num cenário em que partidos de centro preferiram permanecer neutros na disputa presidencial.
Enquanto Lula confirmou Geraldo Alckmin (PSB), Ronaldo Caiado (PSD) escolheu Gilberto Kassab e Renan Santos (Missão) oficializou Aroldo Medina, Flávio e Zema continuam negociando.
Flávio tentou formar uma chapa mais ampla com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que chegou a aceitar o convite para ser vice. A direção nacional do Progressistas, porém, decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial. O Republicanos também não avançou nas conversas para indicar um nome, apesar das especulações envolvendo Daniella Marques.
Zema seguiu caminho semelhante. O Novo conversou com nomes de fora do partido, como Joaquim Barbosa e o empresário Geraldo Rufino, mas também não conseguiu fechar uma composição.
No caso de Flávio, nomes como os senadores Marcos Pontes (PL-SP) e Rogério Marinho (PL-RN), além das deputadas Bia Kicis (PL-DF) e Júlia Zanatta (PL-SC), aparecem entre as alternativas. No Novo, a tendência também é buscar um integrante da própria legenda.
Partidos preferiram neutralidade
A dificuldade para fechar as chapas reflete um cenário mais amplo desta eleição. União Brasil, PP, Republicanos, MDB e outras legendas preferiram preservar acordos estaduais e permanecer neutros na disputa pelo Planalto, reduzindo o espaço para alianças nacionais.
Depois do encerramento das convenções, os partidos ainda terão até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema tentam evitar que a falta de acordos os obrigue a iniciar a campanha com uma chapa formada exclusivamente por nomes de seus próprios partidos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Infomoney.

