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Marinha interrompeu o tráfego na BR-493 e retirou trechos da rede elétrica para levar 619 toneladas do submarino Riachuelo por 5 km em 11 horas
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 06/08/2026 às 18:58
Atualizado em 06/08/2026 às 18:59
Logística e Transporte
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Transporte do submarino Riachuelo exigiu 11 horas, 320 rodas, retirada de fios e controle da BR-493 entre a UFEM e o estaleiro de Itaguaí
Levar 619 toneladas de três seções já unidas do submarino S40 Riachuelo por apenas 5 km exigiu uma operação especial em Itaguaí, no Rio de Janeiro. O deslocamento durou 11 horas e envolveu uma plataforma móvel com 320 rodas.
A operação foi registrada pela Marinha do Brasil, instituição responsável pela Força Naval brasileira. A carga tinha 39,86 metros de comprimento e 12,30 metros de altura, dimensão próxima à de um prédio com aproximadamente quatro andares, apenas como referência visual.
O trajeto ligava a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, chamada de UFEM, ao Estaleiro de Construção da Ilha da Madeira, dentro do Complexo Naval de Itaguaí. Para abrir caminho, foi necessário retirar temporariamente trechos da rede elétrica e interromper o trânsito em pontos da BR 493.
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O submarino que precisou pegar estrada
A transferência aconteceu nos dias 13 e 14 de janeiro de 2018. Três seções do Riachuelo já estavam unidas e precisavam sair da UFEM para chegar ao estaleiro onde o submarino passaria pela montagem final.
A operação reuniu a Marinha do Brasil e a Itaguaí Construções Navais, empresa envolvida na construção naval realizada em Itaguaí. A UFEM recebeu a fabricação das estruturas metálicas, enquanto o estaleiro da Ilha da Madeira foi preparado para a continuidade da montagem.
O Riachuelo é o primeiro submarino convencional do PROSUB, sigla do Programa de Desenvolvimento de Submarinos. O programa previa outras três unidades convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.
Por que foram usadas 320 rodas
As três seções foram colocadas sobre uma prancha móvel de 320 rodas. Esse veículo especial distribui o peso por vários pontos de apoio, evitando que as 619 toneladas fiquem concentradas em uma pequena área do piso.
A grande quantidade de rodas funciona como uma base espalhada. Isso ajuda a sustentar uma carga muito pesada e facilita o controle da estrutura durante o deslocamento.
A plataforma também precisava transportar um conjunto com 12,30 metros de altura. Por isso, a equipe teve de analisar a passagem sob a rede elétrica e retirar temporariamente trechos que poderiam impedir o avanço da carga.
11 horas para vencer 5 km
O percurso tinha cerca de 5 km, mas foi concluído em 11 horas. A etapa mais complexa ocorreu no dia 14 de janeiro, quando o veículo especial precisou passar por áreas ligadas à BR 493.
A Marinha do Brasil, órgão público responsável pelas informações navais oficiais, registrou a necessidade de interrupções pontuais no tráfego para liberar a passagem da prancha móvel.
A baixa velocidade era necessária para manter o controle de uma carga com 39,86 metros de comprimento. Curvas, acessos, altura disponível e distribuição do peso precisavam ser avaliados antes e durante o deslocamento.
A logística escondida do PROSUB
A preparação começou meses antes da transferência. Uma operação desse porte depende de uma rota livre, da organização do trânsito e da retirada temporária de obstáculos existentes no caminho.
A rede elétrica foi um dos principais pontos de atenção. Trechos precisaram ser retirados para que a carga pudesse avançar sem conflito com os cabos instalados ao longo do trajeto.
A operação também exigiu interrupções na BR 493. Mesmo sendo uma distância curta, a passagem de uma plataforma com 320 rodas transformou um trecho rodoviário em uma rota controlada para o transporte de uma estrutura naval.
O que ainda faltava para concluir o Riachuelo
As duas seções restantes do submarino Riachuelo pesavam 487 toneladas e tinham 30 metros de comprimento. A previsão era que elas fossem levadas separadamente para o Estaleiro de Construção.
Depois da transferência, o submarino entraria na etapa de montagem final. Naquele planejamento, o objetivo era realizar o lançamento ao mar no segundo semestre de 2018.
A operação mostra que a construção de um submarino envolve fabricação, montagem e uma complexa etapa de transporte. Cada metro do caminho precisava ser planejado para proteger a carga, a infraestrutura e as pessoas envolvidas.
O Riachuelo percorreu somente 5 km, mas o trajeto levou 11 horas e exigiu 320 rodas, retirada de trechos da rede elétrica e interrupções na BR 493. A dimensão da carga transformou uma curta distância em uma operação de logística pesada.
Na sua opinião, qual foi o maior desafio dessa transferência: o peso de 619 toneladas, a altura de 12,30 metros ou a passagem pela BR 493? Compartilhe o post e deixe seu comentário.
Fonte
Marinha do Brasil
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

