Há exatos 35 anos, Michael Schumacher estreava na Fórmula 1 durante o domínio de Ayrton Senna. O jovem alemão só conseguiu a vaga na equipe Jordan graças a um pagamento de US$ 300 mil, garantido pela Mercedes, uma prática comum à época na principal categoria do automobilismo.
Com apenas 22 anos, Schumacher substituiu Bertrand Gachot na equipe Jordan. O piloto titular havia sido preso na Inglaterra por uma briga com um taxista, abrindo uma vaga inesperada no grid do Grande Prêmio da Bélgica.
Contudo, Schumacher não era a primeira opção para a escuderia. Bernd Scheider, tetracampeão da DTM, categoria de turismo alemã, foi o primeiro a ser contatado por Eddie Jordan, chefe da equipe.
O acordo com a Mercedes
Scheider, que já havia pilotado pela Fórmula 1 em 1988 e 1989, relembrou o diálogo com Eddie Jordan ao podcast “Beyond the Grid”, da Fórmula 1. “Jordan me ligou. Oi Bernd, você pode pilotar em Spa, mas tem que pagar 300 mil dólares”, afirmou.
Michael Schumacher era um jovem prodígio com o apoio da Mercedes, que garantiu o pagamento e promoveu a estreia do piloto na categoria. Uma fonte recordou que não foi o empresário Wili Weber quem pagou diretamente, mas ele articulou o acordo, e a Mercedes se comprometeu a cobrir o valor caso necessário. Essa prática era comum, inclusive com nomes como Niki Lauda e Ayrton Senna, que também contaram com apoio financeiro para iniciar suas carreiras.
Estreia promissora e abandono
Assumindo o carro de número 32 da Jordan, equipado com motor Ford, Schumacher classificou com o 7º melhor tempo entre 30 carros, impressionando a todos no histórico circuito de Spa-Francorchamps. Contudo, a sorte não durou até a corrida.
A estreia, cercada de grande expectativa, durou poucos metros. Logo após a famosa curva Eau Rouge, o carro de Schumacher apresentou problemas de embreagem, forçando o jovem piloto a abandonar a prova.
O salto para a Benetton
Mesmo com o abandono, o rendimento e o talento demonstrados na classificação foram suficientes para chamar a atenção de Flávio Briatore, então chefe da equipe Benetton. Assim, Schumacher transferiu-se para a nova escuderia ainda em 1991, correndo as últimas seis provas da temporada.
Ele manteve o bom desempenho nas corridas restantes, terminando em 5º lugar na Itália e em 6º em Portugal e na Espanha. O alemão não completou as duas últimas provas do ano, no Japão e na Austrália.
O domínio de Senna em 1991
Naquela temporada, Ayrton Senna, guiando pela McLaren-Honda, venceu 7 das 16 provas, conquistando o título com folga. Foi o terceiro título de Senna na categoria e o último vencido por um piloto brasileiro na Fórmula 1.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por CNN.

